Para que serviu o sobressalto? Serviu para aplacar o Governo, serviu para debilitar a coligação (arrastar-se-á lastimosamente um ano ou dois), serviu para fazer regressar o Presidente da República do exílio, há-de servir para limitar os danos da TSU e, en passant, serve para desacreditar a tropa fandanga do liberalismo exaltado. Acham que é pouco? Eu não acho.
Luis M. Jorge
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Não é pouco, não senhor. Mas não chega, é preciso continuar.
Isso já é outra conversa, que tem mais a ver com o sítio para onde se quer ir.
Exactamente.
Acho é que a verdade está no Meio. Não nos extremos. O Governo tem bordejado os extremos. Os parasitas também.
O «Revolta-te por mim» é das coisas mais ordinárias (no mau sentido) que li a propósito das manifestações de 15 de Setembro. A arrogância de quem acha que sabe como vivem todos aqueles que participaram na manifestação (eu estive lá e não me lembro de lhe ter contado a minha vida), a referência a artistas e designers como se a presença destes numa manifestação fosse menos válida (e nem comento a referência a “professores doutores em saberes tão vagos quanto a licenciatura de Relvas” – já agora: a senhora é de que área?)…
Licenciada em miséria humana com pós doc em ciências ocultas.
Quem acompanha o Blasfémias desde há largos anos, conhece perfeitamente a personalidade e inerente ausência de carácter da Exma estoriadora (nunca teve h) e dos ensaios abjectos que produz. Somente é coerente num aspecto, na imoralidade, na desumanidade e na futurologia insensível.
Calem-se lá todos, não lhe chamem essas coisas, ou temos para mais vinte posts no blasfemias. A Helena Matos alimenta-se dessa espécie de martirologia que ataca a nossa direita, a mais desgraçada e perseguida de sempre (são hordas de designers ululantes a persegui-los). Qual Santa Teresa de Ávila, já a estou a ver a ter tremedeiras e sezões com a visão das catacumbas de Moscovo no tempo do zé dos bigodes. Já o Rui Ramos subiu recentemente aos céus por causa disso.
É uma grande verdade.
Só um pedido, caro Luis M. Jorge, não chame de liberal as Helenas Matos e quejandos.
Para não deturpar o sentido à palavra e ao pensmaento filosófico que lhe está inerente.
Quano em Portugal encontrar um liberal avise-me.
Eu não sei o que chamar às Helenas Matos e quejandos, mas liberal, não por favor.
Aceito sugestões.
Cumprimentos
Eu não chamo nomes a ninguém, excepto nas ocasiões em que sou contraditório. Agora deixem a senhora, porque a caixa de comentários está a resvalar um bocadinho, please.
só a parte de acalmar os fariseus vale o esforço
Indeed.
Quem diz “tropa fandanga”, diz “vanguarda iluminada”.
Neste caso, até é vanguarda do proletariado que foi a banhos.
Lamento o repentismo do comentário mas há personagens que me enervam “eufemisticamente” escrevendo.
Relativamente ao post, é óbvio e clarividente que não foi nem pouco nem irrisório este sobressalto.
E que não restem dúvidas que não pode haver colagens (nomeadamente ao lema dos criadores do dito sobressalto) entre os poucos (ouvi falar em 10000 em Lx) que sairam à rua no passado sábado.
Foi somente um sinal pacífico da insatisfação geral em relação ao trilho adoptado.
Espero que quem de direito se encontre À escuta.
Parabéns pelo blog.
Obrigado, outside.