As Forças Armadas ao lado do povo

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Koudelka/Magnum, Praga 1968

 

FNV

16 thoughts on “As Forças Armadas ao lado do povo

    • Miguel diz:

      João, mas essa não conta: foi coisa de estilistas, radicais chic — tudo gente da situação. A população tinha ficado toda na praia.

      • fnvv diz:

        Mihuel,
        Se está a falar de 25/4, está enganado;: foi coisa de oficiais do Quadro ( as 500 páginas do Alvorada em Abril explicam tudo), passou-se de madrugada e o povo só se juntou para ver o cabo-de-guerra-colonial Spínola receber o poder de Caetano, que se recusou a entregá-lo a um mero capitão.

  1. Miguel diz:

    FNV, eu sei que foi uma revolta dos oficiais do quadro, mas foi a “tomada” das ruas pelo povo e o seu assentimento entusiastico (embora ,claro, semi-caótico) que deu a legitimidade ao golpe militar. Sem isso, o 25 de Abril não teria o simbolismo que tem, teria sido mais um pronunciamento.

  2. Miguel diz:

    Pois dizem mal.

  3. caramelo diz:

    FNV, isso é a pequena contabilidade das revoluções, não muito diferente da pequena contabilidade dos manifestantes (que alguém tem de fazer, desde que com honestidade e rigor, como em tudo). As colónias inglesas da américa do norte teriam ficado sossegadas durante mais algum tempo, se a metrópole não tivesse decidido aumentar-lhes o preço do chá. Enquanto alguns valentes afundavam de madrugada os carregamentos de chá ao largo de Boston, a população dormia em paz. Mas as coisas são sempre mais complexas. Lá e cá, enquanto uma parte da população se acomodava, outra parte não, e queria liberdade e progresso, escolas, saúde, etc, que o poder lhes negava. O poder, em ambos os casos, era indiferente e distante. Depois das escaramuças iniciais, o povo, lá e cá, manifestou-se, encheu ruas, desbaratou os opressores, ocupou terras, casas, etc, sob o comando de uma extrema esquerda, que lá se chamavam revolucionários patriotas. A punch line é que em nenhuma revolução o povo decide acordar todo de madrugada para ocupar o poder e não é isso que impede que celebremos a revolução.

    • fnvv diz:

      “isso é a pequena contabilidade das revoluções, não muito diferente da pequena contabilidade dos manifestantes” ?
      Não leves a mal, mas nesses termos desisto de debater.

      • caramelo diz:

        tovarich, não sei se não te denuncie às autoridades por falta de interesse e firmeza no debate revolucionário. Falando sério, deves estar a brincar. Quais “termos”?

      • fnvv diz:

        analogias dessas, Kaganovitch: Um golpe é um golpe, uma revolução é uma revolução, contagem de manifestantes é contagem de manifestantes.

  4. caramelo diz:

    Pronto, não volto a fazer.

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