Patos mansos

A coragem nunca é senão uma distância ( Barthes): separa o acto do medo original. A existência de António  Borges ( está muito magro, espero que não seja  nenhum problema de saúde) assume o papel da marreca na caça aos patos. A ilusão atravessa o ar do pântano e esconde-se nos canaviais. Borges diz o que o governo não pode dizer, mas  o que diz não vincula oficialmente os mandantes. Os ingénuos atiram-se às suas palavras  de ordem ( RTP, empresários) e os caçadores  fazem boa figura.

A coragem  política  dispensa, em regra,  marrecas.

FNV

2 thoughts on “Patos mansos

  1. Filipe, concordo com tudo, mas não deixa de ser verdade que atacar o mensageiro é, até certo ponto, eficaz. Destruída a sua credibilidade, deixará de ser útil; e os tais cobardes terão de encontrar outro (verdade que não faltará gente na fila). É uma questão de, simultaneamente, não deixar de atacar o “General”.
    Quanto à coragem, é algo que escasseia em todos os domínios da nossa sociedade, e essa escassez certamente ajuda a explicar o estado a que o país chegou.

  2. Núncio diz:

    Coragem extemporânea é oportunismo… Corajosos foram os que avisaram para isto tudo antes de todos e ficaram, humilhados, a falar sozinhos.

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