Suave Patria

“Yo que sólo canté de la exquisita
partitura del íntimo decoro,
alzo hoy la voz a la mitad del foro
a la manera del tenor que imita
la gutural modulación del bajo
para cortar a la epopeya un gajo.

Navegaré por las olas civiles
con remos que no pesan, porque van
como los brazos del correo chuan
que remaba la Mancha con fusiles.

Diré con una épica sordina:
la Patria es impecable y diamantina”.

Isto é um pedaço do proémio de Suave Patria, de Ramon Lopez Velarde ( 1888-1921) .

É um poeta especial, inclassificável, que fez a ponte entre os do Diario de Mexico e Revista Moderna  e os do  novo Ateneo ( impulsionado por Justo Sierra), por exemplo,  Rafael Lopez e González Martinez (que tem este final  de faena: ” Y me hundiré en el sueño inefable y profundo / para los hombres muerto y vivo para el mundo”).

Bons tempos para reler Velarde.

FNV

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