Nemésio-Quasimodo

Aldeia Negra ( 1938):

Dêem-me vinho e brasas

Na aldeia negra de abade tronco.

Lá, digeridas pelos rebanhos,

As ervas dão  calor às casas,

O rádio vivo é  a voz dos anhos,

Cresce a montanha como um tronco.

Del Mio Odore di uomo ( 1936):

Negli alberi ucisi

ululano gli inferni:

dorme l’estate nel virgine miele,

il ramarro nell’a infanzia di mostro

É muito difícil fazer isto, porque se há terreno minado pelas repetições viciosas das imagens  bucólicas e líricas é o rural-brutal. Nemésio, no entanto, arranca o fabuloso ” o  rádio vivo  é a voz dos  anhos” e Quasimodo  acerta o passo com “o lagarto que dorme na infância do monstro”.

FNV

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