A mão à palmatória (1).

Como este blog tem dois autores de direita e um de esquerda, e como está provado que cada autor de esquerda exerce três vezes mais pressão mediática do que um autor de direita, isto significa que estou em maioria absoluta no Declínio e Queda.

Devo por isso exibir a magnânimidade que se exige a quem não pretende abusar da sua posição dominante, nem humilhar os adversários. E sem mais delongas assumo os crimes da família política a que pertenço, reconhecendo perante o estimado público que sim — de facto a esquerda arrebatou os media, colocou os seus lacaios nos principais grupos de comunicação social portugueses e manobrou secretamente os jornalistas com estratagemas ínvios para instaurar a ditadura do politicamente correcto. É esta tenebrosa inversão de valores que arrependido agora denuncio, arriscando a própria vida, perante Deus, a Pátria e a Família.

Falemos de pretos, por exemplo.

Há pouco mais de dez anos a nossa informação não estava contaminada por pleonasmos marxistas. Se um preto roubava uma velhinha num transporte público, o repórter chegando à redacção escrevia “Preto assalta idosa em autocarro”. Essa era dourada da imprensa livre chegou ao fim quando a célula revolucionária de Campo de Ourique infiltrou o Expresso e o Diário de Notícias de modo a que, tempos depois, a mesma notícia pudesse ser formulada na língua de pau do estalinismo: “Pessoa de cor assalta idosa em autocarro”. O rebaixamento civilizacional prosseguiu a bom ritmo, e em breve “indivíduos africanos” ou “homens de etnia cabo-verdiana” assaltariam idosas em autocarros. Por fim, a degradação dos jornalistas consumou-se: “homem assalta idosa em autocarro”. Eis o primeiro triunfo da nossa conspiração.

O que se seguiu? Os maricas, as abortistas e os comunas seriam reabilitados pelo mesmo tipo de branqueamento. Mas o relato fica para depois por temer que o meu número de IP seja identificado se passar mais de uma hora na internet. Não é com receio que me despeço, pois estou morto há muito tempo, é por amor à liberdade: um pássaro que descobre a sua voz só quer cantar, cantar até ao pôr-do-sol. E juro-vos, camaradas, que não me calarão.

Perdão: companheiros.

(Continua)

Luis M. Jorge

7 thoughts on “A mão à palmatória (1).

  1. henedina diz:

    Este livro velhinho não é o que tem?…
    A velhinha a entrar no autocarro “ajudada” por três “simpáticos comunistas”? E quando perguntam porque foram precisos tantos respondem “pq a velhinha não queria entrar no autocarro”?

    2 de direita. Um deles não votou no PCP nas últimas eleições?

    Quando ao post…eheheheh, diria mais rsrsrsrsrsrs.

    Vá deem-se bem. Kss! Kss! kss!

  2. E eu a pensar que o gajo de esquerda era o FNV 🙂
    O mundo está virado do avesso!
    E em breve será “velinha espanca pretos que tentavam ajudá-la a mostrar o passe ao “picas””
    Bom fim de semana

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