O único narco-estado da Europa (II)

Depois de muitos textos ( revistas e blogues) e um livro ( graças ao  financiamento da FCT), fui desistindo de chover no molhado.  Nunca consegui interessar um jornal para uma série de artigos  sobre o assunto ( colaborei com o Público e com o “i”, mas noutras áreas) . O Expresso, por exemplo, só está interessado em publicar as  banalidades proibicionistas de Pinto Coelho. Duvido  que consiga cativar uma editora ( fiz uns contactos exploratórios na altura da minha ligação à Bertrand/Quetzal, mas debalde). Este ano ainda tentei um blogue, mas quase  só tinha os leitores que vinham via Corta-Fitas e nenhum debate nem contraditório.

A maior apreensão de heroína dos últimos quinze anos, e esta, já de outra dimensão, na qual, segundo o Correio da Manhã, estava envolvido um português de nome  Ferreira Marques, que seria o retalhista.

En esta organización internacional de narcotraficantes, había colombianos y un portugués, además de los argentinos, uno era el “químico” que se encargaba de “transformar la droga cromáticamente”, detalló el funcionario.  La última operación que iban a realizar consistía en enviar 357 kilos de cocaína negra distribuida en carbón vegetal en barcos y aparentemente, se iba a realizar una escala en Brasil y el destino final era Lisboa, de donde sería oriundo el líder de la banda”.

Um das coisas fascinantes na História proibicionista  ( porque há outra)  das drogas é a sua capacidade de adaptação. Quando os turcos  deixaram de fornecer os sicilianos que alimentavam a French Connection marselhesa( a bem dizer, siciliana) , imediatamente a Birmânia se chegou à frente.  Quando, nos anos 80,  os EUA ( cheios de má consciência),  financiaram os crop erradication programs  da ONU na Birmânia, logo os   americanos  ( incrível, não é?) se lembraram de montar uma bela operação na fronteira  afegã-paquistanesa: os mujahedin anti-soviéticos pagavam as armas com pasta de ópio e o Afeganistão tornou-se o maior produtor  mundial  de ópio.

Portugal cabe numa categoria à parte: a de entreposto, nunca de produtor. Veremos  as diferenças.

FNV

5 thoughts on “O único narco-estado da Europa (II)

  1. gandavo diz:

    Sobre as FARC, estão online as atas e outra documentação do Foro de São Paulo com considerações bem interessantes sobre narcotráfico e combate ao imperialismo.

  2. fnvv diz:

    essas não conheço, usei publicações de extrema esquerda associadas, colombianas e venezuelanas, , vou ver, obrigado.
    Há ums ligações novas muito interessantes, falarei delas…

  3. gandavo diz:

    Já agora, veja lá quem são os dirigentes brasileiros do Foro e as suas ligações…

  4. Leitor diz:

    Sugestão de leitura: http://www.wook.pt/ficha/historia-elementar-das-drogas/a/id/108093 a mim fez-me ver que havia mais, para além da proibição…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: