Poltrões

Não gosto de passar o dia de 24 de dezembro atrás do fogão a cozinhar, mas este ano terá de ser assim. Além do bacalhau, vou ter de fazer também os doces, porque não posso estar a gastar dinheiro a comprá-los”, disse à Lusa.

Também Cristina Gomes – que, por desconhecimento, não cozinha os doces típicos e por isso se vê obrigada a comprá-los – está este ano disposta a aprender as receitas para que sonhos e rabanadas não faltem na mesa”.

Tão insuportável  como a generalização do vivemos todos acima das nossas possiblidades é  uma geração de poltrões urbanos que sabe estar  horas no facebook a fofocar, mas não consegue fritar umas fatias de pão ou escalfar bacalhau.

FNV

12 thoughts on “Poltrões

  1. João. diz:

    A minha companheira tem uma amiga em Nova York, dos tempos em que trabalhou lá, com quem passa o Natal de modo que eu, de minha parte, faço o que mais gosto no Natal, de o passar sozinho, mais os cachorros, com umas cervejinhas, a ver clássicos do cinema que só consigo encontrar online. Não tenho portanto preocupações com comidas de Natal – queijo, presunto, torradas e manteiga, pontuadas com a versão brasileira do bolo-rei (panetone) e uma xícara de café para arrematar “do just fine”. Mas isto não é austeridade, é gosto mesmo.

    Hoje vou ver o “Strangers on a Train” do Hitchcock

    Gosto ainda do modo como os meus vizinhos passam a noite de Natal, que é comum o suficiente no Brasil, pelo menos o que eu conheço melhor: fazem-no como se fosse uma festa de aniversário – música alta, bombas de carnaval, churrasco.e cerveja.

    Boas festas.

  2. Eu e a minha irmã já dissemos à minha mãe que, em tempo de crise, tem de divulgar a receita das rabanadas e da aletria que comemos, porque ela (à semelhança do que faziam a minha avó e a minha bisavó) faz rabanadas e aletria sem leite.

    • maloud diz:

      Finalmente encontro uma família, onde as rabanadas e aletria não levam leite, mas essa versão da aletria não responde à crise. Vai-se tudo em manteiga e gemas de ovos.

    • caramelo diz:

      Carlos, rabanadas com água, não é? O leite é o menos; rabanadas mesmo mesmo de crise é sem canela, açucar e ovos. Um dos meus sketchs dos monthy python preferidos é um em que eles competem para saber qual cresceu na familia mais miserável. Um deles, se soubesse o que seriam rabanadas, podia ter arrumado a questão dizendo que lá em casa as rabanadas eram pedaços de pão duro mergulhados no rio 😉

      • Mais ou menos, Caramelo. Em vez de leite, são passadas por uma calda que leva água, açucar, canela e casca de limão; depois, por ovo. Depois de fritas, são regadas com uma calda semelhante, mas mais apurada, que leva Vinho do Porto.

  3. caramelo diz:

    Ponham mas é aqui os olhos, ó geração mimada a viver acima das suas possibilidades!

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