Monthly Archives: Dezembro 2012

A natureza humana é, por vezes, imprevisível

1) “O Sporting é discutido, analisado (…) , espiolhado“, queixa-se  hoje um advogado, sportinguista, Paulo Barbosa da Cruz, no Record.

2) A pedofilia  avec glamour passará a ter, como  a católica, uma  mole  de  revelações  e de  denunciadores?

FNV

És Becky ou Amelia?

Guidolina. Se a vissem não a reconheciam antes. Agora é patriota e só usa azeite português engarrafado na Toscânia mesmo como se fosse mesmo  de variedade moraiolo. Unta  dois gémeos ucranianos que ficaram cá, porque perderam a língua  numa festa alternativa em   S.Miguel de  Acha. Guidolina nunca leu o Vanity Fair: “One of the great conditions of anger and hatred is that you must tell and believe lies against the hated object in order to be consistent”. Seria isto que a levaria ao governo.

Em 1938, nos festejos do 28 de Maio, a Mocidade Portuguesa  convidou a Hitler  Jugend para a brincadeira. Lembro-me de que às críticas uns ratões responderam que a MP fez o que os romenos e outros povos  civilizados também  fizeram, uma mera formalidade: Metam as vossas críticas  nos vossos  apertados cus judeus.

FNV

Si, si, carinõ.

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Uma das coisas que podemos lucrar com a venda da RTP aos amigalhaços colombianos, ou paraguaios ou whatever do doutor Miguel Relvas será o regresso dos anúncios em espanhol na próxima quadra natalícia. Tenho saudades dos bonitos spots em que a Sonrisa e o Batantete jorravam lágrimitas dé verdá quando  se te lhe apertas la barriga. E que dizer do munéco Chibiboto, lo único que come la papita y arrota como um chico e si tu te le pones la fralda pués se dá um pum e faz cócó? Ah, tudo era leve antes da austeridade.

Por falar nisso, como estão as privatizações? Transparentes e rectilíneas como se esperava, hein? Já se sabe quem fica com as merdas? É o sobrinho do traficante de droga ou a filha do presidente vitalício? E vamos pagar a taxazinha ou não vamos? Por supuesto, hombre. Todos tenemos de hacer sacrifícios para ultrapassar  os desafios do ajustamento. E o Presidente — caladito? Queriam o quê, que ele se metesse com a malta da Colômbia, ou de Palermo ou do Putin? Bem podem esperar sentados.  É a isto que se chama pensar nas famílias.

Luis M. Jorge

Dúvida

Isto é deveras re-animador.  Desde que fumo que não me lembro de uma tão estelífera  sagração.

Como se recordam, pago a  semanada à minha filha mais nova em derrotas do FCP. A miúda anda estarrecida porque não sabia da regra dos dois guarda-redes e do não-joga-quando-chove-e-enquanto -o Meyong-não- vai- para -a- CAN. Eu disse-lhe:  filha, há que  ler as letras pequeninas…

Ora, quanto ao Sporting, para não  ir à falência  deixei de remunerar as derrotas e, quando o Sá Pinto saiu, prometi à miúda 10 euros se o  Jesualdo fosse o próximo treinador. Então ajudem-me: pago ou não pago?

FNV

Estou preocupado.

Vim agora de Inglaterra, onde me exilei alguns dias por motivos políticos relacionados com as compras de Natal. Confesso-vos que, não só não logrei persuadir os nossos aliados a abandonarem o mau hábito de ingerirem carne ou de consumirem álcool ao fim da tarde, como até dei por mim com muita culpa a saborear uns ribs enquanto meditava nas virtudes da frugalidade cristã —  ao menos era entrecosto. A dona Jonet esteve sempre no meu espírito entre a algazarra de pequenos bárbaros que espostejavam peluches na Hamley’s, e só a sua grata lembrança evitou que eu comesse com os olhos as jovens loiras da French Connection; pois se os bifes nos estão interditos, das bifas nem se fala.

É certo que os pobrezinhos ingleses me pareceram mais gordinhos, mais rosados do que os nossos, e gostei de vê-los trajando de Pai Natal à porta dos grandes armazéns, exibindo a sua fé inabalável na caridade, que é fruto do amor, e um saudável desprezo pelo estado social, que é fruto do comunismo. Enquanto tivermos connosco os tontos, os bêbados e os andrajosos haverá sempre esperança para a doce utopia liberal. Mas não é fácil ser missionário tão longe da pátria.

Luis M. Jorge

 

 

 

O jornalismo da Rubra/Avante talvez “Público”

Em título, dando a entender que PPC se referiu aos pensionistas em geral, refere que estes “estão a receber mais do que descontaram”. Fica assim cumprido o dever do sr. jornalista: o título permite alimentar uma boa polémica e implantar a ideia do costume…

 
Mas, lendo o corpo da notícia, é fácil perceber que o teor das declarações é bem distinto do título, pois as mesmas visavam especificamente as pensões mais altas, também conhecidas por “pensões douradas”. E, mesmo relativamente às pensões mais altas, faz a ressalva daqueles que não descontaram na proporção do que recebem (aqui cabem muitos casos imorais, por ex., de políticos, de destacados dirigentes de empresas e organismos públicos, dos que acumularam reformas…):
 
Este assunto é da maior importãncia para os portugueses, pois toca num tema quase tabu em Portugal: a existência de uma enorme desigualdade nos direitos atríbuidos a cidadãos relativamente às suas pensões. Basta recordar que, até há poucos anos, funcionários públicos se reformavam com o valor do último vencimento (alguns com progressões nos últimos anos de activo…), enquanto outros, desde há muito, vêm a sua reforma fixada em função da sua carreira contributiva.
 

Mas esta temática, parece não ter qualquer interesse jornalistico / informativo, preferindo antes o Público fazer uma manipulação das declarações para inflamar mais um pouco os ânimos dos portugueses contra o Governo.

Aqui,  inexplicavelmente sob anonimato, e sempre escrutinando apenas a má interpretação e a distorção do discurso do governo: ainda assim, bom trabalho.

FNV

É só para lembrar

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…que as fotografias da Luísa Correia, uma das melhores coisinhas da bloga, voltaram ao Corta-Fitas. Abaixo a crise.

PP

Ainda

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O meu amigo e velho camarada de bloga Filipe Anacoreta Correia dá hoje uma entrevista ao Público em que diz o óbvio: tão grave como esta governação é o CDS fazer de conta que está dentro e fora ao mesmo tempo. O poder traz responsabilidades e Paulo Portas, mais os seus porta-vozes oficiais/oficiosos/outros, tem andado a brincar às coligações.
Se houver eleições antecipadas, ninguém fica bem na fotografia. A direita terá o que merece. Mas é bom saber que no CDS ainda há gente como o Filipe.
Ainda.

PP

Guns & Amo 2: a doença americana

E a norueguesa ou a  mexicana. A menos que a psicopatia de Breivik , por ser apresentada como política,  e a de um cartel  mexicano, por ser narco, sejam diferentes. A única coisa que é tipicamente  americana é o optimismo: acreditam que um decreto é terapêutico. Freud, depois da viagem à América resumiu: É um grande erro.

Huberty matou  21 pessoas num Mc Donalds com uma shotgun calibre 12, uma pistola 9mm e uma Uzi  9mm. Não usou big bores & military. Nenhuma Prohibition de armas de fogo teria impedido Huberty de entrar no restaurante e matar 21 pessoas. A galáxia narcísica ( usando Racamier) em que vive um psicopata ( como Vítor Jorge, do Osso da Baleia) não estabelece links com a prática política e administrativa. Aqui sim, entra   a cultura americana ( como podia entrar a mexicana de certas regiões), apenas porque existe a imaginação desse link e pior: convive com  a  valorização da  violência enquanto mecanismo  identitário.

O debate interessante – como no caso das drogas – é o do efeito real da proibição ( o sonhado , já vimos, é da ordem do desejo). Não tenho dúvidas que num cenário dry de armas, a taxa de crimes desceria, como o consumo de álcool desceu nos primeiros sete anos após a Lei Seca. Acontece que não estamos  a falar do cidadão médio, estamos  a falar de psicopatas e/ou  de psicóticos.

Outro ponto, mais nebuloso, será o de compreender a perfusão : como as culturas americanas locais e a supercultura de violência enquanto  diversão são assimiladas pelas entidades  patológicas. O problema é que esse estudo é dificílimo , porque necessita de uma abordagem ontológica dos referentes psicóticos e dos seus correspondentes institucionais. E Focault já não está entre nós.

FNV

Mentirosos (II)

Esta também é  muito boa. Leite Campos, agora já em 2011, entrevistado pela jornalista  Filipa Martins, ex-Mandatária da Juventude de Passos Coelho  ex-assessora da secretaria de estado da Cultura:

Acabou de referir o peso dos impostos em Portugal…

É a maior carga fiscal de sempre em Portugal, é inadmissível, um disparate. Um indivíduo que ganhe 50 mil euros por mês não fica mais pobre por o IRS ter subido de 45% para 46,5%. Mas para quem ganha 600 euros por mês é terrível subir de 10% para 11,5%.

Portanto o PSD vai reestruturar as tabelas de IRS?

É uma coisa que tem de ser feita. A lógica do PSD é dar prioridade aos mais desfavorecidos – classes C e D.

Estamos a falar de que rendimentos?

Todos os ordenados até 2500 euros/mês têm de ser revistos e apoiados. Não são os de 500 ou de 600. É preciso manter as prestações sociais, reduzir impostos, etc. Mas isso não é amanhã. Os nossos objectivos a médio prazo são a quatro anos e a longo a oito anos. Para o objectivo de quatro anos, o principal é proteger todas as famílias que ganhem até 2500 euros.

Pode dizer que o PSD não irá aumentar impostos até ao final do ano?

O PSD não irá aumentar impostos.

FNV

Os mentirosos

( copyright Aventar)

Os corte nas pensões  vão começar a partir dos 1380 euros por mês. Como pode ver no vídeo  supra, durante   a campanha eleitoral 1500/ mês  era “miséria”.

O que é notável é registar que esta gente e os seus hastati, nos blogues e  nos   media,  tratam-nos como idiotas e ignorantes da economia, essa ciência que reinventam todos os dias.

FNV

Subscrevo

Muito bom. Até porque me recordei de algumas trocas de ideias que venho fazendo há anos  sobre as  supostas vantagens da contratação de privados para serviços de saúde que são pagos pelo SNS. O resultado, para além  do enriquecimento dos operadores privados de saúde, está à vista.

 

FNV

 

Guns & Amo

O nível actual do pensamento infantil-mediatizado: Se restringirem a posse de armas, os massacres  acabam / A existência de armas é a causa para os massacres.

Em Portugal existe mais de um milhão de caçadeiras legalizadas. Deve haver uns dez massacres por ano. Se os americanos  deixarem de ter acesso fácil a armas, os psicopatas vão passar a usar fisgas.

Na ausência de um mecanismo superegóico de controlo ( o machista e psicanalítico, o derivado da  cultura judaico-cristã etc), os povos viram-se para  a magia. Os Omaha ( Turner-High) acreditavam que o wakanda decretara o  fim da guerra , do ódio e da vingança e que os povos  tinham de se submeter. Acontece que os Omaha acreditavam também na superioridade da lei natural, que via  a guerra como anti-vida e o casamento como pró-vida: assim, um homem que fosse para  a guerra ficava a seco.

Como já só acreditamos no período sensório-motor da  infância, a magia consiste num fetichismo ( feitiço) lançado sobre as clavas ( as armas): se estiverem enterradas, ficam enterradas.

FNV

Jihad Jane

 

 

http://youtu.be/zWUeYa4ExEc

Porque foi abusada  em miúda pelo pai, em Filadélfia,  e porque  conheceu um gajo na net,  os sionistas ficaram o diabo ( os judeus têm uma missão histórica)  e por isso quis matar um cartonista sueco.

Isto tem pernas para andar.  Na Europa  Ocidental, desde 1945 que muita gente precisa de causas, a vida  é aborrecida.

Ladies and  gents, Jihad Jane.

FNV

Um artista português

O Público de hoje noticia contactos entre Relvas e a empresa candidata à privatização da TAP através da consultora de José Dirceu, um dos envolvidos no escândalo brasileiro do “Mensalão”.
Mas porque é que isto não me surpreende?

PP

O som e a fúria

“I increasingly suspect that Obama`s fate will be that of Tony Blair. In 1997 Blair promised us the world. He left office having lavished billions of many things while improving none. Only in foreign policy did he find meaning. He left office slightly amazed at been in power for so long yet having achieved so little. I predict that in four years Obama will leave nothing but an electorate just as jaded by overhyped political promises as its British counterpart.”
Douglas Murray, in Standpoint, Dec. 2012

Cinco lobas irmãs são as novas residentes do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico

Ivanildo nunca soube o que era envelhecer. Sempre jovem de mente, recusava ficar demente. Começou  a procurar raparigas cada vez mais novas e quedou-se por Anália, que tinha dificuldades em pagar as propinas. Ela saía todas as noites para estudar com amigos, Ivanildo ficava com os pés na escalfeta, rejuvenescendo a cada queimadura ocasional.O pior da velhice, dizia Ivanildo, é acreditar.

Eis que vos envio para o meio dos lobos, portanto, sede prudentes como as serpentes e mansos como as pombas ( Mateus 10:16). É muito negativo que este conselho seja tão obnubilado. Hegel não o desprezou: Não é o discípulo mais do que o seu mestre, nem o servo mais do que o seu senhor (idem,  10:24) e ficou com o crédito todo da dialéctica. Concluindo, o início está próximo  e vem desarmado.

FNV

Do medo e da fome – videntes

Nos muitos discursos de Jonet, o essencial ( ela começou por aí) foi a construção de uma representação  social: os novos pobres ( os  velhos estão habituados), a tal “camada”, viveram acima das suas possibilidades e por isso têm é de estar agradecidos por haver quem os ajude. Também neste aviso do presidente das Misericórdias, o que se  pretende é o aprimorar da representação:  a situação pode não ser desesperada. Como sempre fui dizendo, o papel  das estruturas  não oficiais seria  crucial para compreender o que aí vem e é sob esse ângulo, e só sob esse, que o assunto me interessa.  Quando essas estruturas alinham (  mais ou menos  às claras) com o psephisma do poder, compreendemos  que  é o  medo  que os move e, para aplacá-lo,  é necessário  criar o  kairos certo: por um lado, colheste o que semeaste,  por outro, não tenhas medo, vai tudo correr bem.

Em Novembro de 1945, Cerejeira* escrevia a Salazar, dizendo que a irmã Lúcia  lhe explicara que “era preciso fazer compreender ao povo que as privações  e sofrimentos dos últimos  anos não foram efeito  de alguma falta de Salazar, mas sim provas que Deus nos enviou pelos nosssos pecados”.

O kairos certo, de novo: é preciso cortar a ligação entre a  situação potenciamente explosiva, provocada pela mais violenta das necessidades humanas, e a responsabilidade do poder político. Nada de novo.

* Irene Pimentel, Cardeal Cerejeira – o Príncipe da Igreja, Esfera dos Livros, 2010

FNV

Luis Jorge shared an Instagram photo with you

Hi there,

Luis Jorge just shared an Instagram photo with you:

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“Agora, centenas de Pais Natal em Trafalgar.”

Thanks,
The Instagram Team

Óbvio

O JPP condensa tudo o que  fui dizendo, sem grande mérito, de resto,  sobre o tema Jonet. É espantoso de simples e mais espantoso ainda que  seja visto, do lado jonetiano , como “raiva” ou “sanha”.

FNV

Constitui precisamente o mais seguido testemunho

Se não há compromisso nem juramento. Se não há obrigação. Se não há medo. Se não há censura. Expliquem-me, por Mayadevi!,como pode haver traição.  É evidente que o affair  ( mês que vem, numa certa revista, têm uma história simples como  esparregado de nabos) está em extinção. Urge incendiar uma comissão para encerrar o problema e salvá-lo de vez. Como dizia o dr. Johnson, pela boca de Rasselas, o casamento tem muitas dores, o celibato não tem prazeres nenhuns.

Chamo a vossa atenção para  a Grande Rethra, de Licurgo. O espartano inventou ( talvez nem tenha existido, mas Plutarco diz que sim e tem mau feitio) um meio caminho entre a lei perene e o juramento solene, tudo temperado com consulta ao oráculo. Lembro-me sempre disto quando revejo a última campanha dos amigos do  cônsul honorário da Bielorrússia em Gaia e , depois, a tomada de posse dos ditos.

FNV

Tem tudo para ser débil mental

O indivíduo  João Miguel Tavares, que  pergunta, no Correio da Manhã, a propósito  da biografia de Robert Enke, ” por que se matou quando tinha tudo para ser feliz?”.

Tem tudo para ser um  débil mental,  quem acha que quem perde um filho “tem tudo para ser feliz”.

FNV

Bons tempos.

Luis M. Jorge

Leopoldo Criner, Maria Júdice.

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A partir de hoje no Atrium Saldanha

Loja 68, Piso 2

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Já agora podem ver o blog.

Luis M. Jorge

Missão sorriso.

Le Crillon

Celebrar a boa vida, a alta cozinha, as férias em locais exóticos, as voltas ao mundo e as carteiras da Prada. Celebrar quem reserva fins de semana no Douro, quem compra livros, quem faz massagens de leite e mel. Celebrar os que insistem em viver com prazer entre quem nos deseja nhurros, miseráveis, esfarrapados, tacanhos, caladinhos e obrigados. Esfregar-lhes nas trombas tudo aquilo que eles acham que é bom demais para nós. Em Portugal, neste ano da graça de 1933, o consumo é a melhor forma de rebelião.

Luis M. Jorge

Adivinhem quem vai ser, daqui a uns anos, o CEO

Da nova RTP.

Para queijo: quantas arrastadeiras levará  consigo?

FNV

Simbolos, popós e submarinos.

Eu já tinha escrito algo do género, mas aqui está mais explicadinho.

Luis M. Jorge

Uma maravilha.

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A coisa é promissora, amigos: chegámos a 2004. Mais um ano de reformas profundas e alcançaremos os tempos amáveis da sardinha dividida, da valise de cartão, dos suaves milagres e dos valores patrioteiros — a família, o trabalho e o caralho — ah, sim, viveremos as primaveras douradas dos ratinhos alentejanos, da unha negra e da farpela domingueira. Leram Manuel da Fonseca? Agora provem-no. As Cilitas Supico Pinto já esfregam as mãos. À blogosfera impante restará a celebração dos aniversários dos Comandos e a reprovação do comunismo, sempre encorajado pela pressão mediática da esquerda. Depois seremos felizes, felizes e estúpidos como galinhas.

Luis M. Jorge

Um debate urgente

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É Natal, é tempo de pensar nos pobrezinhos. Em todos os pobrezinhos – não apenas os que têm fome de pão, mas também os que têm fome de amor. Porque nem só de pão vive o homem e há por aí gente sem a esmola de um olhar, de um gesto de um ternura, de um post sequer.

Pensem no Arrastão. Ou Isabel Jonet é para a bloga de esquerda o irresistível fruto proibido, ou a vida sexual dos arrastantes está abaixo do limiar de pobreza. Uma pobreza envergonhada, como seria de esperar de pobrezinhos tão educados. Mas, à simples menção da senhora,  revelam-se as dolorosas expectativas de quem viveu acima das suas posses e hoje nada tem:  masturbação, pornocaridade, prazer que não se imagina, pessoas quentes, posição de missionária.

É um problema grave e não podemos contar com a ajuda da Igreja, pelas razões conhecidas. Nem com a Sra. Merkel, austera e luterana. (E daí não sei, que o desespero é grande.) Muito menos com uma campanha do Banco Sexual Contra a Fome à porta do Pingo Doce, raio de nome, inaceitável desvio burguês em nome da caridadezinha.

Urge, pois, um debate na sociedade portuguesa sobre esta situação de carência extrema. Devemos esperar que o Estado social, perdão, sexual satisfaça o direito constitucionalmente garantido de nenhum português, mesmo no Arrastão, ter sonhos húmidos com a Dra. Isabel Jonet?  Devemos, pelo contrário, confiar menos no Estado social, perdão, sexual e  abrir o Arrastão à iniciativa privada?

Da nossa resposta a esta questão depende o futuro da solidariedade, acho que é assim que se diz, em Portugal. Se apelamos à caridade, ou à solidariedade, acho que se diz assim, de alguma moçoila ou moçoilo, nada de preconceitos, liberal de costumes, ou mesmo neoliberal que o desespero é grande, para combater os efeitos da crise na actividade erótica do Arrastão, temo que os excedentes do mercado e as campanhas no Pingo Doce, raio de nome, não cheguem para acabar com a miséria.  Mas se pedimos ao Estado que cumpra o seu papel de assegurar aos mais desfavorecidos a satisfação das necessidades básicas, algo me diz que Vítor Gaspar se mostrará tão austero como a Sra. Merkel, se bem que menos luterano, e daí não sei que o desespero é grande.

É Natal e é um debate urgente. À falta de bacalhau, já há quem sonhe com o Medina Carreira

PP

Pena de morte em Portugal

Para não variar, tinha antecedentes.

Há pena de morte,  em Portugal, decretada por burocratas  impiedosos. E não, não são do Texas nem são fundamentalistas islâmicos.

 

FNV

Mensagem de Natal.

Luis M. Jorge

 

Parabéns

Se a isto juntarmos o telemóvel ( não reparam  na quantidade de despistes inexplicáveis que  todos os dias são noticiados?), temos o ramalhete das vidas destruídas, dinheiro atirado fora, desrespeito absoluto pelo outro.

Claro, o tabaco é que é o mau da fita, a liberdade individual, a  saúde nacional  etc. E porquê? Porque é mais fácil de proibir e taxar.

FNV

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No Retrato, Wilde  diz que a moral moderna é  a aceitação  das normas da  própria época. Pode parecer-vos , e ao  senhor Relvas, óbvio, mas Dante, por exemplo, morreu sem a coroa de louros dos poetas, porque não a pôde receber na sua Florença:  morreu descoroado. Este costume de laurear poetas era,  à época,  incomum e fora  herdado dos gregos via romanos. Ora  aqui compreendem e tudo.

Noutro registo: para não ser imoral, eu, como homem culto, rejeito a moral do telemóvel, mas, sobretudo,  a da socialização. Tal não me impede, num equilíbrio surdo, de esfurancar semanalmente as vidas de  pessoas inclusivamente vivas que resolvem assim benfeitorar-me. Esquece as ofensas, nunca esqueças a bondade, se bem que já não me recordo se é no  Lun Yu ou no Chuang Yang.

 

FNV

“De novo a Jonet”

É o título do texto . Desta vez sem razão, porque  as frases

“Pessoas miseráveis que não têm ambição nenhuma de trabalhar, porque vêm a fugir da guerra nos seus países. Pessoas tristes, deprimidas e angustiadas, que vão demorar até se endireitarem”,

não  aproximam Jonet de Aurora Dourada nenhuma.  A autora, instada na caixa de comentários, defende-se,  repetindo monocordicamente  que Jonet faz uma “generalização imbecil”. Mesmo aí, o que Jonet faria seria apenas generalizar  sobre uma  atitude psicológica ligada a um contexto traumático específico e, portanto, a colagem ao movimento xenófobo é um preconceito estelífero.

Dá que pensar esta vontade  de Jonet  de se expor  em tudo que é media ( afinal não tem problemas de expressão) e   a incapacidade de sobre os seus discursos se produzir uma crítica não enraivecida (  ou não apologética e desculpabilizante, também é verdade).

FNV

Le cirque

1) Estamos a fazer um trabalho de grande dimensão no Sporting. Em incêndios de estádios  e manobras de multibanco, sem dúvida. No resto, é perseverar.

2) Novo cateterismo agendado . Entra  a 31 de janeiro ( o último foi  no início de Setembro) para o pré-operatório, sai quando os bobbys-jornalistas  estiverem entretidos com outros ossos.

3) Sem dúvida. Uma equipa de seniores empatar com uma de juniores só costuma acontecer na pré-época.

FNV