Declínio e Queda

As saudades que eu já tinha

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Edgar Degas, Raparigas espartanas desafiando os rapazes, c. 1860.

Home, sweet home. Um tipo volta, depois de um mês imerso em filhos e filhoses, e dá com esta diatribe do Luís. Bom ano novo. Nada como uma diatribe do Luís para me sentir em casa.
Até porque ele, sem saber, estava a falar de mim. Sim, confesso, passei pelo Planalto. Não gostei muito, mas também não me fez mal. Com 16 anos e vindo do D. Dinis, em Chelas, o meu conhecimento dos “factos da vida” poupou-me, suponho, à visão espartana da pilinha do Leónidas.
Só não me poupou aos argumentos contra a educação separada. Há muitos, e alguns até são bons. Todos, porém, escondem a mania da esquerda chique, e não só, de decretar a educação dos filhos dos outros. Se há paizinhos que querem educar os herdeiros na paz do Senhor, ou nos amanhãs que cantam, e não é ilegal, nem inconstitucional, nem mete equivalências, qual é o problema?
Chama-se a isso liberdade de educação. Escolas como o Planalto, o Mira-Rio e demais antros do obscurantismo são a prova de que a liberdade de educação pode existir em Portugal. Compreendo que haja quem não goste. Nada a fazer.
Ou talvez haja algo a fazer. Façam um colégio, uma associação de socorros mútuos, uma orgia, o que quiserem, com meninos, meninas, transexuais e a direcção do Bloco de Esquerda. Entreguem a coisa ao Professor Boaventura ou, caso esteja muito ocupado no Observatório do Insucesso Escolar, ao senhor do PS que era da ONU, ou da ONU que era do PS. Ponham uma fotografia da Isabel Jonet em todas as salas, para o pessoal treinar o tiro ao alvo e o amor à cidadania. E daqui a dez anos falamos.
Se lá chegarem, claro.

Ah, Luís, e Esparta é um péssimo exemplo. Era a única cidade grega em que meninos e meninas podiam conviver na figura que se vê acima.

PP

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