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Aproximam-se os cinquenta, já com algumas peças perdidas pelos caminhos do bosque e crateras, muitas crateras. Tantas mudanças. Coisas que eram e voltaram a ser- as piores mudanças de todas -, coisas que nunca serão: mudanças adiadas.
Já gosto menos do inverno, continuo a idolatrar a chuva. Em breve beberei chá, não tarda apreciarei scones. Escrevo melhor ( não pode ser tudo mau) e, como todos, sou mais livre à medida que se aproxima o fim.
O que resiste, tal amor de verão que enterrou os cépticos, está aí em cima. É a única paixão racional: a que vive em cada lance desperdiçado, a que fica em cada promessa de desistência.
Disto isto, 3 a 0 amanhã sff.
FNV
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