“O futuro, em todas as suas componentes, é algo profundamente incerto hoje” foi como Sofia Galvão abriu a sua participação no Expresso da Meia-Noite, que está agora a passar na SIC-N.
Desde o remate surpresa muito denunciado, do grande Nuno Brás, que não ouvia coisa tão acertada. Pensando bem, a Chatam House Rule foi muito bem aplicada por esta compenetrada senhora ( especialista em turismo e em fazer quase o pleno dos grandes escritórios de advogados de Lisboa) em que a SIC-N depositou grandes e dickenianas esperanças para nos explicar o que o futuro ( que hoje é algo que ocorre amanhã) nos reserva..
FNV
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‘xutou com o pé que tinha à mão’
pertence à ilustre família dos ‘Almeida da Câmara’
e digo mais, amanhã, quanto estivermos todos no futuro, vamos constatar que depois de amanhã, que será uma espécie de futuro ao quadrado, será ainda mais incerto, tipo, ao cubo… parecendo que não é muito complicado. quem não é pequeno génio discreto tem dificuldades em compreender as subtilezas dos tempos que correm e dos amanhãs que cantam.
vivemos um período revolucionário. é aproveitar.
Lembro-me sempre de Américo Tomás nestas ocasiões. Talvez o tempo seja mesmo um eterno retorno.
Como quando ele foi à Madeira -“Esta é a primeira vez que aqui estou desde a última vez em que cá estive”-?
Lamento ter que usar uma frase dum portista com um benfiquista mas aplica-se: “prognósticos, prognósticos só no fim do jogo”. Uma grande frase.
Já George Bernard Shaw dizia que prever era muito dificil especialmente em relação ao futuro .
Mais extraordinário é, com algum hegelianismo, a imprevisibilidade do passado. Por exemplo, até Hitler o passado da Alemanha era uma coisa com Hitler aquele passado muda completamente uma vez que agora tem de ser lido tendo em conta o nazismo e o holocausto. O surgimento do nazismo não tem impacto somente nos anos que vão seguir este surgimento, este surgimento retroage sobre o seu próprio passado e muda o seu rosto digamos assim sem no entanto mudar nenhum dos seus traços físicos.
Let me see: four times five is twelve, and four times six is thirteen, and four times seven is — oh dear! I shall never get to twenty at that rate! (Alice no país das maravilhas)
Caro Filipe, talvez a posição oral dessa insigne ex-Ajudante de Ministro – do tempo já saudoso em que o Dr. Santana Lopes era o nosso PM Menino-Guerreiro – fique melhor esclarecida mediante a tradução literal da palavra alemã “gegenwart” que significa “futuro”: “contra-espera”.