“Looking better”, not here.

Começa bem a avaliação de economia americana feita pelo Economist:

WHEN Barack Obama was sworn in four years ago, the economic figures were terrifying. A financial crisis and a savage recession were in full swing, and house foreclosures were soaring. The day of his inauguration, panic about the banks sent the Dow Jones Industrial Average down more than 300 points. At the start of his second term, by contrast, the Dow hit a five-year high, while a widely followed index of investor fear called the VIX reached a near-six-year low. The change in mood is understandable. The financial crisis and recession ended more than three years ago.

E continua num registo estival e despreocupado, com esta pequena declaração de uma ex-conselheira para os assuntos económicos de Barak Obama:

“A big part of why the US economy is doing better than Europe’s is precisely because we did not switch to rapid austerity,” says Christina Romer.

Ah, ainda recordo com limpidez as cornetas da direita portuguesa anunciando o apocalipse. Se não houvesse “austeridade” na América o universo ruiria, diziam-nos — asteróides enormes desceriam dos céus aos trambolhões e uma praga de gafanhotos iria degustar os dedinhos tenros das nossas crianças recortadas pelo fogo das profundezas, entre o sorriso inclemente dos transsexuais e das abortistas. E dois anos depois, o silêncio: US economy is doing better than Europe’s. 

Quer isto dizer que desistem? Jamé.

Ainda agora, num esforço temerário para combater a pressão mediática da esquerdaa maioria parlamentar entregou na Assembleia da República um diploma em defesa do regresso à RTP e à rádio pública de um programa semelhante ao “TV Rural”.

tv rural_sousa veloso_santa nostalgia_compal_thumb[2]

Seja bem-vindo, engenheiro Sousa Veloso. Sim, entre e traga a sua múmia.  Não tenha medo, que esta merda está igual.

Luis M. Jorge

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12 thoughts on ““Looking better”, not here.

  1. XisPto diz:

    Sim, também a mim o Sousa Veloso e a bandeira ao vento me lembra a velha(?) RTP e o Tomáz, mas temos que fazer um esforço. É muito revelador dos valores que a RTP dissemina a ausência sistemática das realidades produtivas, cientificas, tecnológicas. Veja-se como na RTP Internacional dos bárbaros germânicos o mundo rural é mostrado simultaneamente com ostros aspectos da vida colectiva:
    http://www.dw.de/germany-today-window-on-germany-2013-01-28/e-16512099-9798

  2. balde-de-cal diz:

    ainda bem que dizem
    ‘-hussein, the great american disaster’

  3. Só Dade diz:

    Eu quero o regresso do “Bom-dia domingo” apresentado pelo Luís Pereira de Sousa.
    E também do Vasco Granja (parece que já ressuscitou várias vezes , por isso…)

  4. João Pereira da Silva diz:

    Bom dia Luis M. Jorge,

    Não me respondeu. como tinha prometido no post anterior sobre os aldrabões e os milhões. Não faz mal. Sinto-me respondido.
    Quanto a este caso, veja aqui, no fundo o gráfico: http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_United_States_debt-ceiling_increases
    Já dizia o outro “jusqu’ici tout va bien”. É como os americanos.

    • Caro João, agora me recordo que ficou sem troco. O João ainda não quis entender que o grande problema da austeridade não é a necessidade de ajustamento, mas o prazo do ajustamento. E quanto ao volume desse ajustamento, ainda não reconheceu que ele aumenta quanto maior e mais repentina for a austeridade imposta a um país. É a isso que se chama espiral recessiva, mas é isso que você não tem vontade de perceber. Que isto lhe dê vontade de rir é uma prova de que podemos rir das tragédias, mesmo fazendo parte delas.

      Ou dito de outra maneira:

      http://pedrolains.typepad.com/pedrolains/2013/01/há-pessoas.html

      • antonio diz:

        Veremos quem tem razao…. A divida controla-se com o deficit e este tem de ser eliminado ou pelo menos reduzido a um nivel inferior ao crescimento do PIB. Já sei que se relacionam, que a recessao aumenta este racio, mas ha um equilibrio que deve ser atingido.Os EUA relativamente a este assunto nao tem muito como que se preocupar. Enquanto o dolar for moeda de referencia e a China lhe comprar divida, eles so tem que se preocupar em aumentar os tetos sucessivamente como tem vindo a fazer.

      • João Pereira da Silva diz:

        Peço ajuda a Jesus. Uma intervenção de Pedro Lains não a esperava. Junto a João Galamba são os dois economistas mais desacreditados deste universo, e do outro, considerando toda a teoria dos universos paralelos.
        Como o considero, entre às esquerdas, do melhor que há, a si, Luís M. Jorge, gostaria que um dia, nos encontrássemos num post, onde poderíamos concordar no fundo, mas não nas pontas. O post, ou série, que Rui Rocha linkou de Prisicila Rêgo anteriormente, é um bom princípio.
        Obrigado.

      • Um economista “desacreditado” é aquele que aponta os erros de uma receita estúpida antes dela ser aplicada, denuncia os fracassos dessa receita estúpida enquanto está a ser aplicada e insiste em chamar estúpidos aos que não desistem de aplicar a tal receita estúpida?

        Julgo que também quero ser “desacreditado”.

  5. Daniel diz:

    Chiquerrimo Luís, tem que perceber que o estado Americano, como liberal que é, já está magríssimo por natureza. Já os gordos estados socialistas da Europa do Sul são piores que, olhe, eu sei lá. A minha vizinha Barbara tem todos os dias o personal trainer a tentar eliminar-lhe a celulite mas, está a ver, é díficil pois ela é socialista. Já a minha querida Pitá, sem migalhas de celulite, vota liberal. É preciso explicar-lhe tudo, poça!

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