Não haja dúvida

No balanço de  2012, reparei numa coisa em que já tinha reparado: 95% das psicoterapias que faço é a mulheres. E mais: muitas  criam anqueos terapêuticos, os poucos homens, não.  É evidente a razão. Elas sabem exprimir-se, comunicar, falar sobre emoções.

Fico, no entanto, na dúvida se o defeito é meu. Não sou capaz de fazer a ponte com eles ou desinteresso-me pela  simplicidade com que funcionam. Seja como for, ainda me espanto com a facilidade com que elas confiam em mim e me contam coisas que não contam às melhores amigas  nem ao seus homens.

Sou, portanto, um cyborg.

FNV

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3 thoughts on “Não haja dúvida

  1. zé serra diz:

    talvez seja tb uma questão de ratio: 7 mulheres para 1 homem, logo, muito mais mulheres do que homens nos consultórios. atualmente, confesso-te que o meu ratio de género 😉 é ela por ele.

    e discordo que o paciente homem seja de simples funcionamento. tal como não acho que a paciente mulher seja de funcionamento complexo. o género, neste caso, é variável pouco significativa. as vidas e as suas voltas, os relacionamentos e as suas voltas, as histórias pessoais e as suas voltas, as resiliências e as fraquezas perante os embates da vida, essas sim, são variáveis significativas.

    mas concordo que a arte de lançar pontes muda conforme o género. esse é o desafio fabuloso de ser psicoterapeuta. digo eu…

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