O que achas?

Perdoar ou não?

 

FNV

Anúncios

8 thoughts on “O que achas?

  1. Vitor Ramos diz:

    Não nos cabe a nós perdoar ou não perdoar. Fazer esse julgamento é partir de um equívoco, o acto de perdoar pressupõe um julgamento, na existência em sociedade, é à justiça que cabe julgar, ao espírito, o julgamento não se põe dessa forma…

  2. balde-de-cal diz:

    Coimbra anos 50
    ‘porrada neles’ e ‘força na verga’

  3. gajo normal, que facilmente passa despercebido numa multidão. diz:

    eu perdoava e sou ateu. não é preciso ser católico para perdoar. o perdão é um mecanismo que nos permite recuperar o equilíbrio perdido e alcançar a paz de forma relativamente rápida e indolor. mas há que reconhecer que os católicos são, entre outras coisas, grandes engenheiros e por isso percebem bem como funcionam certas questões.

    mas se o homem (o assassino, que eu perdoei) estivesse encurralado com, deixa cá ver… olha, pode ser com o zico (aquele cão famoso…), num prédio em chamas, e se eu tivesse hipótese de salvar apenas um… era o dia de sorte do zico.

    sou um ser humano horrível. um mentiroso. na verdade não perdoei. enfim, é a vida! se um dia me candidatar a um cargo público, não vote em mim!

  4. João. diz:

    Nada contra o perdão a este nível. Sendo um puro acto de liberdade individual não é passível de ser intervencionado por um outro senão na medida em que o que perdoa faz sua essa intervenção – quer isto dizer que por muito que alguém possa ser contra um perdão no plano individual nada pode ser feito contra até porque ao limite se a pressão for grande o indivíduo poderá declarar que afinal já não perdoa só para o não chatearem quando afinal pode simplesmente continuar a perdoar em segredo – tal como o inverso, pode dizer que perdoa sem realmente perdoar e passar por quem perdoa quando, em sua disposição puramente interior, continua a alimentar sentimentos de ódio e vingança. Ao limite pode mesmo traçar um plano de eliminação do ofensor que, não sendo descoberto, pode permitir manter a percepção pública de perdão quando em privado já se vingou.

    Assim sendo podemos ver a coisa de outro ângulo e perceber talvez a inversão dialéctica do perdão, ou seja, se se perdoa o assassino de alguém porque não se perdoa também o assassino desse assassino, e o assassino do assassino desse assassino e por aí fora. Ou seja, o perdão, mesmo sem querer, e isto é a inversão dialéctica, pode tornar-se no suporte de liberação de uma máquina infinita de vingança, ou seja, que produz e é produzida pela vingança.

    Isto, no entanto, é menos o impasse do perdão do que o impasse da particularidade, da individualidade particular ou é o impasse do perdão no plano da particularidade individual quando o seu alcance visa a comunidade ou efeitos políticos.

  5. Copio para aqui um post que fiz a propósito (http://conversa2.blogspot.de/2013/02/pode-alguem-ser-quem-nao-e.html):

    Este vídeo incomoda-me, porque me parece artificial: “pode alguém ser quem não é?”
    Resumidamente: o assassino entra na igreja para deixar uma coroa de flores junto aos caixões daqueles que matou (hipocrisia, ou arrependimento?) e a miúda que assistiu ao brutal assassínio dos pais resolve perdoar e oferecer um abraço ao assassino porque “talvez tenha levado muita pancada em criança” e “Deus não quer que matemos, porque todos somos seus filhos”.
    Que ela não o mate, ou aos seus filhos, ainda entendo. Mas de onde vêm este perdão e este abraço?
    O perdão é a resposta a um profundo arrependimento, ou um acto unilateral?

    Qual é a ideia de fazer um filme destes? Parece-me que transforma o “ama o teu próximo como a ti próprio” num “ama o teu próximo e desama-te a ti próprio” – o catolicismo como apelo à abnegação, à negação de si próprio; o bom cristão como alguém que sublima a “fome e sede de Justiça”, transformando-as neste perdão automático para todas as pessoas e todos os crimes.
    Isto é um caminho de salvação, ou uma alienação?

    ***

    Voltando ao terreno da realidade: será que este assassino se vai deixar converter pelo gesto da órfã, ou vai agarrar nela e metê-la no bordel da esquina?
    Como responder a este convite ao amor infinito dos filhos de Deus com gestos de obreiros da Paz, e não de lorpas conformados?

  6. caramelo diz:

    Tudo é possível, mas não com uma menina daquela idade e muito menos com aquela justificação. São maus atores, erro de casting, um mau guião, uma coisa grotesca.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

%d bloggers like this: