Valentes proctologistas

Um governo e um ex-governo  literalmente  escatológicos para com os  fiscais da AT. 

Quando é com banqueiros, muda  a linguagem.  Afinal, estão  à mesa. 

FNV

18 thoughts on “Valentes proctologistas

  1. caramelo diz:

    Eu ainda entenderia que o Viegas mandasse o “caro Paulo Núncio” levar no cú (o tomar no cú é do tempo passado do lado de baixo do equador). Isso é que era panache. Assim, bem pode o fiscal devolver o mimo a dobrar e mandar o Viegas, o seu caro ex-colega e demais tropa irem-se ao cú uns aos outros, que por ele não andaria ali às ordens a fazer figuras tristes, para ser insultado ainda por cima.

    • fnvv diz:

      é ” cu”. que mania do acento, mas sim, o panache com fiscais é sempre mais fácil…

      • caramelo diz:

        Tens razão. Mas já reparaste nas potencialidades imagéticas daquele tracinho a entrar pelo u adentro? Os acordos ortográficos também deviam servir para enfeitar a escrita de alguma riqueza gráfica evocativa.

      • fnvv diz:

        safa…

    • No Porto, caramelo, mandamos apanhar no cu, mas também é sabido que nós, tripeiros, somos gente muito mal educada.
      No resto, completamente de acordo com o seu comentário e com o sentido do post do Filipe.

      • caramelo diz:

        Carlos, eu também sou de uma zona, a gândara, onde a gente não se ensaia nada para mandar levar, apanhar e tomar no cu. As mulheres são piores que os homes. Em dia de futebol das distritais era vê-las a correr atrás dos árbitros para a cachaporrada. Gente do mar e de até onde chega o cheiro da maresia, é tramada. Desde que arrelvaram os campos da bola, vá lá, a malta tornou-se mais civilizada no futebol, se calhar o verde acalma as bestas feras. Mas aí pelo Porto também é uma festa. Vi no outro dia na televisão um documentário sobre a zona de Miragaia. Um parolo como eu, confunde Miragaia com todas as outras zonas ribeirinhas do Porto, mas ali era Miragaia e mais nada. Um dos melhores documentários que já vi, em anos, na televisão, sobre uma comunidade de pessoas da nossa terra. Sobre a má educação, uma avó a palrar sobre a vida, passa um gabirú do bairro, manda uma boca, e a velhinha: vai-te foder, e ali continua, rebéubéu, que de modos que a vida está assim, minha filha.

      • Eheheh, Miragaia, Sé, S. Nicolau, Massarelos e a Vitória são o núcleo duro do «bem falar» portuense. 🙂 Quanto à história da velhinha, é tal e qual! 🙂
        Gosto muito de passear a pé pelas freguesias que referi para escutar as pessoas: é muito enriquecedor, prazeroso e bom para evitar que o acesso a um certo tipo de cultura não me desligue de algo que me é muito caro. E, felizmente, resido no centro da cidade (aliás, embora não sempre no mesmo local, sempre morei no centro; e sou natural de Miragaia, embora nunca aí tenha morado), bem perto de todas elas.

        (distinguir Miragaia é simples: a parte mais tradicional fica em frente ao edifício da Alfândega, actual Museu dos Transportes e Comunicações, e está abaixo do nível da rua que liga a Ribeira à Foz)

  2. balde-de-cal diz:

    isto não aquilo a que um intelectual chama ‘cu nilinguus’.
    um orfeonista de Coimbra sofria de hemorróidas e usava um tubo de pasta com cânula para atenuar os efeitos. um ‘pendura’ utilizou a dita pasta para lavar os dentes.
    ‘não há nada como realmente’

  3. gandavo diz:

    post foleiro, não havia necessidade…

  4. cristiana fernandes diz:

    Só me ocorre aquilo que na história dos homens tem sido um terror: a vaidade (zinha) humana ( no sentido de pura vaidade pessoal); é tramada e trama-nos (nos, a nós e aos vaidosos ).
    Penso que não fosse a vaidade e o editor/comentarista/escritor/poeta teria pensado escatológicamente quando o Dr. PP o convidou para integrar um tal elenco governativo e teria dito prontamente não.
    Agora, para além da brutidade da má criação, fica-lhe mal.

    • fnvv diz:

      má criação para com…os fiscais da AT

    • João. diz:

      Resta saber porque PP continua no governo depois de ter sido enxovalhado várias vezes pelo pm e seus muchachos. Mas não deve ser vaidade…deve ser interesse nacional, um que, em todo o caso, deixou de ser o que era quando o CDS era o partido dos contribuintes.

  5. zelisonda diz:

    Os algozes alegam isso mesmo: cumprem ordens… e os parasitas que vão aos leilões de imóveis de habitação do “con”fisco também se limitam a aproveitar oportunidades. É um mundo em jeito de assim.

  6. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, por mim tomo a referência ao cu apenas como figura retórica do ex-SEC: afinal, não foi ele que como editor da Quetzal mandou redactar em nome e por conta de Passos Kandimba esse opúsculo refundador intitulado “Mudar”?
    Diz o povo em registo mais profano: “quem tem cu, tem medo”…

  7. caramelo diz:

    Isto começa que mandar levar no cu não é para qualquer um. Eu não consigo imaginar um tipo como o Viegas, que criou aquele alter ego do doutor homem meu pai, a dizer um caraças que seja, não sei se consigo explicar. Já um dia achei esquisito o Pedro Mexia a escrever “foder”, pensei cá eu, mas que caralho… tive uma namorada docinha que de tempos a tempos dizia uma asneira, e eu sentia ali uma sensação de paralaxe mental. Não batia a bota com a perdigota. Uma menina do Porto, loirinha, até pode dizer um palavrão enquanto come um éclair num baile de debutantes, mas cada coisa no seu lugar.

    • «Uma menina do Porto, loirinha, até pode dizer um palavrão enquanto come um éclair num baile de debutantes, mas cada coisa no seu lugar.»

      LOL

      A propósito do que escreveu, ocorre-me um filme português que, apesar de não ser grande espingarda, teve muito sucesso, estreado na altura em que eu tirava a minha licenciatura, e que era protagonizado pela Maria de Medeiros e pelo Joaquim de Almeida. A dada altura, as personagens trocam as seguintes palavras, num tom meio afectado (o tom afectado de alguns mouros): — «Vai à merda!»; — «Vai tu!». É o único momento do filme que não esqueci: hilariante de tão ridículo.

      • caramelo diz:

        É isso mesmo, Carlos! Essa é um clássico, é o que dá ser mal educado com guião, como o Viegas.
        Hei-de ir a Miragaia a saber que estou lá. Eu gosto muito do Porto. Até há alguns anos, iamos ao Porto às comprar de Natal, na rua de Santa Catarina e nas ruazinhas à volta da Praça Carlos Alberto (se a memória não me falha), onde havia uns bazares mais baratos que vendiam de tudo. E depois havia os armazéns Marques Soares.
        Gostava de viver numa daquelas mansões nas ruas junto a Serralves, não só porque devem ser bastante confortáveis, como por me fazerem lembrar os contos da Sofia Melo Breynner, particularmente um deles, que me ficou sempre na memória, julgo que se chama O Tesouro. E depois tem o outro lado, mais abaixo, a do Camilo, as casas de granito, a cadeia da Relação, etc.. A Lisboa mais antiga só me faz lembrar do fado.

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