A TSF queria saber por que motivo Miguel Relvas não quis conversar com quem lhe chamava ladrão e outras coisas impublicáveis. A TSF está tão infantilmente parcial que recebeu uma bela resposta de Miguel Relvas: “ Só falo com quer falar comigo”. Inacreditável, não é?
Amanhã, a notícia vai ser “Relvas não quis ouvir jovens“. Isso é o que importa, o espectáculo tem regras.
FNV
Anúncios
Eu comparo o tempo de antena que teve o inglês técnico na licenciatura de Sócrates – foram anos de notícias – com o tempo de antena dedicado à licenciatura de Relvas. Não há comparação, a comunicação social já abandonou o assunto há muito tempo; e não o fez logo porque o pessoal ia levando uns cartazes com o “vai estudar Relvas” que fazem sempre umas fotos engraçadas. Mas suminho de fruta, ir lá ao dossiers, foi pouco. Aquele caso das relações Passos/Relvas mediada pela relação “Fundos públicos/Tecnofarma também não passou dos artigos solitários no Público. Parece que Passos e Relvas disseram que não tinham feito nada de mal e portanto isso bastou.
Muito boa imprensa tem o Relvas, essa é que é essa.
Camarada, a questão da licenciatura do Relvas é clara: aproveitou regras e benevolências para ter um diploma sem ter muito trabalho com isso. Mas nuinca negou que tenha sido isso que passou (tendo aliás o Governo desencadeado os mecanismos normais para avaliar o que se passou e se as regras deveriam ser mudadas.
A questão da licenciatura de Sócrates é tudo menos clara, desde o uso do título académico antes de isso ser possível, até aos papéis desaparecidos e a pretensão de que não se passou nada e Sócrates foi um aluno normal.
Num caso estamos a falar de uma chico-espertice. No outro estamos a falar de uma fraude.
Não é pelo que fizeram (ou não) na Universidade que qualquer dos dois não são flores que se cheirem, mas há um fosso a separar as duas histórias e a forma como os dois reagiram à respectiva história (não consta que Relvas tenha posto bloggers em tribunal, por exemplo).
henrique pereira dos santos
A elite xuxa, no tempo do postiço engenheiro domingueiro, calou quando não caucionou a trafulhice (onde o ‘inglês técnico’ ´foi das menores das trafulhices e desonestidades) – inclusive usos de papel timbrado de ministérios na correspondência…. A ‘prensa’ então foi mais vergonhosa – confundir o voluntarismo de Cerejo – que pontualmento atrelava a chusma de jornaleiros de pacotilha que citavam os ‘factos’ reportados pela amestrada Lusa, com um ‘tempo de antena’ ( e anos de noticia) é andar a querer induzir muita demissão de inteligência….
Sobre o Relvas, a chico-espertice é escrutinada por todos – e já agora, mesmo o próprio não se vangloria dela, nem pôs gente inteligente a caucionar-la. Devia ter-se demitido? devia – por uma questão de higiene, não porque uma chusma de excursionistas do insulto que só agora se entusa com estas coisas anda a gritar alarvidades e insultos.
Sobre o post do FNV, sinceramente parece apontar noutra direcção – como quando o Santana Lopes se indignou – e encómios recebeu – quando vociferou contra uma interrupção de uma sua entrevista em directo para filmar a chegada do Mourinho ao Aeroporto. Quando a sorna da jornalada salta da pose lasciva de buda para se assanhar em versão basbaque não se pode admirar que até Relvas possam, avulsamente, demonstrar contra-argumentação inteligente.
A ver se eu entendo. Uma licenciatura feita num ano e tal em que até ter sido presidente da assembleia geral de um rancho folclórico contou não é uma fraude? É pior que uma cadeira tenha sido concluída por fax num domingo do que todo um curso (como o de Relvas) ser uma espécie de conclusão por fax num domingo?
Relvas já saneou alguns jornalistas.
Oh sr. Don Giovanni, nessas calibrações parece aquele escritor que se aconselha com o Hemingway em Paris – ver aqui em particular a secção “A Matter of Measurements”.
http://fitzgerald.narod.ru/bio/hem-feast.html
E sabe que mais – eu não tenho grande vontade de ir ao Louvre, nem de fazer os “assessments” anteriores sobre a coisa. …. Vá sozinho, ou procure especialista com a paciência (e linear erudição) de Hemingway.
Já agora, Henrique, uma vez que você parece querer dizer que não houve fraude com Relvas:
“A auditoria permitiu concluir que o actual ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, entre os 120 alunos, foi o que mais equivalências conseguiu para completar o curso de Ciência Política e Relações Internacionais. Foram-lhe até dadas equivalências a cadeiras que nem existiam em 2006/2007, ano lectivo em que esteve matriculado na Lusófona.”
Mas o artigo do público tem mais:
http://www.publico.pt/educacao/noticia/relvas-teve-equivalencia-a-cadeiras-que-nao-existiam-1569039
Este é dos governos mais protegidos pela comunicação social e só porque há um contingente de boys nos gabinetes dos partidos da coligação lançar soundbites sobre o esquerdismo da comunicação social – vaga essa de que, depois, outros mais distraídos fazem eco – isso não deve distrair-nos sobre o facto de que nada mais suspeito que venha ao de cima é depois prosseguido, investigado.
Geralmente vão perguntar ao ministro se a notícia é verdadeira, ele diz que não, que está distorcido ou coisa assim, e fica por aí.
“vaga essa de que, depois, outros mais distraídos fazem eco “:se isso é comigo ( dado o tempo que gasto com essa evidência, basta entrar numa fac de jornalimo) os idiotas utéis eram os que iam a Moscovo e vinham de lá maravilhados.Not me.
Filipe, você deverá querer-nos convencer que um jornal poderá ser contra quem manda nele. Que os jornais são as únicas empresas onde os empregados, no exercício do seu trabalho, podem ser livremente contra a orientação dos patrões.
Diga-me lá que patrão da comunicação social é que é um esquerdista? Que empresas que controlam jornais são empresas esquerdistas?
nunca leu a cobertura que a São José de Almeida faz das eleições? Não perca.
Sim, tem razão, no grande plano, os patrões dos media levam a melhor, mas isso é outra , e sumarenta conversa, de que me ocuparei maistarde.
Jorg
Não fossem os custos associados não me importava nada de ir ao Louvre.
O que eu noto nos seus comentários é que de um lado você diz que Relvas deveria ter-se demitido por uma questão de higiene mas de outro parece ter-se já habituado ao mau cheiro.
Já agora, é este o fdp que você tem como injustiçado pela TSF:
http://www.ionline.pt/portugal/miguel-relvas-culpa-os-instalados-pelo-nivel-desemprego-jovem#comment-39078
(repare que basicamente, para Relvas, os culpados do desemprego jovem são os empregados. Se ao menos os empregados lutassem contra o seu próprio emprego. Cambada de ingratos…estes empregados)
Quando analiso estas coisas, não tenho patrão, orientador, CC, director.E. de facto, não se fala com quem nos chama palhaço.
Se o clamor é justo ou não é outro assunto.
O PM foi uma vez todo airoso falar com um grupo de manifestantes. De certa forma abriu um precedente. Não me parece nada escandaloso que, dado esse precedente, os jornalistas perguntem a Relvas ou a outro ministro qualquer se falou com os manifestantes.
são os habituais sociais-fascistas. aparecem em todo o lado bem nutridos.
nunca ouvi e vi pobres a chamar gatuno e ladrão aos actuais governantes.
são os mesmos que enchem de merda os comentários dos blogues
O balde-de-cal é a nova versão Ulrich. Quem não estiver literalmente a morrer de fome não tem nada que andar a protestar.
pago da minha reforma para os sociais-fascista andarem por aí.
cuidado com a Maçonaria do GOL!
além disso sei fabricar drogas duras e bombas com material comprado no belmiro.
tudo isto é verdade, mas estou a brincar
Os seus impostos vão para os bancos, vão colocar o dinheiro do depósito que você já tinha feito. Vão para os mamões de PPPs que sendo uma tragédia nacional quando o PSD estava na oposição passaram a tema secundário, pouco importante, quando o PSD foi para o governo.
Não esqueçamos até que o secretário de estado dos transportes veio de uma empresa que mamou uma dessas PPP e que, portanto, de bandido na campanha eleitoral do PSD passou a respeitável defensor dos interesses do povo quando o governo foi eleito.
“Sérgio Monteiro ter sido “administrador do consórcio vencedor da ligação de alta velocidade e que foi um dos principais responsáveis pelos consórcios que financiaram a esmagadora maioria das PPP rodoviárias”.
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/psd_e_cds_aceitam_ouvir_sergio_monteiro_na_comissao_das_ppp.html
E perguntemos ainda uma coisa: porque razão o PSD escolheu para secretário de Estado um homem pelo qual teve de mentir ao povo – Franquelim Alves? Não havia neste país um homem que pudesse ocupar o lugar e pelo qual o governo não tivesse que mentir?
“(…) não se fala com quem nos chama palhaço.
Se o clamor é justo ou não é outro assunto.” Para o que julgo interessar à questão do “post” – “touché”!
E pelos vistoas ainda há jovens empreendedores a falar com Relvas, apesar de desconhecerem, segundo o próprio, o “incentivo jovem”
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/Detalhe/relvas_passa_para_a_filha_a_sua_ultima_participacao_empresarial.html
Amanhã, a notícia vai ser “Relvas não quis ouvir jovens“.
Percebo-te bem, Filipe. Repara no título que tem o site do Público para o evento. Escreve “Miguel Relvas” e depois coloca dois pontos, e passa a citar com grande relevo esta afirmação:
“Estado vai facilitar o regresso dos jovens à agricultura”
O que quer o Público com isto? Dizer-nos de forma subliminar que o Relvas disse malcriadamente aos jovens para irem cavar batatas, recusando-se a falar com eles. O tom do resto da notícia é todo esse, chegando mesmo o jornalista a dizer que o ministro “garantiu” que o estado iria facilitar tal coisa, como quem diz que o ministro mandaria fascistamente a policia apanhar aquela malta para os levar para o campo vergar a mola. E depois é o ministro afirma, o ministro adianta, o ministro argumenta, citando-o abonde, praticamente sem interrupção. É do género: o sacana do ministro é um autocrata faxista que pensa que sabe tudo. Isto ensina-se nas aulas de guerrilha mediática nas faculdades de jornalismo, logo na hora a seguir às aulas práticas de desenhar cartoons do papa.
a lavoura, a lavoura…é o que terás. depois , com os camponeses fazes a revolução: vês que é bom?
Precisamente, tenho lá um livrinho vermelho do camarada Mao que diz que a revolução se faz com o exemplo e a direção das classes do campesionato rendeiro e assalariado, um grau de virtude acima do operariado das cidades. Viva o camarada Relvas, viva o Engenheiro Sousa Veloso, Grândola vila morena, terra da fraternidade.