Eu prefiro os cães.

Se um doutor de quatro cadeiras pudesse discorrer numa universidade sem o protesto de quem estuda, paga propinas, se sujeita a exames e tem probabilidades elevadas de ficar no desemprego, então sim, estaríamos numa nação de cornos mansos. Agora já os consideras “perigosos”, Filipe? Muito me contas.

Luis M. Jorge

28 thoughts on “Eu prefiro os cães.

  1. Jorg diz:

    E de onde emana a autoridade para tais autorizações? Naqueles piquetes que se prestam a ser drones de quem, em eleições não teve o resultado que esperava? Ponham-se pois as claques de futebol, com as suas prosas e artefactos a determinar quem joga e como joga – assim ganha sempre o clube dos anexos do Colombo, independentemente do futebol ser uma merda!

    • Ah, pois. A “autoridade para as autorizações”. Você agora recordou-me os bons tempos do engenheiro Sócas. Quando havia merda vinha logo um jeitoso exigir formalismos.

      • Jorg diz:

        No tempo do ‘Socas’ as ‘prevenções’ funcionavam, e até eram elogiadas. Não se lembra dos trabalhos das ‘milicias’ em relação MFL? Se calhar, e neste caso funcionava a parabola da mulher chinesa que levava umas arrochadas do marido – este podia não saber a razão para tais investidas, mas ela certamente tinha conhecimento delas.

  2. fnvv diz:

    Eu também , Luís. Boxers.
    Sobre o osso, não te conto nada de especial, porque escrevi ” se isto alastra
    Quanto à carne, é simples. Sabes do meu fraco por debates, até elogio oas fotos de Veneza de um gajo enquanto discuto ferozmente com ele.
    Se, amanhã, Sócrates ou Paulo Macedo, em Viseu ou nos HUC, forem enxotados por uma clique de ressabiados antes de poderem abrir a boca, fico triste.
    A alternativa é uma lei anti-Relvas? E amanhã uma lei anti- Luís M. Jorge ou anti-FNV? Ná… não me agrada, cheira-me que esses legisladores foram colegas do Relvas.
    Seja como for, isto é para aquecer os motores para a manif de Março , ouvi um dos tipos do movimento na TSF a dizer. , mas é sempre bom começar a vacinar.

    auf auf

    • Filipe, aqueles putos não fazem leis. Quem faz leis são os relvas. O único luxo a que se entregam, já que a oposição não funciona e a opinião pública não puxa carroça, é a de partirem uns pratos. Confundir isto com “milícias”, como faz hoje a outra, ou é exagero ou má fé.

      • fnvv diz:

        Pois, isso é com a outra .
        Para já, só motores a aquecer para a manif de março. Esperemos que a moda acabe e não se alastre a bons e velhos democratas senadores da república…

  3. Miguel diz:

    Lei anti-Relvas? …. Que disparate, Filipe. Apenas o regular funcionamento das instituições e a reacção humana natural. Demissão, certamente; afastamento da ribalta política por uns anos; trabalho, vida, para finalmente restabelecer a honra perdida. Ninguém pede uma crucificação, nem um sacrifício humano, nem o opróbio por toda a eternidade. Apenas um misto de vergonha e orgulho pessoal — um comportamento de homem de bem. Apenas.

    • fnvv diz:

      hummm… só falarão os homens de bem? Compreendo, quer ouvir ópera sossegado.

      • Miguel diz:

        Podem (e devem poder) falar todos os que quiserem, não se livram é de sair enxovalhados. Muito menos em nome da isegoria. (de qualquer modo, se fossemos seguir os cânones clássicos, arriscavam-se a ser banidos da pólis por dez anos, não é?)

  4. balde-de-cal diz:

    as gajas ganham mais horizontalmente do que a fazer jornalismo futuro.
    nos cartazes pediam para ser os contribuintes a pagar cursos de papel e lápis altamente produtivos no desenvolvimento dum país falido pelos séculos dos séculos

  5. caramelo diz:

    A Helena Matos, com a habitual criatividade histórica da nossa direita sofisticada, traça hoje um retrato apocaliptico de um mundo com milicianos, a propósito da cena do ISCTE. Atenção que este vai ser o tom daqui para a frente: não são manifestantes, são “milicias”. A senhora julga-se mestra na manipulação do peso, da cor e do cheiro das palavras. No caso, não estamos perante uma desqualificação do adversário, mas sim perante a sua elevação à condição das stormtroopers das SA, a marchar compassadamente, a interromper conferências e a espancar os adversários. Não falta a evocação muito gráfica das lutas fraticidas entre as SA e as SS, na noite das facas longas. Obviamente, temos a Helena Matos comentadora e a Helena Matos doméstica. A Helena Matos doméstica dorme descansada, sem preocupações de fazer a mala de madrugada para fugir; a Helena Matos comentadora acorda relaxada para escrever estes posts tremendistas em que nos diz “tenham medo, tenham muito medo, amanhã é convosco”. Já um colega comentador aqui do DecQ nos alerta de cinco em cinco minutos para os sociais facistas que dominam isto. É como eu digo: eu já tinha fugido espavorido, nem que fosse a salto, ou já teria pelo menos colocado a família a salvo num subterrâneo.
    “Lei anti-FNV”, Filipe? Bem dizia o outro que rir é o melhor remédio.

  6. “Os meninos”, “os ressabiados”, “as cinquenta pessoas mobilizadas pela CGTP”, os “excitados revolucionários de cristaleira”, “o bloco de esquerda”, enfim, FNV, começa a ser muito gentio.
    Mas o FNV acha que a “malta quer é paz, pão, educação, habitação” (vá lá, sejam realistas, não exijam o impossível!), por isso “deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho, trabalhinho, porreirinho da Silva”. O FNV acha que que aquilo do ISCT não é “política”. Está errado, Também pode ser outra coisa, mas está lá o “político” da política que o FNV não quer pensar.

    • fnvv diz:

      é verdade pá, um gentio horrível, que não tem visto, por ex em Coimbra , as dezenas de milhar de estudantes nas ruas de há dois anos para cá ( salvo ás quintas e sextas à noite).
      Os meus situacionistas ( bem melhores do que a imagination au povoir e essas merdas chic Quartier Latin )comem meninos desses ao pequeno-almoço, chamam-lhes figurantes de telejornais.

  7. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caros Luís e Filipe, a questão é e continua sendo a seguinte:
    Será o Jotismo a doença infantil do Nacional-Porreirismo como pretenderia Vladimir Ilich Ulianov, ou antes mais um Humanismo como assinalaria sem dúvida Jean-Paul Sartre?
    Em todo o caso, é sempre bom ver gente a comer o seu próprio remédio quando, em reuniões partidárias, fazia o mesmo há décadas aos instalados da época…
    Cá se fazem, cá se pagam, e com juros.

  8. A Helena Matos agora já escreve “Pq”. Significa que a Vodafone já tem rede em 1963.

    Ademais e quanto às “milícias”: se o relvas fosse à minha antiga faculdade, eu não ficaria à espera da malta das mortalhas e do chinelo para lhe ir lá dizer… para ir estudar, por exemplo. Não sei a que milícia pertencerei, mas se puder escolher pode ser a guarda suiça. Sempre quis ter um fato daqueles.

  9. Jorg diz:

    Olha, olha….
    http://expresso.sapo.pt/grandolada-ao-ministro-da-saude-na-universidade-do-porto=f788437

    Como dizem o outro, o anão genial, “habituem-se!!!”….

  10. cristiana fernandes diz:

    Me too. Prefiro os que ladram ( ainda que só ladrem e ladrem muito…). O lobo é, por natureza, matreiro…

  11. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caros Luís e Filipe, como «não há machado que corte a raiz ao pensamento», deixo-vos a mais recente afirmação sobre o evento:
    «Miguel Relvas passou mais tempo no ISCTE do que na Universidade Lusófona».

  12. caramelo diz:

    Dando uma volta por aí, verifico que a direita não tem a certeza se deve gozar com eles, por serem poucos, se deve dizer que tem medo deles. Qual é a melhor estratégia? Fazer pouco deles, com serenidade olímpica de quem sabe que aquilo são infantilidades de rapazolas que nem conseguem ocupar uma sala inteira, ou lançar o medo sobre uma vaga terrível de milicias? Interessante. A direita, sobretudo, não tem a certeza de qual a imagem que deve dar de si própria. O que fazer, entretanto, com aquele homem já idoso que aparece no clube de pensadores? Às histéricas, sabe-se como classificá-las; aos jovens, melhor ainda, e aquele homem que gagueja enervado entregando um papel ao Relvas? É o quê? Tanta coisa a perturbar a nossa serenidade. Sobre ele já li uma tentativa de classificação com uma tese sobre o seu trajar.
    A nossa jovem direita civilizada, génios de vinte anos com cartão de gentleman club, tem alguma afeição paternal pelos velhotes do PCP, como antigamente cada uma das famílias de bem tinha os seus pobres, limpinhos e com atestados de bom comportamento. Dá-lhes vontade de beliscar as bochechas aos velhotes da velha guarda revolucionária e fazer-lhes cutchi cutchi. Lá na sua ideia, os velhos já não chateiam muito, quando desfilam, fazem-no de forma ordeira, fumam castiços cigarros de enrolar, tabaco genuíno, e quando novos malharam no ferro ou conduziram vacas no pino do sol. Esta trupe que existe agora, que nem tem a decência de ter passado pelo verdadeiro fascimo, sabe lá o que é a vida!

  13. Jorg diz:

    Não me diga que se atreveram a beliscar as suas bochechas e a fazer-lhe cutchi cutchi?!!

    Diga lá quem foi, que vamos já ao ISCTE buscar a ‘milicia’ e invadindo o ‘gentleman club’ dar-lhe a ‘grandolada’ que merecem e assim libertarem a verdadeira identidade das certezas de direita que está dentro deles :-))

  14. henedina diz:

    Mesmo acabando mais cedo devido ao protesto esteve mais tempo no ISCTE do que na U.Lusíada.

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