As nações, comunidades não imaginadas

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O nacionalismo é uma das ausências mais enigmáticas da teoria social do século XIX. Já Benedict Anderson (Comunidades Imaginadas) notou que a nação, a mais influente forma de imaginação política dos últimos dois séculos, não teve o seu Marx nem o seu Tocqueville.
É difícil perceber porquê. Os founding fathers da sociologia não estavam desatentos aos sinais dos tempos nem eram avessos à grande teoria, contrariamente a muitos dos herdeiros. Tocqueville e Weber ocuparam cargos políticos. Marx foi um espectador comprometido do som e da fúria contemporâneos e algumas das suas obras nasceram de acontecimentos próximos, por exemplo O 18 de Brumário de Luís Bonaparte. Durkheim escreveu sobre a escola francesa. Porquê o notável silêncio, então?
Um ensaio de resposta: todos eles estavam mais preocupados com a mudança do que com a continuidade e, acima de tudo, com a passagem das sociedades tradicionais à sociedade moderna. O progresso é o dogma científico do século XIX. Ora, o século XIX é também a última época em que a identidade (a célebre “essência”) das nações europeias se dá por adquirida.
Ou seja, e por muito que hoje nos pareça estranho, a nação não é um problema conceptual no século XIX. Tocqueville vê a persistência do Ancien Régime na França revolucionária, mas não o lugar central do nacionalismo na comunidade de cidadãos que é a República – ou na comunidade de iguais sob a lei que é a democracia americana. Comte, o mais abstracto dos sociólogos, lança sobre a história real o manto das sucessivas etapas da marcha do espírito humano, um ponto em comum com Hegel. Marx, que herda a visão histórica de ambos, resume o devir à transição do feudalismo (o passado) para o capitalismo (o presente) e deste para o socialismo (o futuro), sublinhando o papel transformador da Revolução Industrial. Durkheim troca a industrialização pelo individualismo e “pela divisão do trabalho social”, Weber insiste no racionalismo e na burocratização como definidores da modernidade.
Só depois da “cortina de fogo” de 1914-1945, assim chama Pierre Manent às duas guerras mundiais que reduzem a cinzas o equilíbrio geopolítico saído do Congresso de Viena, a nação passa a ser um actor da história e com história, no duplo sentido de responsável pelos acontecimentos e moldada por eles. Anderson e outros, que problematizam o nacionalismo na segunda metade do século XX, tentam ler essas cinzas. As nações perdem em naturalidade o que ganham em historicidade. Já não são destino, são acaso, para usar as palavras do próprio Anderson. Tornam-se, por fim, comunidades imaginadas pelas ciências sociais.

PP

23 thoughts on “As nações, comunidades não imaginadas

  1. João. diz:

    Hegel não é fácil de submeter (to pin down). Se lermos a fenomenologia vemos que cada nova forma é à partida o assumir e suprassumir (aufhebung) dos fracassos de formas anteriores só para depois transmitir os seus próprios fracassos – enfim, não é de todo descabido dizer que o Espírito progride mais de derrota em derrota do que de vitória em vitória: ao fim ao cabo descobre-se que o espírito é dividido, conflitua consigo.

    • ppicoito diz:

      Acho que sei onde quer chegar, mas o Marx diz o mesmo de forma menos “espiritualizada”. É típico da dialéctica marxista ver em todas as derrotas do movimento revolucionário a semente da sua vitória futura.

      • João. diz:

        É interessante por exemplo a questão do “verdadeiro infinito” na Ciência da Lógica por oposição ao “Infinito espúrio”.

        Basicamente temos o infinito como o que não tem limite, digamos, e temos o finito como o inverso, o que tem limite. A questão de Hegel é que o infinito, neste caso, embora se proponha como além ou transcendendo o finito só pode ser concebido em relação ao finito. O que não tem fim é concebível em relação ao que tem fim ( e vice versa) de modo que temos um finito que se refere infinitamente ao finito para ser concebido e um finito que se refere infinitamente ao infinito: o verdadeiro infinito, para Hegel, é esta infinita referência do finito ao infinito e do finito ao infinito.

        Mas vemos também que para que o pensamento pudesse extrair de si mesmo o conceito de infinito verdadeiro foi preciso que tivesse antes concebido o infinito espúrio; ou seja, a explicitação do infinito espúrio, do que é espúrio nele, já é o infinito verdadeiro em acção, digamos – enfim, só à segunda é que foi possível extrair o infinito verdadeiro; foi preciso errar para depois acertar, sendo que o que estava errado a princípio é quando explicitado o que vem a ser o correcto.

        Depois, uma vez extraído o verdadeiro infinito é retroactivamente possível perceber que o próprio infinito espúrio já pressupunha o verdadeiro infinito embora esta pressuposição só pudesse ser extraída a posteriori; ou seja, no mau infinito e no que vem a ser a infinita referência ao finito, o verdadeiro infinito já lá está de modo compacto, digamos assim, recolhido sobre si, que é dizer, implícito – mas só depois de ser tornado explícito é que pode ser posto como já implícito. Alguns preferem ficar só com o resultado e no caso simplificam Hegel. O resultado não é algo que simplesmente está lá e que o pensamento descobre. Não o resultado é criado pelo próprio processo mediante o qual vem a ser como resultado. Portanto o verdadeiro infinito está e não está pressuposto no infinito espúrio. Enquanto não é pensado não está, quando é pensado, sempre esteve.

        Bom…isto é o melhor que eu consigo agora, sem ter o texto à minha frente.

      • João. diz:

        Corrijo (em letras capitais):

        ” O que não tem fim é concebível em relação ao que tem fim ( e vice versa) de modo que temos um INFINITO que se refere infinitamente ao finito para ser concebido e um finito que se refere infinitamente ao infinito: o verdadeiro infinito, para Hegel, é esta infinita referência do finito ao infinito e do finito ao infinito.

      • João. diz:

        Quanto à questão comunista. Com Hegel não me perece que se possa falar de um vitória final no sentido de uma situação política concreta. É minha convicção que a vitória em Hegel é a passagem do em-si ao para-si, ou seja, é um movimento de auto-apropriação ou de subjectivação.

        Ou seja, em concreto.

        A URSS.

        Num primeiro momento não se pode falar na diferença entre teoria e prática, até porque antes da URSS Marx não tinha sido testado; portanto, num primeiro momento a URSS é a extenção, digamos assim, a efectivação do pensamento de Marx. Depois temos o trabalho negativo, quer dizer, a URSS como esforço de realizar a teoria comunista. Até agora não há separação efectiva entre teoria e prática, há a prática da teoria. Quando a URSS cai, nessa derrota, dá-se uma vitória hegeliana – os comunistas apropriam-se de sua própria ideia através da diferenciação de seus momentos, da prática e da teoria. Depois da queda da URSS os comunistas podem pensar na diferença entre teoria e prática, podem pensar no que na prática não combina com a teoria, no que na teoria não se mostrou praticável e por aí fora. Esta é a vitória dialéctica; com a derrota os comunistas podem finalmente apropriar-se pela primeira vez da teoria, da prática e da relação entre teoria e prática. Esta é a vitória na derrota.

        O sujeito comunista formou-se. Ele já não é um sujeito que não sabe bem o que anda a fazer, um sujeito que se resume a tentar resolver os embates com a negatividade (realidade), ele já não é inocente, ele já não é quase absolutamente errante – ele recolhe uma história que envolve a identidade e diferença entre teoria e prática, essa história passou, digamos assim, a experiência – não só a experiência exterior mas a experiência por mor da qual esse mesmo sujeito veio-a-ser.

        (isto já tinha começado a acontecer antes da queda formal em 1989/1991 – o chamado neo-marxismo Gramsci, Luckaks, Adorno, Marcuse, Gramsci e outros, embora aqui ainda se esteja muito “dentro” da URSS, ou seja, podem também ser vistos como produtos soviéticos por negação ou nas franjas. Todos eles poderão, no entanto, tal como Lenin, tomar novo valor uma vez recolhidos depois da queda da URSS. Um valor que inclusive fosse imprevisível para os próprios, enfim, poderão querer dizer mais do que queriam na altura em que escreveram.)

      • João. diz:

        Onde escrevi “extenção” leia-se “extensão”.

      • João. diz:

        Corrijindo novamente no comentário sobre o Infinito:

        “O que não tem fim é concebível em relação ao que tem fim ( e vice versa) de modo que temos um INFINITO que se refere infinitamente ao finito para ser concebido e um finito que se refere infinitamente ao infinito: o verdadeiro infinito, para Hegel, é esta infinita referência do FINITO ao INFINITO e do INFINITO ao FINITO.”

        ufa!

    • XisPto diz:

      A sua exposição reflete bem a natureza “religiosa” da fé subjacente, o que não é de estranhar considerada a mesma fundamentação ontológica do marxismo e do judaísmo/cristianismo. Lei-o, apreciando a qualidade literária dos gongorismos dialéticos e as referências ao infinito 3D hegeliano e não posso deixar de imaginar o que concluiria Hegel depois de um estágio no CERN para lhe explicarem a descoberta da partícula que atribui a gravidade. Você não vai conseguir com todo esse “trabalho teórico” althusseriano refundar nenhum neo marxismo, pela simples razão de que nem sabe olhar pela janela para o mundo exterior e para a história, nem vai conseguir, no que suspeito ser a sua verdadeira motivação, “recuperar” a ideia comunista, como o leninismo/estalinismo a comprometeram definitivamente. E por favor, não me culpe pelos milhões de mortos dos bombardeamentos americanos na Coreia.

      • João. diz:

        Essa partícula que atribui a gravidade ou é um evento político, quer dizer, um evento que vem a ser relevante para o tecido civilizacional ou não tem interesse nenhum e não é diferente de alguém que num passeio no campo encontra uma pedra bonita.

        A recuperação da ideia comunista ninguém a garante. O que parece garantida é a existência de pensamento em seu torno e a socialização desse pensamento através da publicação de obras. O que vai resultar daí ninguém sabe, não sei eu, não sabe você, nem sabem os que estão a levar a cabo esse trabalho. O que eu disse e reafirmo é que a queda da URSS permitiu ao pensamento trabalhar a união na diferença entre teoria (Marx) e prática (URSS), ou seja, permitiu que se passasse do marxismo (textos de Marx) para o comunismo (a relação de Marx com a URSS). Hoje já não se estuda Marx, já se estuda Marx com a URSS. Isto é um avanço, digamos assim, para o pensamento. Esta é a vitória na derrota. Se daqui surgem novos projectos comunistas ou não eu não faço ideia.

      • João. diz:

        “Three characteristics of the religious structure of capitalism are, however, recognizable at present. First, capitalism is a pure religious cult, perhaps the most extreme there ever was. Within it everything only has a meaning in direct relation to the cult: it knows no special dogma, no theology. From this standpoint, utilitarianism gains its religious coloring. The concretization of the cult connects with a second characteristic of capitalism: the permanent duration of the cult. Capitalism is the celebration of the cult sans rêve et sans merci.¹ Here there is no “weekday”, no day that would not be a holiday in the awful sense of exhibiting all sacred pomp – the extreme exertion of worship. Third, this is a cult that engenders blame. Capitalism is presumably the first case of a blaming, rather than repenting cult. Herein stands this religious system in the fall of a tremendous movement. An enormous feeling of guilt not itself knowing how to repent, grasps at the cult, not in order to repent for this guilt, but to make it universal, to hammer it into consciousness and finally and above all to include God himself in this guilt, in order to finally interest him in repentance. This [repentance] is thus not to be expected in the cult itself, nor in the reformation of this religion – which must hold on to something certain within it – nor yet in the denial of it. In the essence of this religious movement that is capitalism lies – bearing until the end, until the finally complete infusion of blame into God – the attainment of a world of despair still only hoped for. Therein lies the historical enormity of capitalism: religion is no longer the reform of being, but rather its obliteration. ”

        (Walter Benjamin, “Capitalism as Religion”)

        – se tem dúvidas sobre isto veja a grande narrativa actual da culpa de todos pela crise; de como todos viveram acima das suas possíbilidades e devem agora assumir a sua culpa.

      • João. diz:

        “Christianity in the time of the Reformation did not encourage the emergence of capitalism, but rather changed itself into capitalism.” (Walter Benjamin, ibidem)

      • João. diz:

        “infinito 3D hegeliano”

        – Quanto a isto acho que é uma excelente metáfora para a análise hegeliana do infinito verdadeiro no seu momento de definição.

      • XisPto diz:

        “se tem dúvidas sobre isto veja a grande narrativa actual da culpa de todos pela crise; de como todos viveram acima das suas possíbilidades e devem agora assumir a sua culpa”.
        .
        Pelo contrário, isso é que é uma “narrativa” construída para evitar olhar com simples bom senso e realismo para a realidade. Os que criticaram os erros de política económica dos 15/20 anos anteriores,não usaram o conceito de “culpa” no sentido religioso que você usa mas sim de “causa” que provoca o “efeito”, como sabe, igualmente corrente na linguagem. Não há nenhuma “culpa” nossa para expiar nem nenhum “opressor” exterior à nossa comunidade política causador da dívida acumulada.

      • João. diz:

        Ao contrário Xpto. O pensamento capitalista dominante, ou seja, o que toma decisões, é precisamente o que baseia a sua acção nesta ideia de culpa geral; se assim não fosse as medidas de austeridade pesariam muito menos sobre a generalidade da população e muito mais sobre indivíduos isolados do todo, enfim, implicaria o que é hoje impensável no capitalismo: uma caça ao homem, digamos assim e atribuições efectivas de culpa individualizadas. Toda a tendência do capitalismo é generalizar a culpa, é a do horror à sua individualização particular. Mesmo quando se diz que Sócrates é o culpado logo se acrescenta a cumplicidade geral de todos com o que é dito o festim despesista. A ideia de pegar num subconjunto do capitalismo e fazê-lo pagar pela crise do capitalismo é uma ideia revolucionária – isto porque esse sub-conjunto seria também o que representaria o capitalismo. E representa-lo-ia para o quê? Para o que estivesse além do capitalismo, para o que pudesse olhar de além-capitalismo, o capitalismo como um todo. Isto é proibido pelo capitalismo. Quer dizer, a enciclopédia capitalista não admite termos que impliquem um além-capitalismo. Toma esses termos como espúrios, extremistas, etc.

        São os banqueiros que representam o capitalismo? Não. Há também os clientes dos banqueiros. São os políticos que representam o capitalismo? Não. Há também os eleitores. É o povo que representa o capitalismo? Não. há também os indivíduos particulares, as Instituções. Nada representa o capitalismo senão de forma evanescente, ou seja, de modo a passar imediatamente de um subconjunto a outro sem que jamais qualquer subconjunto recolha todos os demais como elementos seus e represente o capitalismo como um todo.

        Em certa medida é até já algo subversivo o uso do termo capitalista, enfim, mesmo a palavra capitalismo é cada vez mais escondida, mitigada, submergida. Não há um partido político que no seu nome se chame Partido Capitalista, embora sejam partidos capitalistas e não admitam que digam deles que são adversários do capitalismo.

  2. balde-de-cal diz:

    neste momento tendem a desmembrar-se as nações europeias construídas pela força das armas: Espanha, França, Itália, UK
    a Fed Rússia alijou os estados Islâmicos, a Jugoslávia faleceu de morte natural

  3. João. diz:

    “infinito 3D hegeliano”

    Quanto a isto, sem reservas, acho que é uma excelente metáfora para o infinito verdadeiro de Hegel.

    • João. diz:

      Pensei que não tivesse passado o primeiro comentário a esta expressão. Desculpem o duplicado. Em todo o caso é uma metáfora muito boa e portanto que valha a duplicação como confirmação.

      • ppicoito diz:

        Curiosamente, quando me referi às derrotas que a dialéctica marxista saúda sempre como vitórias não estava a pensar no fim do Bloco de Leste, mas na derrota do comunismo no Ocidente, onde nunca chegou ao poder em eleições gerais (a não ser em coligações), apesar de toda a retórica dos partidos comunistas sobre o triunfo da revolução. Mas o seu comentário mostra que, mesmo para um comunista, há uma pátria de referência.

      • João. diz:

        A meu ver, um comunista que pretende demarcar-se da URSS é um que já está ultrapassado. Isto não quer dizer que se proponha um eterno retorno à URSS, quer dizer algo bem diferente, quer dizer que não se inocenta Marx do que foi a experiência da URSS mesmo que Marx não a tenha conhecido e não tenha tido palavra activa e contemporânea ao seu desenvolvimento. É verdade que isto para os anti-comunistas é uma maravilha mas, enfim, é a vida. O caso é que ou a ideia comunista integra a experiência soviética e seus sucedâneos como sendo bem suas ou então torna-se incapaz de qualquer expansão de conteúdo e passa a uma espécie de estoicismo; quer dizer, o conceito mediante o qual a verdade é o puro pensar abstracto da auto-consciência, determinando-se a si mesmo, através da mediação de um desligamento ostensivo da importação da negatividade do “mundo do trabalho e do desejo” – para usar uma expressão de Kojeve.

        Há comunistas que pretendem desligar Marx da URSS, enfim, pretendem regressar à pureza abstracta dos textos de Marx. Essa não é, como comunista, a minha opinião; os comunistas não podem voltar a Marx como se a URSS não tivesse acontecido. Um retorno deste tipo, um retorno à pura abstracção do texto de Marx, abstraído por sua vez da URSS é sinal de má consciência e o princípio da tranformação da ideia comunista numa pregação, como referi anteriormente, numa repetição do estoicismo.

  4. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Pedro, na sequência do declarado pelo “Balde-de-cal”, afirmo o seguinte: «A URSS morreu, a Jugoslávia também e Portugal não se sente lá muito bem…»
    As nações também morrem e, calhando, é o que estamos a viver colectivamente neste momento histórico: a consumação da morte de Portugal, melhor captada pelos poetas que pelos cientistas sociais.
    Entre Bandarra e Pessoa, resta-nos O’Neill: «país engravatado todo o ano/que se assoa à gravata por engano».

    • ppicoito diz:

      As nações, acredito-o, são muito mais resistentes do que pensamos. Discordo totalmente da ideia que o nacionalismo morreu. pelo contrário, em tempo de crise as pessoas tendem a encerrar-se nas identidades colectivas mais próximas e já conhecidas. Basta ver que a morte da Espanha e da Grã-Bretanha é a ressurreição dos nacionalismos periféricos (Catalunha, Escócia, etc.). Não era também o O`Neill que dizia “Portugal, questão que eu tenho comigo mesmo”?

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Pedro, morre a Espanha e ainda nasce a Ibéria federal tão ao jeito sonhado de há longa data pelos filhos da “Augusta Ordem”…

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