Não há dinheiro, não há palhaços

Por causa das eleições italianas, ai jesus “que o povo luso  está desiludido com a política e com a falta de verdade”. Pois é, enquanto houve dinheiro para milhares de rotundas  tão necessárias como um segundo apêndice, auotestradas  paralelas,  estádios  de futebol à larga  e outras amabilidades, não havia “desilusão com os políticos” nem “falta de verdade”e  o pessoal trocava o voto pela praia  ou pela lareira. E alguns  eram os mesmos de hoje ( que continuam cheios de coragem).

Aliás, nesses tempos, se bem me lembro, quem apareceu a dizer  as coisas  como elas eram, foi despachada porque não tinha sex appeal nem slogans mobilizadores.

FNV

4 thoughts on “Não há dinheiro, não há palhaços

  1. Daniel diz:

    A falta de verdade torna-se uma consequencia das eleições democráticas e da conquista de votos. O político que fala a verdade é o político sem votos. Quem é que gosta de saber que vai passar um mau bocado antes que as coisas melhorem? Não é melhor passar sem esse mau bocado? No momento em que um político se dispos a distorcer a verdade e inclusivamente entrar no campo da mentira, é perfeitamente lógico que o caminho só podia ser este. Agora, não estou a dizer que o problema é das eleições. É que o passo seguinte é a descoberta da falta de verdade que acaba exactamente na desilusão, pois o povo luso já percebeu que isto não está mesmo para brincadeiras e que não há ninguém com uma varinha mágica que venha por isto na ordem sem o tal mau bocado. E quem disser o contrário está, aparentemente, a mentir. Isto faz com que o senhor do link tenha que melhorar imenso para ganhar as próximas eleições e escamotear certas situações só piora a situação dele. No fim, ele ou alguém da mesma cor ganhará, claro, imposto pela lógica de rotação entre os dos maiores partidos em que caíu a democracia Portuguesa.

  2. ppicoito diz:

    eheheeh…

  3. murphy diz:

    Vamos ver… Não foi o “Povo” que, pelo voto, escolheu os governantes desde o 25 de Abril?! Os mesmos que, por 3 vezes, conduziram Portugal à bancarrota? Não foi o Salazar, a Merkel, a troika ou o Bicho Papão! Foi o povo português, fomos nós! (infelizmente, é certo…).

    Vamos ser crescidinhos e assumir as nossas responsabilidades: criminalizar os políticos que praticarem gestão danosa e outros ilícitos, mas deixar-nos de ilusões! Não será possível sair desta crise sem atacar a SÉRIO a despesa e a estrutura MONSTRUOSA do Estado: ministérios, secretarias de estado, direcções gerais, os institutos e empresas públicas, as fundações, observatórios, etc..
    Agora, com o clima que se criou no País – em que os media “sugerem” às pessoas que a austeridade (porque não dizem, só podemos gastar o que temos?) e os cortes são um opção em vez de uma necessidade – esta tarefa é quase impossível.
    Todos sentem esses cortes como um “roubo”, q são anticonstitucionais…

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html

  4. zelisonda diz:

    Sim, mas é preciso não esquecer que em 2009 o outro lado era representado por uma senhora velha, feia, antipática e dois ou três adjectivos irreproduzíveis, brigando com uma criatura enérgica, de vestes modernas e segundo dizem um vero “animal feroz. Ora, isto é todo um programa para uma sociedade que endeusa a felicidade material. É o que há.

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