Andre Breton est parmi nous

A austeridade tem de ser derrotada: a que está para lá da troika, mas também a que se fica pela troika. Em contexto de recessão, a austeridade é sempre perversa. Não existe uma versão virtuosa. Numa economia em contração, quando o Estado corta na despesa ou aumenta os impostos, o resto da economia cai mais”.

Este senhor, depois de ter  ameaçado  fazer tremer as pernas dos banqueiros alemães, descobriu agora o remédio de que  ninguém se tinha lembrado : derrotar  a austeridade. A que está por baixo, por cima e ao lado,  a  visível e  a invisível, a feia e  a bonita, a com preservativo e a sem preservativo, a à Luiz Pacheco e a  papá-mamã.  Simples e cristalino, é só  mandar vir o guito.

Não espanta que seja uma rising   star no PS anti-Seguro.  Para primeiro-ministro, já.

FNV

14 thoughts on “Andre Breton est parmi nous

  1. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, o que toda esta malta ramelosa precisa é de uma boa visão global; e porque não esta, hein?

    http://www.sudantribune.com/spip.php?article45666

  2. Jorg diz:

    Ainda vamos acabar com uma coligação “Gatos Fedorentes & Homens da Luta” a 25%… Como dizia o Fox Moulder “The truth is out there”… e sem uma Agente Scully nas imediações…

  3. Miguel diz:

    A austeridade tem de ser derrotada, o terrorismo tem de ser derrotado. É a mesma escola gramatical, perdão, cof cof, conceptual.

  4. fnvv diz:

    é curioso, não houve comentários a a explicar a ideia do senhor deputado, nem dicussão acesa, nada…

    • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

      Caro Filipe, “senhor deputado” é que não; será antes “correia de transmissão” do inefável deputado-blogueiro-economista-colunista-ex-avençado-socrateiro-de-brinco-na-orelha João Saldanha Galamba, um exemplo de filho da Pátria.
      E é pena, porque o rapaz referido no postal até tem raízes no Portugal profundo, não fosse aquela suave tendência mor(t)al de Calisto Elói…

  5. caramelo diz:

    Filipe, ficaste muito impressionado com a linguagem guerreira do “tem que ser derrotada”. Ora, o homem é deputado e tem maus figados, não é membro do conselho de estado, nem tem a gravitas dos nossos comentadores mais proper e institucionais. Mas outros, que não pretendem apresentar moções ao próximo congresso do PS, já disseram o mesmo. O Krugman, depois de ter defendido a redução de salários, fez marcha atrás e já defende, em linguagem mais técnica do que essa, que a politica de austeridade é errada nas actuais circunstâncias (http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO037902.html). Se o Krugman não serve, posso ainda exemplificar com o Banco Mundial, que diz mais ou menos a mesma coisa (http://www.publico.pt/economia/noticia/nacoes-unidas-apertam-contra-a-austeridade-e-ciclovicioso-do-desemprego-1577888)
    Não servindo nem um, nem outro, pode invocar-se o senso comum, que é naturalmente avesso à ciência voodoo que defende que o crescimento pode ocorrer em clima de recessão, aumento do desemprego, baixa do rendimento das pessoas, etc.
    Quando se fala em austeridade não se deve confundir com combater o desperdício de recursos. Uma coisa é reduzir o dinheiro em circulação (corte de salários, pensões, de investimento, etc), isso é austeridade, outra coisa é não fazer uma auto-estrada desnecessária, isso é politica de gestão de recursos, que não significa necessariamente redução de investimento público. O Obama, para combater a recessão, quer aumentar o investimento público (http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2677879/obama-propoe-aumento-minimo-investimentos-infraestrutura) e na privada aumentar o salário mínimo. Acontece que por lá têm um mecanismo mais flexivel de determinação do teto da dívida pública, ao contrário do que acontece no espaço europeu, com metas nominais rígidas, que se vão adaptando ao ritmo das circunâncias do momento, sob pressão de governos desesperados, sem que se admita a alteração das regras estruturais de funcionamento das instituições.

    • fnvv diz:

      nada impressionado coma bravata. quero é saber: onde está o guito? Népias, né?
      Esse Krugman é o mesmo que dizia há tempos que os nosso salários deviam ser cortados num terço? Reza por ele, reza..

  6. Miguel diz:

    Claro que a política de austeridade está errada. Tal como a fase anterior, que passa ligeiramente despercebida por causa da explosão do sub-prime. A saber, a política de aumentar a produção (eufemisticamente chamada de crescimento económico) apenas para manter o desemprego em baixa mas à custa de aumentar o endividamento das pessoas também está errada. Mas é o paradigma dominante, the conventional wisdom. Vale a pena reler o John Galbraith.

  7. caramelo diz:

    Onde é que está o guito, Filipe? Continua por aí, não se evaporou. Muitos continuam com ele quase intacto, e noutros casos, passou para o Estado, para este pagar juros altos dos empréstimos, que tem cada vez mais dificuldades em pagar; é um círculo vicioso e eu seja cão sarnento se não há um economista ou dois com uma solução para isto. Parece que agora não sou só português, tenho nacionalidade europeia, então bora lá exigir ao governo europeu e à sua tesouraria alguma coisa, incluindo a reestruturação da dívida, prazos mais longos, etc. . Mantendo o dinheiro nas mãos das pessoas, a economia recupera e consegue-se mais facilmente cumprir os compromissos. Eu estou a falar do dinheiro que circula mesmo, não do dinheiro dos mais ricos, que se acumula nos bancos, nem no dinheiro que é dado aos bancos e que fica lá também. Há quem tenha excesso de liquidez e quem tenha falta dele, é só equilibrar e assim se faz uma sociedade mais justa e economicamente mais próspera. Isto não é esquerda, é capitalismo. Também é preciso para isto políticas de harmonização fiscal, acordos com países terceiros, em matéria fiscal, etc. é difícil, mas não é impossível.

    Miguel, a crise do subprime é que está relacionada com o endividamento excessivo. Aumentar a produção e manter o desemprego em baixa, não implica necessariamente conceder empréstimos de alto risco, ainda por cima focado na atividade imobiliária e no consumo (o investimento de risco pode continuar a fazer sentido para outras atividades produtivas, e essa é uma prática comum nos Estados Unidos, por exemplo, muito mais do que na Europa)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: