Ruy Belo

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Ruy Belo, um dos santos padroeiros aqui da casa, faria hoje oitenta anos. Aqui fica o início de um dos seus poemas, muito a propósito intitulado “Emprego e desemprego do poeta”:

Deixai que em suas mãos cresça o poema
como o som do avião no céu sem nuvens
ou no surdo verão as manhãs de domingo
não lhe digais que é mão-de-obra a mais
que o tempo não está para a poesia

(Aquele Grande Rio Eufrates, 1961).

Ontem como hoje.

PP

2 thoughts on “Ruy Belo

  1. henedina diz:

    ‎”Quando o último pássaro morrer na última oliveira a ocidente opõe o peito ao que acontecer e levanta a cabeça dignamente.”

  2. ppicoito diz:

    Também gosto muito desse verso.

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