Octavio Paz/ Isabel Landázuri

Mexicanos.

O primeiro é conhecido e editado  em Portugal. Filho de um zapatista ( Octavio Paz Soriano) , muito viajado e  europeizado ( Breton, todo Breton) , rompe com o estalinismo de Neruda e amiga-se com trotskystas exilados no México ( Victor Serge, Malaquais etc). Influência  evidente nesta “Dama” (de  En Uxmal, 1955):

Todas las noche  baja al pozo

y a la mañana reaparece

con un nuevo reptil entre los brazos.

A outra é louça diferente. Pouco ou nada apreciada por cá, Isabel ( 1833-1876) é uma  referência da literatura mexicana. Usando um cliché, foi uma espécie de mana Bronte,  ou de Josefa de Lencastre,  de Guadalajara. Destruiu mitos na sua época: nem muñeca  artifcial nem matrona agenciosa, tão pouco la perfecta casada. Vivia apenas e fazia versos. Nesta pequena ficha ( na página de um matemático mexicano, sobrinho-bisneto de Isabel), encontram  o essencial, pese o poema que lá está ser fraquito. Prefiro este, cheio de ironia  actual:

Sólo la niña loca e indolente

que ni aun sombra de pena conocia,

pudo, mientras que sonreia,

expresar un dolor que no sintió.

FNV

One thought on “Octavio Paz/ Isabel Landázuri

  1. balde-de-cal diz:

    dos dois ‘chicanos’ só li Octavio.
    nunca fui anti qualquer coisa, mas nunca seria socialista de nenhuma das cores.
    gostei bastante de ‘el laberinto de la soledad’ que tenho à minha frente. aplica-se muito aos nascidos no rectângulo ‘socialisticamente’ falido per omnia saeculum …

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