Ventos (1)

Em 1926, os líderes do Partido Nacional Democrático organizaram o  Grande Acampamento e a Pogotowie Patriotów Polskisch ( qualquer coisa como “Prontidão patriota polaca”)  e Pilsudski trabalhou para acabar com o regime parlamentar. Em Maio, marcha sobre Varsóvia.  A tentativa de estabilização  monetária falhara e  a inflação cresceu , impante  e atemorizadora. Em Lvov, Lodz,  Lublin e Varsóvia, o desemprego atingiu um terço da população activa. Porque  Pilsudski,  como muitos proto-fascistas, tinha um passado  socialista,  Berend recorda que  os operarios apoiaram  a greve geral por ele convocada ( 19 de Maio).  Warski, o líder comunista,  viu o golpe  de Pilsudski como uma oportunidade  para a instalação da ditadura  revolucionária democrática.

Rapidamente, no entanto, Pilsudski estabeleceu a sua orientação proto-fascista.  O objectivo era  superar a corrupção  e caos criados pelo multipartidarismo. Criou o Bezpartyjny Blok ( Bloco não-partidário) como apoio para  sua sanacja ( reabiitação económica do regime) incubida de estabelecer a centralização do poder do Estado. Uma memória de Pilsudski:

FNV

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8 thoughts on “Ventos (1)

  1. miguel serras pereira diz:

    Filipe, é o que eu chamo o post certo no momento certo – como, sem mais, direi no Vias.

    Abraço

    msp

  2. balde-de-cal diz:

    estou a reler o comunista sionista Tony Judt nas páginas sobre fascismo vs social-fascismo.
    concorda que o socialismo comunista é grande criador de miséria enquanto o fascismo socialista não vai tão longe por falta de centralismo produtivo.
    o General Pildsudski, tal como os fascistas Romenos tinham raiz católica e reduziram o desastre social.
    a Europa parece desejar nova dose de Hitler, Mussolini e de outros socialistas

    • fnvv diz:

      não vai tão longe? depende. Os nacional-socialistas foram muito longe.

      • balde-de-cal diz:

        tão longe que o General Pilsudski fez uma carga de cavalaria contra uma divisão Panzer, numa manobra conhecida por ’táctica do ar livre’.
        ‘venderam-me’ isto quando fiz a recruta na EPC

        os Hitlerianos tiveram do seu lado os grandes industriais do aço

        a esquerda anda meia-assustada. não sei bem porquê. gritam para se encorajarem.

    • miguel serras pereira diz:

      balde-de-cal

      1. Tony Judt não era” comunista sionista”. Em contrapartida, quem lhe chama as duas coisas corre o sério risco de parecer um jhiadista jurado dernier cri ou um resssurrecto familiar do Santo Ofício.
      2. O termo “social-fascista” foi forjado pelos estalinistas pra denunciar os social-democratas (sobretudo a sua ala esquerda) como a versão mais perigosa do fascismo. Isto durante a agonia da República de Weimar e a ascensão do nazismo.
      3. Não basta professar repúdio perante os horrores dos gulagues para se ser democrata ou sequer anti-totalitário. Pode crer – releia o seu comentário e tente descobrir porquê.

      msp

      • balde-de-cal diz:

        é Tony quem se classifica.
        sobre o termo social-fascista aconselho a ler outro sionista-comunista, o autor do zero e infinito nas suas memórias.
        sou pedreiro-livre da velha guarda (82 anos) e anarca e nunca falo por ouvir dizer

      • miguel serras pereira diz:

        Caro balde-de-cal,

        Tony Judt foi, se quiser, “social-democrata ao estilo nórdico”. Chamar-lhe “sionista comunista” ou “comunista sionista” só serve para baralhar as ideias e as pistas, além de ser uma maneira de atacar as políticas do Estado de Israel e o leninismo cómoda para os visados, que não podem sonhar melhor do que adversários assim.
        Pode estar descansad: também eu li Koestler- com bastante proveito, e continuo a achar muito recomendável a sua leitura. Mas isso não impede que a história do termo “social-fascismo” seja a que indiquei.
        Finalmente, edulcorar o fascismo romeno, citando o seu “catolicismo” e sustentando que reduziu o desastre social, é um bocado como fazer de Franco um adversário da pena de morte e um defensor intransigente dos direitos humanos, ou querer fazer passar por acto de guerra antifascista o assassinato de Nin e a perseguição do POUM.

        Atentamente

        msp

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