Minimalia ( XX)

O que é a felicidade?  É o tempo que demora a  chegar  a infelicidade.

FNV

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26 thoughts on “Minimalia ( XX)

  1. Tiago Cabral diz:

    Um pouco como a paz ser apenas um período entre guerras

  2. balde-de-cal diz:

    felicidade é lembrar aos intelectuais comunas as falsificações:
    do caso Lisenko
    do massacre de Katin
    do genocídio na Ukrânia
    do pacto Germano-soviético
    do acrónimo Goulag
    da implosão da urss

  3. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, a sua asserção cronográfica sobre a Suíça não me parece ser correcta porque foi lá o 1.º palco do confronto entre Napoleão e Kutuzov; no resto concordo consigo e subscrevo: quem tem dinheiro e chocolate em abundância só pode ser medonhamente feliz…
    Outra definição (aproximativa e por exclusão) de felicidade: todos a procuram, poucos a alcançam, ninguém a mantém.

  4. o burro sou eu diz:

    a felicidade é uma cenoura

    a liberdade é a capacidade de cortar o fio

    os burros não têm polegares

    que azar do caraças!

  5. cristiana fernandes diz:

    Ou, como disse EPC, “reconcemos a felicidade pelo ruído que ela faz ao partir”.

  6. caramelo diz:

    A tristeza é inevitável, a infelicidade não. Não podemos evitar que pelo caminho nos morram entes queridos ou a frustações do dia a dia, mas o balanço ao fim da vida pode ser bom, feliz, e eu já vi isso acontecer. Velhos casais que chegam ao fim da vida, depois de muitos tropeços, com os filhos criados, e confortáveis um com o outro, morrendo em paz, sem nada por fazer, nem remorsos, a maior fonte de infelicidade. Li hoje no Público um texto da Ana Maria Benard da Costa sobre a sua experiência de infância numa escola fora da rede pública onde promoviam o bem estar e a felicidade no ensino e o desamparo que sentiu quando fez um exame em tenra idade, numa escola estranha, com miúdos que não conhecia, isto a propósito desta nova medida de levarem os miúdos a fazer os exames do quarto ano numa escola estranha, como mancebos que vão ao quartel para a inspecção. Ocorreu-me que a promoção da felicidade é também uma tarefa do estado, para além de nossa, como é óbvio. Como dizia o Joãozinho Trinta, o povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é o Eduardo Prado Coelho.

    • fnvv diz:

      ” Ocorreu-me que a promoção da felicidade é também uma tarefa do estado”
      estou tão arrepiado que engelhava um limão na boca

  7. caramelo diz:

    Numa era de mais otimismo, menos cinismo e menos pudor, increveu-se este parágrafo essencial na Declaração de Independência dos Estados Unido: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness……” Este é o programa da criação do novo país e todas as funções cometidas ao governo que vieram a ser inscritas na sua Constituição visam garantir isso mesmo, embora se tivesse deixado cair o jefersoniano “hapiness” e substituido por “property”.. O que pensas que faz o Estado quando cria centros de saúde próximo das pessoas ou lhes dá educação? Ou quando lhe paga rendimentos mínimos? É para ajudar a dar felicidade ao Belmiro? (como se sabe, o dinheiro não faz a felicidade, mas ajuda muito). Faz-te simplesmente impressão a palavra “felicidade”?

    • fnvv diz:

      “A tristeza é inevitável, a infelicidade não” / “Faz-te simplesmente impressão a palavra “felicidade”?
      De todo. Até sorrio com a conversão da felicidade ao materialismo histórico.Mais ou menos o que fazem os Belmiros ou os vendedores de carros , para tristeza do Debord.

      • caramelo diz:

        O bom do Debord, lá onde estiver, vai ter de lidar com a tristeza. Mas tu pensavas que eu estava a falar de dinheiro para comprar coisas, a alienação da sociedade de consumo?! Pensavas bem, mas não era só isso e acho que não me leste com atenção.

      • fnvv diz:

        Li, li. E não, não é isso. Tu crês arreigadamente, como bom jacobino, que a política pode tudo; depois, como marxista, crês que tem de ser o Estado a organizar a vida privada.
        Eu respeito sempre os crentes, como sabes.

      • caramelo diz:

        Bon Dieu, queres-me encostar às cordas do jacobinismo! O osso do meu comentário que deu origem a esta troca, nem era o Estado, Filipe, mas continuando por aqui, e elevando a parada, sempre te digo que sim, a principal função do Estado é proporcionar felicidade aos seus cidadãos. Isso significa prestar-lhe serviços de qualidade, nas funções que lhe compete. Ninguém é feliz se tiver um cancro e não o conseguir curar. Agradeço muito que se intrometa aí, e noutro punhado de coisas. Do resto, na minha vida privada, trato eu.

      • fnvv diz:

        Jacobino é apenas acreditar que a política é soberana e transforma tudo, não é peçonha ( garantida).
        Curar um cancro é proporcionar felicidade? Bem, pauvre dieux, estamos em ligas diferentes, mas até gosto dessa tua rendição cripto-estóica.

      • caramelo diz:

        Confundes-me um bocadinho. Vou então esperar por novos desenvolvimentos.

  8. Jorg diz:

    “Comme la beauté est une Joie qui demeure.”.. Ás vezes não é bem a chegada da infelicidade, é o nosso esgotamento – e muitas vezes sinto-me exausto, mas não infeliz, ou pelo menos sem entrega a auto-comiserações…. Mas enfim, em tudo isto há tempos que decorrem, e se calhar são demoras da chegada do antónimo….

  9. O oposto também é verdade — é uma questão de perspectiva (e a perspectiva varia, e como varia…).

  10. Mas o tema dá belas canções, como esta: http://youtu.be/iVFpYxTV54E. («Tristeza não tem fim, felicidade sim (…)»

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