Pois sim, filho.

Selassie ao Jornal de Negócios.

O chefe da missão do FMI, Abebe Selassie, considera muito desapontante o facto dos preços da electricidade e das telecomunicações não terem descido e que esta questão é importante para garantir que os sacrifícios são repartidos de forma justa. (…)

“Não posso deixar de sublinhar que para Portugal ter sucesso daqui em diante tem de ser uma economia dinâmica, competitiva, com muita concorrência nos mercados de produto e ter as empresas destes sectores a contribuir com a sua parte vai ser muito, muito importante”.

A ‘troika’ volta ainda a defender que o debate das rendas excessivas não pode ser esquecido e que dele depende que os sacríficos sejam repartidos de forma justa.

“É muito importante que o debate sobre as rendas excessivas em algumas áreas da economia seja revisitado. Este é um aspecto muito importante para garantir uma justa repartição do esforço do ajustamento”.

Não deves estar a ver bem o filme, ó escurinho. Lá que tu queiras atazanar os trolhas e os funcionários públicos, ainda vá que não vá. Agora um homem probo, uma figura incontornável do nosso empreendedorismo, um vulto radioso, são e impoluto como o senhor doutor António Mexia? Volta mas é para a cubata.

Luis M. Jorge

10 thoughts on “Pois sim, filho.

  1. palavrossavrvs diz:

    Sempre achei que o Escurinho do Jerónimo não media bem com que CEO se estava a meter.

  2. eheheh.
    Mas o homem saberá o que é uma cubata, Luís M. Jorge?
    Boa semana santa junto dos pecadores, trolhas e funcionários públicos.

  3. VF diz:

    “Desapontante” ?? “o facto dos preços”…

  4. Essa da referência à cubata parece-me um bocado foleira, como dizem os antigos.

    Mas o problema da EDP não é só o Mexia. Numa das fases da privatização popular da EDP o governo vendeu as acções dizendo que os preços da electricidade iriam ter uma certa evolução (se não foi directamente o governo foi uma uma entidade pública ou a própria ERSE) e logo após a venda baixou o preço de vendade electricidade, alguns dos compradores até processaram o Estado mas o processo entretanto deve ter prescrito sem se conseguir provar que o governo agiu de má fé. Qualquer evidência gritante é normalmente considerada como “insuficiente” pelos nossos cuidadosos tribunais.

    Agora que o governo “privatizou” uma fatia de 21% da EDP à 3-Gorges, alienando-a portanto a uma empresa detida a 100% pelo Estado Chinês, seria aborrecido voltar a dar a mesma golpada de mudar as condições logo após a venda, talvez até por o Estado chinês, através do Banco da China (ou parecido) ter também vindo a financiar parte da dívida da EDP.

  5. Jorg diz:

    Mas desculpe lá – não foi uma das bandeiras do antigo governo do Postiço Engenheiro Domingueiro, actual comissionista intermitente daquela Multinacional Suiça do Sangue ou Plasma, e futuro ‘paineleiro’ na TV de Estado que tinha contribuido para reduzir a ‘dependência energética’ e outras ‘mirabilia’…

    Não me fascino sobremaneira com os Mexias e tralhas associadas de mamões, mas alguma vez se teria assistido a estas alarvidades – até na PT (lembre-se a OPA da Sonae, e os comportamentos do Estado e do seu Banco, e as bojardas daquele Ganadeiro que por lá se passeia ainda hoje… ) sem o beneplácito e afocinhamento cumplice que a xuxalada socretina andou a semear e ‘cultivar’ nestas empresas do para-Estado, com aquela enxurrada de ‘boys’ e secretários politicos improváveis a julgaram-se ‘pals’ da malta do progresso e da finança em vez de se orgulharem e cumprirem com zelo e brio a sua posição de ‘civil servants’. Assinavam de cruz contratos que faria de qualquer um de nós ‘gestores de primeira água’ em nome do ‘crechimento’, do ‘pugresso’ á luz de um “pseudo-Queinesianismo” que privilegiava o espremer de tudo o que escapava á orbita do Estado, para sustentar estas ‘visões’ de madraços d’intelecto.
    Escandalizam-se – muito justamente – com as histórias de BPNs e BPPs – que tinham colecções de ‘artes’ e ‘artistas’ e ‘futebolistas’, créditos a empresas de alta tecnologia na América Central ou no Burkina Fasso, negócios de terrenos fantasmagóricos, tudo tralha que hoje pouco ou nada vale, e que por rasgos de ‘privatizações’ geniais são agora arroxadas no lombo do jerico público érário. Nas PTs, nas EDPs, nos BCPs – e saberá Deus onde mais – equivalentes tralhas estão á vista – ‘flashy’ largas fibras, TVs por cabo ou nada, 4Gs gourmet, éolicas e co-gerações á medida de ‘chico-espertices’ cuja capacidade não é necessária nem ao País nem lá fora, combustiveis com especiais ‘aditivos’ – channel no.5..?, auto-estradas onde facilmente se pode ouvir, longamente e sem éxogenas acusticas interferências, o vento que passa e os passarinhos a chilrear-, tudo blindado em contratos que salvaguardam as rendas e que, caso contrário, rebentam com tudo o que é ratio de sustentabilidade da Banca que depois Estado e Troikas tem de ‘salvar’?
    Não sei se o ‘moto’ do sr. da Troika é o de atazanar os trolhas ou funcionários públicos, mas porventura começou a perceber que o ‘modelo’ da xuxalada está por todo o lado – outro que ultra-hexa-supra-neoliberalismo que é a manta que se invoca para todos os males que nos acontecem – e era essencialmente conversa de treta de gente que estoirou dinheiro, talentos e recursos em auto-contemplações, e desmaquilhado hoje, é como algumas das cachopas que o sr. Churchill encontrava na cama no dia seguinte. E o drama é que guito para mais maquilhagens não há, e estas emanações de vanguarda económica (exceptuando talvez a Galp) como ‘ragazze acqua e sapone’ são feias nas horas…..

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