Epitáfio.

Thatcher foi caso único de taxista a quem foi dada a possibilidade de efectivamente governar um país. Uma experiência admirável com impacto duradouro na humilhação dos necessitados, concentração de recursos numa ínfima parte da população, degradação de serviços públicos, desregulação do sistema financeiro, instabilidade económica, aventureirismo militarista, injustiça cega e alastramento das desigualdades.

A isto acrescentaria a devoção por Pinochet – que não assentou no “realismo” de que fala o Pedro, mas no encontro de almas unidas pela mesma religião económica, com os resultados que conhecemos.

Luis M. Jorge

11 thoughts on “Epitáfio.

  1. A excentricidade inglesa é lendária e não conhece limites. Só assim se compreende que tenham escolhido por 3 vezes para primeira-minitra uma pessoa que estava convencida que não existia sociedade, apenas existiam os indivíduos!

  2. Se a memória não me atraiçoa, lembro-me de uma vez ter ouvido da Thatcher qualquer coisa como “There’s no such thing as society. There’s only individuals!”. Este é o tipo de tretas pseudo-profundas (boas para excitar os “liberais” primários) que nos deixam logo de pé atrás a respeito do “pensamento” político que por ali anda.

  3. Jorg diz:

    Roubado ao blog do FJV
    “«Get over her! They had a point, but they had no idea how fascinating she was – so powerful, successful, popular, omniscient, irritating and, in our view, wrong. Perhaps we suspected that reality had created a character beyond our creative reach.»
    Note-se, neste caso a modéstia do “in our view”.,,,

  4. NS diz:

    “But if today’s Guardian readers time-travelled to the late 70s they might be irritated to discover that tomorrow’s TV listings were a state secret not shared with daily newspapers. A special licence was granted exclusively to the Radio Times. (No wonder it sold 7m copies a week). It was illegal to put an extension lead on your phone. You would need to wait six weeks for an engineer. There was only one state-approved answering machine available. Your local electricity “board” could be a very unfriendly place. Thatcher swept away those state monopolies in the new coinage of “privatisation” and transformed daily life in a way we now take for granted.”

    Do artigo de Ian McEwan no Guardian, que vale a pena ler todo. Isto para quem goste de informação. Para quem prefere hooliganismo o João Pinto e Castro está perfeitamente adequado.

    http://www.guardian.co.uk/politics/2013/apr/09/margaret-thatcher-ian-mcewan

    Entre a santinha do liberalismo e a chifruda do socialismo, como habitualmente, está um mundo de possibilidades.

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