The signal and the noise.

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Porque é que as previsões falham? Melhor ainda, porque é que as previsões dos especialistas em cenários políticos falham mais vezes do que as previsões dos amadores? Porque é que as agências de rating em 2007 subestimaram as probabilidades de default dos títulos de dívida colaterais do mercado imobiliário atribuindo notações de AAA a investimentos absolutamente inseguros?

Nate Silver tem a seu favor a circunstância de ter ganho a vida a prever coisas em que outros falharam. Neste livro explica-nos os seus métodos e os nossos limites. Aqui deixo o primeiro parágrafo da recensão do New York Times:

Nate Silver has lived a preposterously interesting life. In 2002, while toiling away as a lowly consultant for the accounting firm KPMG, he hatched a revolutionary method for predicting the performance of baseball players, which the Web site Baseball Prospectus subsequently acquired. The following year, he took up poker in his spare time and quit his job after winning $15,000 in six months. (His annual poker winnings soon ran into the six-figures.) Then, in early 2008, Silver noticed that most political prognostication was bunk. Silver promptly reinvented that field, too. His predictive powers were such that at one point the Obama campaign turned to him for guidance.

Luis M. Jorge

6 thoughts on “The signal and the noise.

  1. Não o li, mas, depois de ler a crítica do The New York Times que disponibilizaste, parece-me ir na mesma linha de «The Black Swan», de Nassim Nicholas Taleb. Fiquei curioso; a ver se um dia destes lhe ponho os olhos em cima.

    • Não li o The Black Swan. A premissa não me interessou muit: “nunca estamos preparados para o altamente improvável”, ou algo do género. Recomendas?

      • Recomendo, mas com uma advertência. Como sabes, muitos académicos de matriz anglo-saxónica, quando escrevem para um público não necessariamente especializado, têm tendência a exagerar no número de exemplos, e, por vezes, sentes que o que leste, espremido, caberia em metade das páginas. Dito isto, o livro é interessante e lê-se bem.
        Simplificando ao limite, eu diria que a premissa é: «o altamente improvável só o é porque não processamos a informação disponível de forma a prevê-lo» (aliás, se o leres, encontrarás muitos pontos em comum com as teorias do Daniel Kahneman, embora de uma forma muito menos sofisticada, até porque quem abriu caminho foi o Kahneman).

      • henedina diz:

        Na altura que o li logo apos a publicação em portugues aconselhava. O que dizia foi o que aconteceu, agora acho que é perder tempo, (não foi a mim que pediu a opinião mas…

      • Obrigado à mesma.

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