Homenagem

Onde está o trabalho? Está onde está o capital.

Onde está o capital? Onde o trabalho é mais barato.

FNV

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9 thoughts on “Homenagem

  1. João. diz:

    O trabalho é mais barato em Portugal do que na Alemanha e há muito mais capital na Alemanha do que em Portugal.

  2. balde-de-cal diz:

    Lisboa é o único capital que conheço no rectângulo

    Solnado na RTP no Prec
    ‘-estão aqui 2 mil camaradas e é logo a mim que vem oferecer trabalho!’

  3. João. diz:

    Se for só isso então não temos hipótese. No Bangladesh e no Vietnam vão pagar menos que em Portugal. A verdade de que ninguém fala é que já não há emprego para tanta gente, que muita gentre simplesmente, em termos de mercado de trabalho, não é necessária – e a tendência é sempre a aumentar. Então fazem como o balde de cal, dizem que as pessoas não querem trabalhar, que isto e mais aquilo mas o problema não é esse, a não ser é claro que o não gostar de trabalhar inclua não aceitar empregos em que não se seja remunerado.

    • fnvv diz:

      Não é nada disso.
      Antes:
      Mas essas invenções e descobertas que se sucedem e substituem cada vez mais rapidamente, esse rendimento do trabalho humano que aumenta diariamente em proporções nunca vistas, acabam por criar um conflito no qual a actual economia capitalista tem de soçobrar. De um lado, imensas riquezas e um excedente de produtos que os compradores não podem absorver. Do outro, a grande massa proletarizada da sociedade, transformada em operários assalariados e precisamente por esta razão incapacitada de se apropriar desse excedente de produtos. A cisão da sociedade numa pequena classe excessivamente rica e numa grande classe de operários assalariados não proprietários faz com que essa sociedade se asfixie no próprio excedente, enquanto a grande maioria dos seus membros dificilmente ou nunca está protegida da mais extrema miséria.
      ( aqui)

      • João. diz:

        A questão não é muito diferente. Em termos económicos os mais estritos, o desemprego cancela proporcionalmente muito consumo e por aqui também aparece a questão do excedente de produção que redunda em mais desemprego e por aí fora.

        Este artigo é interessante:

        Jeremy Rifkin on Europe’s Uncertain Future: The End of Work
        By Jeremy Rifkin

        European politicians often like to blame outsourcing for the disappearance of jobs. But in reality the work isn’t going to the Chinese — it’s going to the robots.

        http://www.spiegel.de/international/jeremy-rifkin-on-europe-s-uncertain-future-the-end-of-work-a-368155.html

      • fnvv diz:

        vou ver

      • Rui Dantas diz:

        Nada disto é novo.
        Em 2006, escrevi, de forma simplista, a mesma coisa que diz o artigo do Spiegel.

        blogsinistro.blogspot.pt/2006/09/bom-fim-de-semana.html

        O problema, parece-me, é que somos desde pequenos educados para pensar que o trabalho é bom, e não um mal necessário.

  4. João. diz:

    E já agora, dedicada ao balde-de-cal e a todos os demais que têm a mania que são capatazes:

    “A Cáritas Portuguesa afirmou esta quarta-feira que o «mundo laboral» vive atualmente «debaixo de um sentimento de medo» que condiciona e obriga os trabalhadores a aceitarem «todas as regras e todas as imposições».

    «Não podemos permitir que isto aconteça. Não podemos permitir que ter um emprego, seja ele qual for e em que condições, se torne uma atitude de resignação», sublinhou a Cáritas, numa mensagem publicada no seu site para assinalar o Dia do Trabalhador.

    Na mensagem, a organização manifestou a sua solidariedade com «todos os que estão sem trabalho, ou o têm mas não recebem salários», assegurando que não cruzará os braços na «procura de caminhos que levem Portugal a ser um país de maior justiça social, alicerçada no sentido do bem comum».

    A Cáritas lembrou que a taxa de desemprego em Portugal nunca foi tão elevada como é hoje, acima dos 17%, o que, para a instituição, significa que «o acesso ao trabalho está a ser negado a muitos cidadãos que veem assim as suas vidas atiradas para o beco da exclusão social».

    Além da perda de rendimentos, não ter trabalho é também «perder estatuto social», porque, para a sociedade, apenas os que são «ativos» e que «produzem» têm valor e lugar social, salientou.

    «Isto faz com que os que veem a sua atividade limitada por via do desemprego se sintam colocados nas periferias da participação cidadã», lamentou.

    A Cáritas referiu ainda que a «imagem de fracasso está desde sempre associada» aos desempregados e que a crise «veio agudizar esta realidade».

    Mesmo não tendo falhado no plano pessoal, muitos portugueses «sentem-se derrotados». «Para estes o Governo e a sociedade civil têm de encontrar novas respostas», defendeu.

    «Não podemos esperar que os programas e planos de combate ao desemprego sejam hoje os mesmos que eram há cinco anos. As pessoas e os problemas que carregam consigo não são as mesmas e as causas são também muito diferentes», sustentou na mensagem.

    Para a Cáritas, é preciso estabelecer «novas dinâmicas de organização da própria sociedade e renovar a capacidade de correr riscos» e encontrar novas formas de dignificar o trabalho, porque também os que estão na vida ativa «têm direito a mais do que um posto de trabalho e uma remuneração».

    «Têm direito à segurança e a poder viver as suas vidas em liberdade e tranquilidade», advogou.

    Para a organização, assinalar o 1.º de Maio é «lembrar a empregadores e empregados e a governos e sociedade civil as suas responsabilidades, direitos e deveres».

    «É exaltar as dimensões da liberdade, equidade e subsidiariedade», acrescentou.
    Partilhar”

    http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/caritas-1-de-maio-trabalhadores-tvi24/1444944-4071.html

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