Monthly Archives: Abril 2013

Tino

In its report, the Center for Strategic and International Studies said Al-Qaeda has played a key role in “proselytizing jihadism” to the mujahideen in Chechnya and the Caucasus.

Quem  me vai lendo sabe que há muitos anos mantenho uma antena islâmica .Fico, portanto,  divertido com as conclusões rápidas  a que chegam comentadores ( ainda agora, no Governo Sombra, da TSF, Pedro Mexia e o outro participante  estavam tranquilamente a assegurar que o atentado de Boston foi  doméstico e de  extrema direita  ( Mexia).

Há  muito tempo que as al qaedas estão no Caucáso e na Tchtechénia.

FNV

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Já chega de conversa mole

Os momes dos indivíduos que negociaram as PPP.

Alguns,  na altura em que MFL quis parar com o baile  saltaram-lhe às canelas. Percebe-se bem porquê. E  vários têm o descaramento  e a empáfia sebosa de andar por aí a debitar conselhos nos media.

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FNV

Back to basics

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Diz o DN que Aimee Mann, há muito tempo fora dos radares, vem a Portugal para dois concertos: a 7 de Novembro na Casa da Música (Porto) e a 8 na Aula Magna (Lisboa).
Não se deve voltar a um lugar onde se foi feliz, mas vou arriscar, olá se vou.

PP

Entretanto

Na Venezuela, Maduro decide tomar posse sem esperar pela recontagem dos votos e descobre-se que Chávez tinha uma fortuna pessoal muito pouco igualitária. Tudo em nome dos pobres e do socialismo.
Com a “primavera árabe” em estado invernoso, Beppe Grillo a passear a sua classe e Hollande a gerir a crise, a esquerda portuguesa precisa urgentemente de novos heróis.
Talvez o Dr. Soares.

PP

Onde vamos parar?

Qualquer dia estão a escrever cartas anónimas, a fazer circular boatos nas aldeias ( pequeno aglomerado populacional  que vai ser inventado e que conterá comadres de soalheiro),  a  escrever nos tronco das árvores, a segredar  aleivosias, a enganar meninas, coitadinhas, a publicar pornografia, a ensinar a fazer bombas etc.

E isto de obrigar  crianças a inscrever-se nestas coisas é preocupante. ( não sabia, vou já dizer a minha cria mais nova).

FNV

Portugal faz bem

1) O primeiro episódio elogia o esforço de reposição da floresta de laurissilva nos Açores e a recuperação do falcão-peneireiro em Castro  Verde.

2) Um muito conhecido grupo de distribuição  tinha um funcionário que morreu . Um dos patrões himself chamou a viúva e  ofereceu-lhe um emprego nas lojas.

FNV

Minimalia ( XLIV)

Sodomia na monogamia: os autarcas  deviam ser obrigados  a ficar no lugar até morrer.

FNV

Com as etiquetas

Surpresa para quem? (1)

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O funeral realizou-se ontem de manhã e teve pompa e circunstância. Foi um acontecimento grandioso e rigoroso, sem atrasos nem problemas. Teve, porém, surpresas. A maior foi a quantidade de gente que se perfilou ao longo do cortejo fúnebre. Muitas mais do que a polícia esperava. A maior parte foi em homenagem a Thatcher – lançaram flores à passagem do caixão, sobre o carro do canhão (foi um funeral com honras militares), e mostraram cartazes com frases como “Ainda gostamos de ti”. Outras, menos, foram manifestar-se contra os anos Thatcher e o seu legado interno. À passagem do caixão, uns voltaram-se de costas, outros cantaram “a bruxa morreu”, do musical O Feiticeiro de Oz, e houve cartazes a dizer “Não quero pagar este funeral”, uma alusão aos dez milhões de libras do erário público que custou a despedida de Thatcher. Uma pessoa foi detida, junto à catedral de São Paulo, onde foi a cerimónia, por pretender protestar com um megafone.

Ana Gomes Ferreira, in Público, 18/4/2013.

Surpresa para quem? (2)

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Digam o que quiserem, mas os Ingleses ainda são os melhores a organizar estas coisas.

PP

Portugal, colónia balnear (2)

O Pedro Rolo Duarte  relembra.Fiquemo-nos  pelo período pós 25 Abril, pois que antes talvez estivéssemos  isolados e rodeados  de mar ; uma espécie de  Corvo.

A ilha da esquerda é o Ceilão ou Samatra ou a Taprobana de Camões. E de Diodoro Sículo, que dizia  lá habitarem  seres de língua  bifurcada, que falam a duas pessoas ao mesmo tempo.. Um território dezenas de vezes renomeado. Mandeville, Porcacchi e muitos outros acham-na, perdem-na  reencontram-na, deslocalizam-na. Como dizia Plínio, certas ilhas flutuam sempre.

A colonização aprecia as ilhas, mas a condição mental de ilhéus interessa-me mais. Remete para uma obrigação de sobrevivência, mas também para  um esgotamento dos recursos próprios e, por isso, para o hábito de ver passar navios. Temos  sido resgatados? Ou seja, temos voltado  a captar/tomar?  Perdemos ( o quê?) e voltamos a encontrar ( o quê?).

Ilhéus-colonizados-auxiliados, sim, mas em dívida para com os que vêm de barco e ancoram ao largo dos restingas. Se há ilhas que flutuam sempre,  seremos nós uma outra ilha, agora  sem mar?

FNV

Respeitinho

Alguns  anos  depois da guerra e Goering ainda era cidadão honorário de uma  pequena  comunidade alpina e centenas de ex-nazis reocupavam cargos políticos e administrativos. Sensibilidade? Bah…

O Jabba, esse é anti-muçulmano e foi de vela.

FNV

E é isto

– Governo: A austeridade  é essencial e temos de  ajudar os bancos.

-Bancos: Os  portugueses não aguentam mais austeridade? Ai aguentam, aguentam…

 -Governo: Os bancos têm de ajudar as empresas.

– Bancos: Já chega de austeridade.

Agora é sentar e ver os cata-ventos a rodar a palavra  “ressabiados”.

FNV

Ainda Thatcher

O debate sobre a Sra. Thatcher (e não só) continua feroz na caixa de comentários do meu último post. Fair enough. Thatcher não nos é indiferente, duas décadas depois, e isso mostra a sua grandeza histórica. Um comentador aconselhou-me, porém, a não citar o Telegraph, o Pravda dos tories, em matéria tão polémica. Assim sendo, deixo aqui uma passagem da Economist que é o melhor resumo do thatcherismo que li até agora. For respectable people, that will do, como dizia Oscar Wilde da Igreja Anglicana.

What were those convictions? In Mrs Thatcher’s case, the quickest way to her political make-up was usually through her handbag. As she prepared to make her first leader’s speech to the Conservative Party conference in 1975, a speechwriter tried to gee her up by quoting Abraham Lincoln:
You cannot strengthen the weak by weakening the strong.
You cannot bring about prosperity by discouraging thrift.
You cannot help the wage-earner by pulling down the wage-payer.

When he had finished, Mrs Thatcher fished into her handbag to extract a piece of ageing newsprint with the same lines on it. “It goes wherever I go,” she told him.

And it was a fair summation of her thinking. Mrs Thatcher believed that societies have to encourage and reward the risk-takers, the entrepreneurs, who alone create the wealth without which governments cannot do anything, let alone help the weak. A country can prosper only by encouraging people to save and to spend no more than they earn; profligacy (and, even worse, borrowing) were her road to perdition. The essence of Thatcherism was a strong state and a free economy.

For Mrs Thatcher, her system was moral as much as economic. It confronted the “evil” empires of communism and socialism. Many things caused the collapse of the Soviet Union in 1991, but the clarity of Mrs Thatcher’s beliefs was a vital factor.

Vale a pena ler o artigo todo.

PP

Portugal, colónia balnear

O processo de colonização, enquanto dispositivo mental,  interessou-me sempre muito. Há tempos escrevi isto:

“Quando Epidamos declinou, o partido democrático derrubou o partido aristocrático, que foi aliar-se  aos estrangeiros que fustigavam a cidade –  tanto por terra quanto por mar ( Tucídides 435.3). Epidamos era uma colónia de   Corcira, mas fora fundada pelos Corintos. Isto deu uma das mais famosas trapalhadas da Guerra do Peloponeso ( entre colonizadores,  fundadores e respectivos e poderosos aliados), mas podia ser ensinado nas universidades aos alunos de estudos pós-coloniais. Sempre   passariam a compreender que não foram os terríveis impérios europeus da Expansão que inventaram  o sistema.

Ainda assim, o que me interessa é o carácter mental do processo de colonização. Há muitos anos, um empresário francês instalou-se no Brejão.  Os habituais aldrabões-intermediários  locais  enriqueceram, o empresário não perdeu um tostão, enfim, o normal. O Brejão é uma terra  colonizável? Talvez. Conheço-a bem. No início da recta, um café pequeno e escuro vende conservas e um pão que dura dez dias.  Para  a esquerda, mar e casas  remediadas, miúdos  saídos de um documentário sobre uma aldeia  boliviana. Para a direita , pastagem e mais pastagem. O Brejão não tinha aliados ( nem Esparta  nem Atenas nem o Estado português) ou inimigos. Aceitou o  francês como teria aceitado um bielorusso”.

O internacionalismo socialista, seja na sua versão soviética, seja na sua versão  segundo Komintern, seja na tradução anti-imperialista, funcionou da mesma forma A cooperação obscena entre  movimentos libertadores –  como a ETA ou o IRA,  os movimentos palestinianos e as diversas  brigadas revolucionárias da ex-RFA –  e  a Stasi  e o KGB, por exemplo, foi uma demonstração  da tentação colonial.
O novecentista processo tradicional de colonização , europeu e imperialista , não esgotou, de maneira nenhuma,  a tradução mental do dispositivo.  Colonizar signfica sempre um droit de regard sobre  o destino do outro.  A história alentejana que refiro no texto,  passada em tempos de vacas gordas, ilustra isso mesmo.
Hoje, sob resgate, amarrados  a uma dívida maior do que todo os  mundos  que nos habitam, a condição colonial ressurge, estelífera, entre nós.  Podemos   romancear,  mas também devemos  identificar os colaboradores  dos  colonos.
( talvez continue)
FNV

Minimalia ( XLIII)

Se , na Dinamarca,  um homem  levantar-se quando uma  senhora  chega,  é considerado um acto de sexismo, podemos  concluir que a iedologia passou das palavras aos actos.

Não sei como ainda  não declararam  a recusa do homem   em ser penetrado  por um dildo, um motivo de força de maior para o divórcio. Bem, talvez  o próprio casamento tradicional seja um bocado sexista.

FNV

Com as etiquetas

Minimalia ( XLII)

O presidente americano teve de pedir desculpas por ter elogiado  a beleza da nova  procuradora-geral . Parece que é sexismo  qualquer alusão a qualidades  não intelectuais das mulheres.

Isto conforta-me.  Tive sempre medo de que a evolução se desse no sentido contrário: que fôssemos obrigados a elogiar  a beleza das intelectuais   feministas.

FNV

Com as etiquetas

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(Clique para aumentar.)

PP

Lições de comunicação (2).

Estamos entendidos?

Uma parte do fracasso reside na promessa do programa, desalinhada dos objectivos do protagonista. Se lhe tivessem chamado “a bazuca”, ou algo com idêntica ressonância emocional, teria o mérito da honestidade, que o público respeita e agradece.

A decisão de o transmitir em horário idêntico àquele em que viceja Marcelo Rebelo de Sousa evoca a infelicidade de Schopenhauer na universidade de Berlim, cerca de 1820, quando insistiu em leccionar o seu curso ao mesmo tempo que Hegel. Teve cinco alunos e abandonou a academia.

Luis M. Jorge

Minimalia ( XLI)

A esperança é a  bala sozinha  no tambor do revólver.

FNV

Com as etiquetas

Neocolonialismo feminista paternalista ocidental: não confiam nas nativas

“Now if getting topless in front of an embassy or burning the black banner [Rayat Attawhid, commonly used by extremist Salafis around the Muslim world] in front of the main mosque in Paris while showing your breasts helps the case of Tunisian women, I’m not sure (and by the way, Amina, while still supporting Femen, condemned the flag burning, which she qualified as an insult to all Muslims) – but that’s not the question here anyway. The question is: why do foreign (and most of the time, “Western”) activists know what’s best for Tunisian feminists? The answer is as simple as sad: they don’t – but they assume to know, and that’s paternalistic”.

( aqui)

FNV

“There is no such thing as society”

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Muitas das reacções à morte de Margaret Thatcher, sobretudo as negativas (mas não só), têm sido um pretexto para atacar (ou defender) a direita no poder na Europa e os malefícios (ou benefícios) da austeridade económica. Todos olhamos para o passado com os óculos do presente, mas convém não exagerar na graduação das lentes. O Dr. Soares, por exemplo, sempre pronto a invocar as lições da história, dizia que é perigoso prestar tributo a Thatcher na crise que atravessamos. Como se o nosso tributo ou a nossa crise alterassem o lugar da senhora no grande teatro da Humanidade.
Ora, o mínimo que se exige para bater nos mortos é dar-lhes a palavra, caso contrário apenas batemos nos nossos fantasmas. E uma das frases de Thatcher mais cegamente citadas, até aqui (pelo meu amigo Carlos Botelho), é a famosa “There is no such thing as society”, retirada de uma entrevista à Women`s Own em 1987 e brandida desde então como exemplo da insensibilidade social da velha bruxa.
No contexto, porém, a frase tem um sentido muito diferente do odioso lugar-comum.
É usada duas vezes. Primeiro, como uma crítica à mentalidade que atribui todas os problemas pessoais à sociedade, o que Thatcher vê como uma desresponsabilização dos indivíduos e das famílias. “They are casting their problems on society. And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families.” Ou seja, Thatcher não está a exaltar o individualismo, a inexistência de laços comunitários ou o fim do Estado social (aliás, fala explicitamente de uma safety net para os desfavorecidos), mas o espírito de iniciativa, a sociedade civil e o princípio de subsidiariedade.
Dito assim, soa bem. Mas soa ainda melhor da segunda vez: “There is no such thing as society. There is a living tapestry of men and women and people and the beauty of that tapestry and the quality of our lives depend upon how much each of us is prepared to take responsibility for ourselves and each of us is prepared and turn round and help by our own efforts those who are unfortunate.”
Estas palavras podiam ser atribuídas a Burke, que afirmava conhecer os direitos dos ingleses e dos franceses mas não os direitos do Homem, ou a Adam Smith, para quem o nosso almoço dependia do lucro e não da generosidade do padeiro e do talhante. São da mais pura tradição liberal-conservadora. Thatcher não nega a responsabilidade de “cada um” pela sorte dos outros: o que diz é que não devemos esperar pelo Estado ou pela “sociedade” para resolver os problemas e que as soluções devem partir das comunidades intermédias – as famílias, as associações voluntárias, as igrejas, etc. A sociedade é uma abstracção e o Estado, demasiadas vezes, um poder caro, ineficaz e despótico. O que existe e funciona é a tapeçaria viva de homens e mulheres que tentam melhorar a sua vida e a dos mais próximos.
Compreendo que tais ideias ainda irritem muita gente, sobretudo muita gente que prefere as ideias do Dr. Soares. Tenham, pelo menos, o fair play de se irritarem com o que Thatcher disse e não com o que ela não disse.

E se não vos convenci (Deus me livre), leiam o que escreveu Charles Mooore sobre such things.

PP

Clássicos e contemporâneos

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Um belo programa na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa: “Temas clássicos do pensamento contemporâneo”. Dos motivos trágicos em Dostoievski à concepção tocquevilliana de justiça, passando pelo mito da Antiguidade em Rousseau e pelas artes da memória em Camões. Começa hoje às 14h e acaba amanhã à tarde. O programa completo pode ver-se aqui: cartaz_jlb

PP

Onde estão?

Leiam o JAM: “Porque o tema não vai, assumidamente, além do mais acirrado ataque ao Governo e aos governantes”.

Onde estão agora os  sforzas de sabrinas, que asseguravam ser a contração de Sócrates uma brilhante jogada de  Relvas para  exterminar o inseguro PS?

FNV

Exacto

E acho essa decoradora de sapatos uma fraude  absoluta. É popular? A estupidez é popular, como dizia o argentino invisual.

FNV

Tenho dito mais ou menos o mesmo

Três anos de resgate  e a única acção violenta foi perpetrada por “polícias infiltrados” ( e no futebol há dessas todas as semanas). Isto apesar da esquerda revolucionária,  de cristaleira e de Mercedes-Benz ( ou das três) nos assegurar todo os  dias que a coisa está iminente ( na Grécia ainda esperam há mais tempo).

Não, virgens loucas, não   foi nenhum lacaio dos bancos, do governo, ou da troika, que escreveu isto:

Das feições  de alma que caracterizam o povo português, a mais irritante é, sem dúvida, o seu excesso de disciplina. Somos o povo disciplinado por excelência (…). Nunca o português tem uma acção sua,  quebrando com o meio, virando as costas aos vizinhos. Age sempre em grupo, sente sempre em grupo, pensa sempre  em grupo. Está sempre à espera dos outros para tudo.

“Parecemo-nos muito com os alemães (….). Por isso aqui, como na Alemanha, nunca é possível determinar as responsabilidades: elas são sempre da sexta pessoa  num caso onde só agiram cinco. Como os alemães, esperamos sempre pela voz de comando.

Somos incapazes de revolta e de agitação. Quando fizemos uma “revolução” foi para implantar uma coisa igual ao que lá estava. Manchámos essa revolução com a brandura com que tratámos os vencidos ( …) Portugal precisa de um indisciplinador. Todos os indisciplinadores  que temos  tido, ou que temos  querido ter, nos têm falhado (…) Qual é a primeira  coisa que fazem? Organizam um partido…Caem na discplina  por uma fatalidade ancestral”.

Quem foi, quem foi?

FNV

Uma espécie de humanismo.

Apesar do cansaço, e das criaturas que papagueiam em circulo horrendos soundbytes, há dias em que vale a pena continuar na blogosfera.

Luis M. Jorge

The signal and the noise.

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Porque é que as previsões falham? Melhor ainda, porque é que as previsões dos especialistas em cenários políticos falham mais vezes do que as previsões dos amadores? Porque é que as agências de rating em 2007 subestimaram as probabilidades de default dos títulos de dívida colaterais do mercado imobiliário atribuindo notações de AAA a investimentos absolutamente inseguros?

Nate Silver tem a seu favor a circunstância de ter ganho a vida a prever coisas em que outros falharam. Neste livro explica-nos os seus métodos e os nossos limites. Aqui deixo o primeiro parágrafo da recensão do New York Times:

Nate Silver has lived a preposterously interesting life. In 2002, while toiling away as a lowly consultant for the accounting firm KPMG, he hatched a revolutionary method for predicting the performance of baseball players, which the Web site Baseball Prospectus subsequently acquired. The following year, he took up poker in his spare time and quit his job after winning $15,000 in six months. (His annual poker winnings soon ran into the six-figures.) Then, in early 2008, Silver noticed that most political prognostication was bunk. Silver promptly reinvented that field, too. His predictive powers were such that at one point the Obama campaign turned to him for guidance.

Luis M. Jorge

Lições de comunicação (1).

Alguém devia explicar a Sócrates que um programa de comentário político não serve para fazer propaganda. Ou melhor, serve: mas encapotada. O segredo do sucesso de um comentador não é a racionalidade, mas a aparência de racionalidade. Deve pesar razões, deve revelar ao estimado público que hesitou um pouco antes de desferir às vítimas qualquer boutade assassina. No fundo, deve criar nos espectadores aquilo a que Coleridge chamou a “suspension of desbelief”: um esquecimento da implausibilidade. Isto não se faz à defesa, nem revelando um interesse próprio no desfecho das narrativas. A mão que escreve, defendia Ernst Jünger, tem de apagar os traços daquilo que escreveu.

Luis M. Jorge

Sexo, mentiras e blogues ( 5)

– Gosto de gritar

–  E os vizinhos?

– Pois. E além disso ele fica …parece…incomodado.

– Claro.

– Claro? É burro? Ele não percebe que se grito é porque estou a gostar?

– Sabe que a violação  realiza uma fantasia  inconsciente da espécie? Roubo -a  a outro, à sorrelfa, dissemino os meus genes e tapo-lhe  a boca para o bando não vir em sua ajuda.

– E a mim o que é que isso  me ajuda?

– Gema.

FNV

Com as etiquetas

Manuel Alegre e os cativos

Leiam-no, hoje, na revista do Público: críticos que nunca escreveram   nada e  que são amigos de escritores que se apoiam neles e assim são feitos.

Estou à vontade porque não só não sou escritor como todos os meus três  livros  escritos de raíz  ( o Amor & Ódio não conta) chegaram às páginas de Público e Expresso e tiveram  boas críticas ( apesar de eu não viver em Lisboa).

FNV

Boas notícias.

1. O governo irlandês conseguiu um prolongamento do pagamento da dívida. Parece que a simpatia se estendeu a Portugal, apesar de todos os esforços de Vitor Gaspar.
2. O alargamento do prazo em sete anos significa que pagaremos menos mil milhões de euros por ano. Uma quantia mais ou menos idêntica à que foi vilmente boicotada pelo tribunal constitucional.
3. Um esquerdista impenitente como eu retira daí que afinal vale a pena negociar com a Europa. Mas, já se sabe, estou intoxicado pelos jornalistas do “Público”.
4. A austeridade continua. Será alargada aos desempregados e aos doentes, ou seja aos “bens não transacionáveis”.

Isto vai lá.

Luis M. Jorge

Magnífico

–  O que distingue Cioran de um ateu?

– O facto de ele estar em luta com Deus.

FNV