1. Ontem, ouvi muitas vezes esta palavra: direitos. E estas: dos homossexuais. Que pouco se tenha falado nos direitos das crianças, a não ser nos exemplos hipotéticos tão ao gosto da causa, diz tudo. A coadopção é apenas um atalho para o reconhecimento social da homossexualidade, como foi o casamento e como será a adopção plena. As crianças não passam de carne para canhão. Todos sabemos e todos fingimos não saber.
2. Ontem, a adopção plena por casais homossexuais ficou mais perto, como vários deputados fizeram questão de nos lembrar. Só os ingénuos poderão ficar surpreendidos. Os que, nas bancadas da maioria, votaram a favor ou se abstiveram na coadopção, mas votaram contra a adopção plena, não são ingénuos. Nós também não. Lembrar-nos-emos, sim. Nas próximas eleições.
3. Ontem, o PSD só não perdeu o meu voto porque nunca votei em Passos Coelho. Nem votarei. Ontem ficou claro porquê. O PSD do qual saiu este grupo parlamentar é um híbrido de paleio liberal e assalto fiscal, por esta ordem, que não me representa nem representa grande parte do seu eleitorado. Seria interessante saber quantas pessoas, na rua, aprovam aquilo que o PSD, no Parlamento, ajudou a aprovar. Também é de tais desencontros, e não só de campanhas pagas pelos nossos impostos às empresas dos amigos, que se faz o descrédito dos políticos.
PP