Guardado estava o bocado

“Portugueses não querem trabalhar , preferem  o subsídio “.

Vamos  agora ver se MST  usa a mesma bitola.

FNV

20 thoughts on “Guardado estava o bocado

  1. floribundus diz:

    sempre ouvi dizer
    ‘já nasci cansado, mê pai trabalhou muito’
    ‘quem dá pão é pai’
    o pior é que, apesar do adn não sabem quem é o pai

  2. Miguel diz:

    Eu não sabia, mas fiquei a saber, que os portugueses são exactamente como ele (Ricardo Salgado) quando se trata de trabalhar no campo. A única diferença é que ele é mais bem remunerado, mas isso não é novidade.

  3. pateta alegre diz:

    “se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham alegremente, na agricultura, e esse é um factor positivo”

    a conversa de taxista dos portugueses que não querem trabalhar é irrelevante. a ideologia de indiferença/ignorância (ódio?) que move esta gente está alegremente escondida noutros detalhes.

  4. Há menos de 4 anos, o Público publicou uma reportagem que denunciava a ocorrência de situações de escravatura no Alentejo. O escravos, estrangeiros, eram recrutados através de agências de emprego sem escrúpulos. O Bispo de Beja, António Vitalino, há 1 ano e 1/2 denunciou igualmente situações de escravatura no Alentejo. «Alegremente», diz Ricardo Salgado? Eu sei bem o que um gajo destes merecia.

    Ligações para as denúncias do Público e do Bispo de Beja:
    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/prometiamlhes-o-paraiso-mas-viram-o-inferno-no-alentejo-1395606;
    http://www.correioalentejo.com/?diaria=6467&page_id=36;
    http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=83300.

    • enquanto não chega a animação diz:

      Ainda há tempos o Jornal do Fundão(uma sombra do que foi no fachismo)reportava as condições miseráveis de contratados na Covilhã.A TV
      também noticiou e como consequência foram esses trabalhadores realojados.Aqui é que as rubras raquéis seriam úteis:identificar pelo país estas misérias.
      O banqueiro devia ter vergonha,um pingo ao menos,depois dos namoros com os sucessivos poderes,os esquecimentos perdoados.

      • As raquéis e todos aqueles que têm conhecimento destas misérias. QUanto ao banqueiro, que eu me abstenho de classificar, para manter o nível em casa alheia, esse sabe bem que a vergonha é coisa de pobre.

    • Carlos, vou usar o texto do Mascarenhas para um postezinho.

  5. XisPto diz:

    Nunca, jamais em tempo algum. Segundo o fedorento mais gorduchinho, tem uma mira crítica de geometria variável. Quanto à razão, aquilo também me parece mutuamente pouco edificante, uma peixeirada, ou melhor, uma padeirada pegada. Enfim, there is no such thing as bad publicity…

    • fnvv diz:

      isto é de chupeta:
      Miguel Sousa Tavares tinha de proclamar aos sete ventos que é próximo de Ricardo Salgado, através do casamento da filha? A que propósito é que tem de trazer o assunto à colação? E mais, sempre que se pronunciasse sobre outro banqueiro, teria de colocar em nota de rodapé, “o autor é compadre de fulano”? Só se for para que os Josés Diogos Quintelas tenham uma mexeriquice para transformar em cáustico comentário”.
      Supressio veri de alguidar. Ou seja, MST tem desancado em todos banqueiros menos num, mas este indivíduo dá a volta e diz que MST não é obrigado a proclamar a sua relação .
      Note Carlos, que no caso da escutas ( foi por isso que os gatos fedorentos foram censurados,ou seja, corridos de A Bola) foi a mesma coisa: as de Sócrtaes uma vez públicas não podíamos ignorá-las, as de Pinto da Costa permaneceram tabu.
      Tarzões destes há muitos.

      • Toda a linguagem do indivíduo é um nojo. Começa logo na apresentação dos sujeitos: um, aquele em quem desanca, é um «artista cómico atualmente circunscrito a ator de publicidade»; o outro, a quem defende, é um « jornalista e escritor»; e há mais, muito mais, porque o vómito é longo.
        Quanto MST, é muito simples: não gosto (o que não me impede de concordar com ele em várias ocasiões). Quando alguém apregoa aos sete ventos as suas coragem e independência, eu gosto de as ver em acção; infelizmente, não é o caso. Recorrendo ao seu exemplo: eu também sou portista e festejo as vitórias do meu clube (é uma coisa mais emocional do que racional), mas não penhoro a minha vergonha na cara por um clube de futebol.

  6. cristiana fernandes diz:

    A velha arrogância de julgar os outros através de nós, sempre através de nós e dos nossos confortos ( e isto acontece em todas as matérias). Somos assim : centrados, ignorantes, nada humildes e rápidos no gatilho de “julgar”. Eu gostaria de saber que opção o senhor Salgado faria nestas circunstâncias : entte receber o ordenado mínimo e ficar em casa (podendo tratar dos filhos e da casa ) a receber o mesmo montante em forma de subsídio o que é que o senhor faria ? Não será uma escolha racional para quem está nessas circunstâncias ? Ou só o trabalho a soldo dá saude ?

  7. Bone diz:

    Parece-me que há aqui um mal-entendido, para mim é evidente que isto não é uma acusação, é uma mea culpa, um acto de contrição de alguém que viveu sempre à sombra do Estado. Ricardo Salgado é tu cá tu lá com o Espírito Santo que o deve ter iluminado e está a pensar dedicar-se à agricultura, quer lavrar os campos do Senhor e deixar de viver pendurado nas garantias do Estado português, o que me parece muito bem. Porque é que MST se haveria de queixar de algo tão nobre?

  8. JE diz:

    Não percebo o espanto do RS: é o mercado a funcionar.

    Se ninguém compra o seu produto (oferta de trabalho no Alqueva) é por que está desadequado: é mau ou mal remunerado, ou está a ser mal publicitado. As pessoas não são parvas, o mercado funciona quando ambas as partes ganham. Pelos vistos não deve ser o caso. Se quer ter mercado tem de reformular a sua oferta.

    Se algumas pessoas estão a receber subsídio de desemprego é porque trabalharam e descontaram vários anos. Se durante vários anos não se mostraram preguiçosas (ao contrário de RS, que pelos visto na parte dos impostos a que estava obrigado foi preguiçoso) não vejo porque agora o seriam . E se recusam a sua oferta de trabalho, apesar do subsidio de desemprego ser diminuto e de curta duração, este é mais um sinal de que a oferta não é adequada.

    E atenção: trabalhar para aquecer não é uma virtude nem um imperativo moral. Se fosse, tenho a certeza de que o próprio RS seria dos primeiros a ir trabalhar de sol a sol na lavoura no Alqueva.

  9. antoniojoaquim diz:

    Lindo. Têm o estaminé aberto e até convidam para mandar bocas mas o “artigo” fica debaixo do balcão por causa da asae. Há sempre uns salgados para puxar pela verborreia. Não vou cantar a grandola como os do Clube dos Pensadores mesmo que por lamentavelmente sigam as pisadas do Joaquim. Fiquem bem.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: