Identificação projectiva

He didn’t do anything wrong. He’s a tiger and his natural instinct is to kill. We all know that and that’s why all the protocols are in place.

“He didn’t make a mistake, he was just there. We don’t blame him for what happened.

Lá isso é verdade. O que é curioso é que actualmente  tendemos a atribuir aos bichinhos toda a espécie de qualidades humanas menos a culpa.

FNV

5 thoughts on “Identificação projectiva

  1. Tem razão. Por isso, talvez seja melhor partir do princípio que um homem é um homem e um bicho é um bicho.

  2. Bone diz:

    No sistema neoliberal, inspirado no maravilhoso reino animal, não há culpa, só a liberdade de nos devorarmos impunemente uns aos outros. A humanização do animal varia na progressão inversa da desumanização do homem (aparando-se algumas pontas soltas e incómodas como a culpa ou a compaixão) até à plena fusão com o mundo natural e o desaparecimento da civilização.

    • venha ela,a animação diz:

      No tal neoliberal há culpas,uma é de não se ter o sucesso do vizinho,seja ele o martim ou(com)a raquel.Mas houve grandes alternativas,no séc. XX o nazismo e o marxismo-leninismo que trataram de fabricar o homem novo.O primeiro ainda chegou aos tribunais o segundo desabou sem se lhe tocar com uma pena.É pena.

  3. PM78 diz:

    O que sinto no ar é que a luta pelos direitos dos animais vai evoluir para uma forma de luta de “direitos civis.” 2050, 2030, 2020… Não é uma seita, entrou no “mainstream”. Não me sinto na posse da bagagem para compreender o fenómeno e procuro não azedar com ele. Mas o estranhamento é grande. Aquando do Zico, a meu lado, as mesmas duas pessoas que defendiam a poupança do cão defendiam a pena de morte como castigo adequado para as culpas humanas (não daquele caso específico, mas como forma de punição admissível em geral). E eis senão quando o humano deixou de ser sexy…

    Quanto à culpa não nos animais, mas no homem, vale a pena ler “Free Will”, de Sam Harris. Não há ilusão a que nos queiramos mais agarrar do que o livre-arbítrio.

    No fundo, no fundo, somos todos tigres.

  4. Hugo Rocha diz:

    Só quem nunca limpou “presentes” deixados no meio da sala pelo cão ou não teve que atirar ao gato o que estava à mão quando este estava a rasgar o sofá com as unhas pode acreditar nisso.

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