O crepúsculo da imprensa (2).

À medida que se adensa a plebeização do comentário político, sobram os actores e desaparecem as instituições. Por exemplo, Cavaco. É incontestável que a sua personalidade colorida ofusca o circo do combate partidário, mas será verdadeiramente digna do cuidado de todos os nossos comentadores? Não haverá ninguém que se debruce, por exemplo, sobre o velho sonho de Sá Carneiro — uma maioria, um governo, um presidente — e daí retire um naco de prosa escorreita sobre as dificuldades que a Presidência enfrenta quando esse sonho é finalmente cumprido?

Luis M. Jorge

Com as etiquetas

11 thoughts on “O crepúsculo da imprensa (2).

  1. José Alberto Aguiar diz:

    Aqui está uma contribuição interessante:
    http://arrastao.org/2822753.html

  2. Bem visto, Luís. Ah, e «personalidade colorida» é engraçado. Imaginei logo o Cavaco numa cena devassa.

  3. henedina diz:

    Para uma “cena devassa”. Julgo que li aqui uns dias atras um comentário seu semelhante se a memoria não me atraiçoa. Não se zangue não tem porquê. Só “pego” com quem gosto e fico “muito triste” quando se levam/me levam mto a sério e se zangam.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: