Não quero acreditar

O meu colega  Abel Matos Santos cita um estudo que foi , sejamos  simpáticos, ridicularizado nos EUA: a  revista que o publicou  demoliu-o, o autor reconheceu que o estudo  não tem validade para o assunto  em questão.

Tenho essa referência no meu ficheiro há muito tempo , mas nunca pensei que fosse utilizada. Desespero puro, má fé  ou ignorância,  e ineficácia: a crítica aos rearranjos culturais da família  nunca pode ser feita no campo da psiquiatria  e da   sociologia, porque nenhum estudo sério ( ciência  não é lançamento de búzios) invalida a parentalidade gay, como nenhum estudo sério, e  repito a hipótese, provaria que uma criança com duas mães e um pai teria piores notas a ginástica.

A única direcção razoável é o  estudo do fanatismo da neutralidade de género, mas isso é outro osso.

FNV

11 thoughts on “Não quero acreditar

  1. Lá está o Filipe a ir pelos habituais argumentos usados para denegrir estes estudos, o Pedro Picoito vai zangar-se consigo, estou só a avisar

    • fnvv diz:

      Li aquilo há meses, guardei-o e nunca pensei que pudesse ser utiilizado: o homem não trabalhou com casais de pms pura e simplesmente, Ana , e reconheceu-o!
      Zangar ? ah, isso zangam-se sempre os dois comigo, somos um verdadeiro trio de pms.

  2. ppicoito diz:

    Eu ia zangar-me contigo, mas só para chatear Ana Matos PIres já não me zango. Também gosto de reduzir isto a um Benfica-Porto…

  3. Desfaçatez: Em vez de quererem impor proibições à adopção e à monoparentalidade … deveriam, isso sim… era dirigir fortes críticas contra aqueles que dizem que a ‘solução’ do problema demográfico europeu está na naturalização da ‘boa produção’ demográfica daqueles (ex: islâmicos) que tratam as mulheres como uns ‘úteros ambulantes’.
    .
    .
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    É UMA MUDANÇA ESTRUTURAL HISTÓRICA DA SOCIEDADE:
    – os homens poderão ter filhos… sem repressão dos Direitos das mulheres… e independentemente de agradarem ou não às mulheres!… Leia-se: O ACESSO A ‘BARRIGAS DE ALUGUER’…
    .
    -> Ponto nº 1:
    Quando se fala em Direitos das crianças… há que ver o seguinte: muitas crianças (de boa saúde) hão-de querer ter a oportunidade de vir a ser pais… oportunidade essa que lhes é negada pela ‘via normal’.
    -> Ponto nº 2:
    Idealmente, uma criança deveria estar sempre acompanhada do pai e da mãe… ora, como é óbvio… não se pode proibir às pessoas que têm filhos o Direito ao divórcio.
    -> Ponto nº 3:
    Deve existir Igualdade de Direitos: actualmente as ‘famílias monoparentais de pai’… são ínfimas em relação às ‘famílias monoparentais de mãe’…
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    .
    NOTA:
    – Muitas mulheres heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos… querem ‘gozar’ a vida.
    – Muitos homens heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos… querem ‘gozar’ a vida.
    —>>> Conclusão: é ERRADO estar a dizer (como já alguém disse) «a Europa PRECISA DE CRIANÇAS, NÃO DE HOMOSSEXUAIS!»… isto é, ou seja… a Europa precisa de pessoas (homossexuais e heterossexuais) com disponibilidade para criar crianças!!!
    .
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    Anexo:
    O Direito de ter filhos em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas!
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    Ainda há parolos que acreditam em histórias da carochinha… mas há que assumir a realidade:
    -> Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    -> No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!… De facto, analisando o Tabu-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver o blog http://tabusexo.blogspot.com/.
    .
    Concluindo:
    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas é natural que sejam apenas os machos mais fortes a terem filhos, no entanto, as Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de assumir a sua História: não podem continuar a tratar os machos sexualmente mais fracos como sendo o caixote do lixo da sociedade!… Assim sendo, nestas sociedades, numa primeira fase, deve ser possibilitada a existência de barrigas de aluguer [a longo prazo poderão vir a existir mesmo úteros artificiais] para que, nestas sociedades os machos (de boa saúde) rejeitados pelas fêmeas, possam ter filhos!
    .
    .
    P.S.1.
    Com o fim do tabu-sexo:
    – a percentagem de machos sem filhos aumentou imenso nas sociedades tradicionalmente monogâmicas.
    .
    P.S.2.
    Com o fim do tabu-sexo:
    – por um lado, muitas mulheres das sociedades tradicionalmente monogâmicas vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas: nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos;
    – por outro lado, muitos machos das sociedades tradicionalmente Monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais dóceis] oriundas de outras sociedades.

  4. xico diz:

    “Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos”: desde que nasçam todos no mesmo redil… Ó Maria, nem tu nem eu temos os olhos verdes, e ali o rapaz parece que é lagarto….: Ó Suleimão, atão não te lembras que na altura jogava o Sporting e não tiravas os olhos da tv e tive que ser eu a fazer os movimentos todos?! Como é que querias que o miúdo não tivesse os olhos verdes…

  5. Este tipo é mesmo chanfrado, Filipe, olhe só o que escreveu na página do FB:
    “Abel Matos Santos compartilhou um link.
    há 6 horas
    Fica o meu artigo de opiniao de hoje no i, e, como seria de esperar, os detractores já vieram criticar o estudo!
    Para que conste e que se saiba, o prof. Regnerus publicou o estudo na social science research, uma revista mto exigente na publicação e que pode ser visto online aqui http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0049089X12000610

    Regnerus foi perseguido pelo lóby gay e a sua universidade investigou o estudo durante 4 meses e concluiu que nada havia a apontar! Pode ver-se aqui
    http://www.utexas.edu/news/2012/08/29/regnerus_scientific_misconduct_inquiry_completed/

    Tudo foi tentado para descredibilizar regnerus e o estudo mas o estudo lá esta, publicado e aceite pela comunidade cientifica!
    Este poderoso lobi que Marinho e Pinto bem identifica nos seus recentes artigos, até registou um domínio na net com o mesmo nome do site do estudo, mas mudando apenas no fim uma letra para lá meteram um texto vergonhoso difamatório do estudo e do autor.
    Podem ver aqui o link original do estudo aqui http://www.familystructurestudies.com e a “cópia” aqui http://www.familystructurestudy.com

    O que não se pode é andar por ai a dizer que existem estudos com milhões de pessoas que provam que é igual crescer com um pai e uma mãe Vs com “dois pais” ou “duas mães”

    Mais estudos estão a ser realizados e a realidade vai mostrar quem tem razão!”

    • MpMP diz:

      É intuitivo que o modo de interacção entre um “homem” e uma “mulher” é exactamente igual ao de um “homem” com outro ” homem” ou de uma “mulher” com outra “mulher” e que todos se reflectem de igual modo no crescimento da criança. A hostilidade anti gay alimenta, sem qualquer estudo científico (é preciso cientificar estas noções), a ideia de que há diferenças.
      É preciso combater a ideia de que “apenas” as relações “heterossexuais” podem resultar numa nova vida (uma ideia que alguns estudos consideram perversamente apelante) ou, se isso não for possível para já (mas sê-lo-á em breve), de que tal “facto” é totalmente irrelevante.
      Depois de ler os links também fiquei convencido de que o tipo é completamente chanfrado – segundo o método que fomos aprendendo com os colegas psiquiatras soviéticos.
      Não será de se começar a pensar na patologização da “heterossexualidade” ou do processo “reprodutivo” em geral?
      Movimento pela Monotonia Parental

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