Calor sólido ( IV)

A professora chegou a casa e descongelou os rissóis de rissol. Sentou-se no sofá vermelho e deu o pé esquerdo a lamber ao Manecas. Depois  deu o direito. Manecas entusiasmou-se e a sua língua subiu  pelo gémeo direito, contornou o pequeno joelho redondo e tenso e seguiu pelo costureiro. Nesssa altura,  a professora lembrou-se que não tinha em casa Friskies para acalmar o Manecas e reivindicou o seu espaço.

Manecas também percebeu. Apoiou-se nas patas de trás e lançou-se à garganta da professora, que, sem mobilidade, só conseguiu tapar os olhos.

FNV

 

 

 

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2 thoughts on “Calor sólido ( IV)

  1. floribundus diz:

    uma dose de cachorrada sindical invadiu o depósito de índios conhecido pela alcunha de escola.
    esta republiqueta chegou ao fim. resta-lhe um ‘hiato’ tipo ‘Pax Romana’ para duas gerações de sossego ou uma guerra civil

    ‘na bundjinha não vai nada?’

  2. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, o mal da professora foi não ter disponibilizado logo uma dose de “Whiskas Gourmet” ao seu fiel amigo, presumindo que Manecas é gato (nem cão, nem gata); a ideia dos rissóis aproveita-se desde que sejam de faneca, em honra dessa grande empresa galega de Ovar (também ela falida) PESCANOVA.
    Especial para o “floribundus”: «em época de contenção, só se faz com a mão»…

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