O fiel amigo

Alegria, alegria, alegria. Ao menos ele não se esconde.

Não se esqueçam de o demolhar no frigorífico se não vivem em casas à antiga, com grandes pias de pedra onde  deve ser posto sobre uma rede e sob água corrente.

Com este calor de ananazes, sugiro-o  à taberna ( sem demolhar, taliscas finíssimas, um golpe de azeite  e muito verde tinto à guitarra)  ou à Brás ( assim que deitarem os ovos tirem o tacho  do lume e mexam com volúpia,  não é ovos mexidos com bacalhau,  por amor de Maomé!).

FNV

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9 thoughts on “O fiel amigo

  1. Muito me apraz a conversa (escrita, falada nem por isso) de cozinha. Aproveitando o embalo, pedia-lhe a gentileza de nos passar aquela receita de ovos florentinos que mencionava há dias.

    • fnvv diz:

      alexandra,
      eles são doidos por ovos, os toscanos ( no Piemonte também os comi bons).
      A minha variante usa caseiros fritos em azeite, rodelas de tomate , espinafres ( a pescada florentina também leva espinafres) e parmeggianno por cima a meio da cocção dos ditos.De ervas: tomilho-limão e manjericão ( pouco…)ou alecrim.
      é rápido e toda a gente gosta ( a minha leopardita recusa os espinafres, é uma bárbara)
      há outra versão om tudo sobre a fatia gorssa de pão de trigo tostada ( é para empratamento finório).

  2. floribundus diz:

    não se pode dizer que seja ‘fiel amigo’
    porque acabei de ver PP a ‘apertar o bacalhau’ a PPC

  3. caramelo diz:

    Assim como tu fazes o bacalhau à Braz é que deve ser feito. Como raramente nos restaurantes o fazem com essa volúpia, só o como em casa. E é com batata frita mole, não demasiado frita. E não te esqueças da velha punheta, o verdadeiro bacalhau comunitário de taberna.

  4. Filipe,
    obrigada mille. O Leonardo inha uma receita sofisticada para alimentação de burros à base de ovos estragados, que colocarei em breve no tasco que supervisiono humildemente (considere isto um agradecimento, obviamente extensivo a todos os que gostam de ler com a calma devida)
    Entretanto, deixe a sua leopardita em paz, que as papilas gustativas e a pinha precisam do seu tempo para o latim.

    O empratamento finório não existe ou, a bem da verdade, sempre lhe digo que mais não será do que repescagem de coisa antiga (pão velho, lume novo).

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