Os ratos abandonam o navio

É humano, demasiado humano, e deve ser lido  sem intenção de ofender nem os ratos nem os homens. As personalidades homoclíticas ( normais) fogem quando o barco mete água, como fogem diante  de um leão que carrega.

Se Cavaco diz que é necessário preparar o regresso  aos mercados em estabilidade, esperemos que essa preparação parta da consulta ao povo. Nenhuma  estabilidade artificial, discutida  na sombra das chancelarias, alguma vez garantiu estabilidade. Já produziu guerras, revoluções, desastres  vários, mas, e parafraseando Ary dos Santos, estabilidade , não.

FNV

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6 thoughts on “Os ratos abandonam o navio

  1. floribundus diz:

    o meu padrinho tinha uma grafonola de corda e campânula
    com um ‘abec’ e a frase assassina ‘his master voice’

  2. A. Lobo diz:

    E ela não abandonou as finanças num momento de pré ruptura/pré falência?
    Se fosse mais nova levava uma sapatada no tu-tu, dada a idade levo as suas declarações à conta dos trigliceríodos.

    • João. diz:

      Desculpe, mas que se lixe se ela abandonou ou não as finanças num momento como o que você descreve, o que importa é o que ela a colocar em cima da mesa e se é verdade ou não.

  3. Jorg diz:

    Medina Carreira, há uns dois dias, dizia que o legado do Mitómano Engenheiro Domingueiro, foi o de ter posto o Estado a gastar, ao ano, 90 mil MEuros. Isto, quando adicionando alguma generosidade ao bom-senso, as receitas indicavam que se deveriam gastar, no máximo, 70 mil MEuros.
    O actual governo, com o ministro Gaspar, reduziu a alucinação da xuxalada socretina em 10 mil MEuros, pelo que as alforrias ainda se quedam por 80 mil MEuros/ano. O que quer dizer que ainda falta cortar 10 mil MEuros.
    Para entender o que MFL diz, basta fazer algumas “contas”. O Dr. Medina Carreira – um celerado neo-liberal direitolas e acomunado com a Goldman Sachs e outra tralha que outorga SWAPs – diz que só se vai lá cortando nos salários e pensões, e pondo o Estado a trabalhar mais e melhor. A conjunçâo “e” é importante, para que não se pense que uma coisa evita a outra. E para evitar algebras ‘á la soneca Constâncio’ com défices á milésima.

    Eu também estou de acordo que, perante isto, e perante as pantominices de Portas e o esvaziamento de Passos Coelho, que se “parta da consulta ao povo”. Queda-me uma duvida existêncial – será que, na consulta que se sugere, o “povo” irá verdadeiramente ser consultado (e querer dar consulta) sobre isto? MFL, em tempo ainda menos mau, minimamente a isso acenou – viu-se como é que muitos dos laicos ‘cleros’ do Republicano Estado, assim como Seitas&Confrarias adjacentes, a trataram. Com Gaspar, assim que se arranhou, porventura, mal-destro e muito picado pela “Troika”, tanta coisa dita “adquirida” acabou com a esposa a ser escarrada e com um Juiz constitucional a paternalizar com “soluções” de como gerir as finanças públicas. Porque é que agora, com a representatividade politica que temos, posso esperar que algo será substancialmente diferente?

  4. floribundus diz:

    master’s

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