Cenários.

1. Cor-de-rosa. A Europa ganha juízo e suaviza as exigências do financiamento. A equipa de Portas tem dinheiro fresco para gastar. O PSD acumula pequenas vitórias na Justiça, na Saúde, na Educação. Todos dão as mãos com singeleza. A retoma da economia começa em 2014. O Governo cumpre o mandato.

2. Agridoce. A Europa não muda. A troika exige cortes de 4 mil milhões. A promessa de negociação do CDS falha, reduzem-se os orçamentos dos ministérios. A reforma do Estado não avança, apesar da cosmética. Vozes no PSD fustigam a incompetência do parceiro de coligação, vozes do CDS denunciam o presente armadilhado servido a Portas com as pastas económicas. A recessão abranda, mas muito pouco e muito tarde. As comadres fazem corte e costura em horário nobre. Muitas demissões, novos acordos, mais do mesmo.

3. Camisas castanhas. Segundo resgate, reestruturação da dívida. Descobrem-se coisas horríveis nas finanças. A austeridade continua, o país político rebela-se. Explosão demagógica mais ou menos organizada. O PS, com ou sem Tó Zero, aproveita o ensejo para forçar Cavaco a eleições. PSD e CDS juntos cabem numa minivan.

4. Tempos interessantes. Segundo resgate, sem restruturação. A austeridade aperta. Machadadas sucessivas no Estado Social. Não há esperança de retoma. Com o povo nas ruas, o PS dedica-se à guerrilha, numa oposição a meio gás. Os socialistas despacham Tó Zero e aguardam melhores dias. O Governo em polvorosa suplica a Cavaco por misericórdia. Nada feito: será obrigado a continuar em nome dos “superiores interesses”. Passos Coelho e Paulo Portas, sequestrados em São Bento, mastigam os fígados até serem consumidos pelas direcções partidárias.

Agora escolha.

Luis M. Jorge

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29 thoughts on “Cenários.

  1. caramelo diz:

    hâ? Estou na praia, com um búzio encostado à orelha, a ouvir as ondas do mar.

  2. Bone diz:

    Num dia de sol, um bocadinho de optimismo sff.
    Cenário azul: Portas e Coelho não se entendem, o Governo esboroa-se. Portas revela-se um flop como primeiro-ministro, não negoceia, amua com os parceiros sociais, zanga-se com os colegas do partido e desaparece num vôo nocturno para parte incerta, com uma valise cheia de fotocópias. Entretanto, o corte na despesa e a distribuição dos últimos rebuçados continuam. O povo desespera, a gritaria é insuportável, Cavaco dissolve a AR, convoca eleições. A viragem à esquerda é total. Seguro é obrigado a vestir a camisola rosa escuro, transfigura-se. Quem diria, Seguro revela-se um autêntico camaleão, devidamente amparado pela esquerda democrática, bate na mesa como um verdadeiro sindicalista, a mesa é de vidro, magoa-se mas segura corajosamente as lágrimas que não saltam atrás das lunetas embaciadas pela comoção. O novo governo conquista o respeito dos carregadores de portáteis da troika, que entram e saem afanosamente pelos corredores como baratas tontas. É um novo país, a Europa recua atemorizada, os mercados suspendem a respiração. Vamos virar a mesa e negociar como gente grande. Tudo é possível.

    • Duarte Brito diz:

      Falta o “a seguir” na sua previsão…
      Após a valente esquerda ter atemorizado a Europa, abafado os mercados, dar uma reprimenda aos senhores da troika e negociado como um verdadeiro Adamastor, vai chegar o dia em que o dinheiro acaba, e só sobram no cofre aquelas moedinhas castanhas que ninguém gosta de ter na carteira. Os salários ficam por pagar e a valente esquerda vai… pois!
      Desculpe, realmente tinha-me esquecido de dois cenários: o primeiro que é a árvore de patacas que existe lá para os lados da Quinta da Atalaia que nos vai salvar e o segundo é que os cortes feitos são por mero capricho e sadismo, pois os cofres estão cheios e dar-nos-ão um nível de vida semelhante a uma Europa de Norte.

      Bem, esqueçamos lá isto de esquerda e direita, pois o que interessa é ter alguém à frente do país que trate dos seus assuntos com um real sentido de estado! Começar por cortar tudo o que é regalias, pensões vitalícias astronómicas, ajudas de custos a governantes, deputados e gestores públicos, entre outras medidas que ajudem a reduzir a despesa. Isto não é nem metade dos custos em que necessitamos de cortar, mas vai certamente ajudar os portugueses a entender os cortes que lhes são feito a eles (nós!!!).

      Passos Coelho se tivesse começado por aqui tinha tido a vida bem mais facilitada, mas foi covarde, pois quis continuar a ajudar a actual clientela que ronda o Estado desde 1974. Como tal, vai ser apenas mais um dos que ajudou a enterrar o país.

      Desejo sinceramente que a esquerda mais à esquerda possível ganhe as próximas eleições, pois finalmente acabará mais um dogma, o que existe um caminho que nos poupará de todos estes sacríficos desnecessários, mas infelizmente vai ganhar um Seguro que não é uma réplica de um Passos Coelho…

      Cumprimentos.

      • Duarte Brito diz:

        Corrijo o último parágrafo:
        … mas infelizmente vai ganhar um Seguro que não é MAIS QUE uma réplica de um Passos Coelho…

      • Bone diz:

        Infelizmente, era uma gralha tão evidente que nem valia a pena corrigir. Não tenho resposta para a sua pergunta, trata-se de um sonho, de uma fantasia, e como em qualquer sonho que se preze, acordo na parte melhor. Não sei o que aconteceria, mas não me parece que a minha visão seja mais ingénua do que a crença que parece ter de que estes cavalheiros fazem a mais pequena ideia daquilo que andam ali a fazer. O “a seguir” deste pesadelo em que vivemos é infelizmente fácil de adivinhar. Alguém disse que não devemos esperar resultados diferentes, cometendo sempre os mesmos erros? Parece que hoje vivemos rodeados de especialistas em finanças que esgrimem percentagens, taxas e tendências à medida dos seus argumentos. No dia da demissão de Portas, tanto ouvi o “ai jesus que já perdemos 3 mil milhões na bolsa” como que não tinha nada que ver uma coisa com a outra. No dia anterior, os nossos Belmiros tinham ganho montes de dinheiro na bolsa, talvez mais do que aquilo que perderam no dia seguinte? Ninguém que eu saiba falou no assunto. Reduzir a política às finanças é uma opção ideológica, é um exercício de vontade, que serve fins perfeitamente claros. O pcp sempre se opôs, e bem, dizem agora todos em coro, ao abandono do sector primário e secundário em Portugal. Penso que a solução não deve passar por alimentar o monstro financeiro com mais dinheiro, mais juros, mais dívida, mas por, aos poucos, com inteligência, humildade e coragem, recuperarmos parte da autonomia perdida. “Queria de ti um país…”

  3. Podendo, seja qual for o cenário, escolho fugir daqui. Entretanto, aguardo mais umas horas antes de ir à praia (que ideia, caramelo, meter-se na praia à hora do calor mais infernal).

  4. conspirador amador diz:

    vai ser o terceiro mas com algumas alterações. eu explico.
    1) segundo resgate – sim, por todos os motivos e mais alguns!
    2) reestruturação da dívida – também, parece que a malta lá fora enganou-se numa série de coisas.. hoje a lagarde vem dizer que o ajuste orçamental não é para levar até ao fim..
    3) descobrem-se coisas horríveis nas finanças. – mais ainda? pode ser!
    4) a austeridade continua, o país político rebela-se. – claro que sim, não tenha dúvidas!! muito por causa do ponto 3.. não temos hipótese.. quer dizer, claro que temos!
    5) explosão demagógica mais ou menos organizada. – faz parte do ramalhete!
    6) O PS, com ou sem Tó Zero, aproveita o ensejo para forçar Cavaco a eleições. – pois claro que sim, cavacuo não terá outra hipótese..
    7) PSD e CDS juntos cabem numa minivan – é aqui que a porca torce o rabo. psd só daqui por vinte anos (se sobreviver..) conseguirá chegar ao poder. mas portas.. até parece que o estou a ver a treinar em frente ao espelho o discurso patriótico. “portugal é tão importante para mim, que até coloquei de lado os meus princípios” “o cds não queria, o cds não concordava, mas o cds ama portugal, e por isso sacrificou-se, aceitou ficar no governo, com as pastas mais difíceis tentando até ao limite acordos favoráveis para a nação!” etc.. etc.. etc.. não consigo imaginar um cenário que seja em que passos coelho consiga sair vencedor numa disputa com paulo portas. paulo portas, apesar de medíocre, sabe mais disto a dormir que passos coelho acordado, que está para lá de medíocre, pura e simplesmente não existe do ponto de vista político. é inferior a relvas. inferior a tudo o que já existiu politicamente em portugal.

    isto tudo para dizer o quê? que depois do segundo resgate e de assegurada a continuidade da austeridade, e de convocadas as eleições, ps (com ou sem to zero, tanto faz) não conseguirá maioria absoluta e será obrigado a aliar-se com um renascido (porém, tão medíocre no futuro como o foi no passado e como está a ser no presente) paulo portas, o patriota.

    e passos coelho? passos coelho passará por cinco fazes até cumprir o seu sonho, a saber:

    primeira fase – completamente descredibilizado por ter condenado o psd a duas ou três décadas na oposição regressa ás empresas de ângelo correia, de onde nunca devia ter saído, mas nem aí é levado a sério. demite-se ou é demitido, tanto faz.

    segunda fase – a malta lembra-se dele e sente alguma curiosidade pela personagem. o que anda a fazer? com quem? onde? porque raio se meteu nisto da política se não tem jeito nenhum? e começa a aparecer em programas de comentário político.

    terceira fase – apesar da piada, todos a malta chega à conclusão que nem para comentador político serve e começa a ser convidado para participar em reality shows ou programas de entretenimento como aquele dos saltos para água da sic.

    quarta fase – entra em declínio. o mundo dos reality shows é muito competitivo. fica sem aparecer por uns tempos até que um jornalista amigo do psd mete uma cunha para fazer uma participação especial num daqueles programas de canções tipo ídolos.

    quinta fase – lá féria, por obra e acaso do destino, assiste à participação de passos coelho no programa de canções e, finalmente, repara na sua maravilhosa voz. no dia seguinte convida-o para participar no musical “o ajustamento, uma história de perfídia, ingratidão e alguma estupidez” que será um sucesso.

    resta-me dizer que vai tudo correr bem.

  5. Ana Cristina Leonardo diz:

    A extrema-direita chega ao poder em França. É o caos.

  6. M. Martins diz:

    Deus me livre: Que venha o diabo!

  7. henrique pereira dos santos diz:

    Vejamos só a consistência do cenário cor de rosa. “A Europa ganha juízo e suaviza as exigências do financiamento.”. Na prática o que quer dizer isto? Quer dizer mais tempo a acumular défices e portanto mais dívida e, consequentemente, mais juros a pagar anualmente, ou seja, mais despesa, mais défcie, mais dívida e por aí fora.Mas vamos admitir que esta situação acaba por conduzir a mais crescimento (o facto ne nos últimos vinte anos a receita nos ter conduzido ao desastre não nos deve demover de acreditar em milagres). Para que tenha um efeito sério, seria preciso um crescimento de 4 a 5%, pelo menos, o que implica um nível de investimento apreciável, cujos recursos se vão buscar a… bom, não sei mas isso agora não interessa nada. Admitamos então outro cenário: alguém resolve pagar a nossa dívida. Duas hipóteses: a) ou obrigamos os privados a aceitar cortes na dívida a sério, como na Grécia, e isso implica que eles deixem de ter vontade de nos emprestar mais dinheiro para o tal investimento necessário ao crescimento (a que se acresce o facto de grande aprte dos devedores serem o sistema financeiro português, que rebentaria, lixando a possibilidade de investimento por muitos anos); b) para evitar este cenário, são os contribuintes holandese, finlandeses e alemães que nos pagam as dívidas para continuarmos a ter um subsídio de desemprego mais generoso que o deles (cenário evidentemente plausível).
    Penso que nem preciso de explicar porque razão não só saio da análise do cenário cor de rosa, como nem sequer saio da sua primeira fase.
    A quantidade de pessoas que acreditam que pensamento positivo cura o cancro é infindável.
    henrique pereira dos santos

    • caramelo diz:

      Henrique, a Lagarde já reconhece que estas politicas de austeridade estão a matar a economia, dando crédito finalmente aos seus próprios técnicos. O nosso Banco de Portugal também já o diz. O Gaspar fugiu. Resta-lhe formar um movimento evangélico carismático, contra a falta de firmeza doutrinária desta gente, incluindo a papisa e a sua recente aderência às teorias do copérnico.

      • Não destrua os sonhos do Henrique, coitadinho.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Caramelo, se eu fosse a si ouvia o que a Lagarde e o FMI dizem em vez de ler os jornais que dizem o que o FMI diz. Mas ainda que fosse como diz, nunca se esqueça do Krugman: vinha cá dizer que isto tudo era um disparate e saiu de cá a dizer que o Governo estava a fazer o que tinha de ser feito e que disparate era a opção alemã que, eles sim, tinham opções, nós não.
        De qualquer maneira não falei, nem deixei de falar de austeridade, limitei-me a constatar um facto: suavização das metas dos défices significam défices maiores, logo, mais dívida. Isso tem um significado quando se deve 80% do PIB (como era o caso em Espanha) ou 120% (como é o nosso caso).
        Se quiserem continuar a fingir que tudo isto é irrelevante, por mim tudo bem.
        Já agora, como o ajustamento português foi rapidíssimo, muito mais rápido que as previsões mais optimistas, se fosse a si esperava até ver o números de segundo trimestre antes de fazer afirmações tão peremptórias sobre a destruição da economia.
        henrique pereira dos santos

      • Não invente, Henrique.

  8. henrique pereira dos santos diz:

    Luís, não sei exactamente a que se dirige pedindo para eu não inventar. Vou admitir que é em relação à hipótese dos resultados da actividade económica do segundo trimestre não ter sido assim tão má. Isto aparece regularmente nas páginas interiores dos jornais (como hoje): http://economico.sapo.pt/noticias/ocde-continua-a-esperar-retoma-economica-em-portugal_172987.html
    O consumo de combustíveis aumentou, pouquinho, mas aumentou em Abril (há 20 meses que diminuía). O consumo de cimento aumentou. Pouquinho, mas aumentou. O desemrpego diminuiu ligeiramente mas isso parece-me irrelevante, pode ser meramente um movimento “peristáltico”, Aparentemente o consumo interno está a abrandar a queda (não se esqueça que foi em grande parte provocada pelo aforramento, a taxa de poupança duplicou em Portugal nos últimos anos).
    Digamos que é mais um educated guess que uma invenção, e vamos ter de esperar pelo meio de Agosto para saber quem tem razão.

    • Não é preciso. Vem já um segundo resgate a caminho. Não invente, Henrique.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Mas o que tem o segundo resgate com a alteração do ciclo económico? A menos que houvesse uma recuperação estonteante, fora de qualquer previsão neste momento, e o problema financeiro não se resolve só porque se passou a crescer 0,5% em vez de decrescer 3%. Era bom que fosse tão simples, mas não é. Pode haver alteração do ciclo económico e segundo resgate, é perfeitamente razoável (ou uma renegociação mais profunda da dívida, mesmo que não lhe chamem resgate).
        Essa alteração, que de início nunca será mais que diminuir menos, não permite grande margem de manobra, esse é o problema.
        E continuo sem perceber o que estou a inventar, visto que estou apenas a discutir hipóteses. Eu não tenho certezas sobre o futuro, ao contrário do Luís e de outros comentadores.
        E mesmo em relação ao passado, sobram-me mais dúvidas que certezas.
        Como disse, falta mais ou menos um mês e meio para sair a estimativa rápida das contas do segundo trimestre. No ano passado foram muito piores do que eu pensava (e as do primeiro trimestre, muito melhores). Este anos vamos ver.
        Pangloss não tenho problema nenhum, sempre o achei simpático e bem mais interessante que os pessimistas profissionais. Pró-governamental, tem dias. Não votei em Passos Coelho, acho o governo dele uma bela porcaria em áreas importantes, nomeadamente nas que me dizem mais respeito, mas tinha um excelente ministro das finanças. Agora não sei. O que eu gostaria era de poder votar na troica, mas como não pode ser, decido em quem voto mais em cima das eleições.
        henrique pereira dos santos

      • Um excelente mministro das finanças que confessou o seu fracasso na carta de demissão. Nada mau, dr Pangloss.

    • caramelo diz:

      Henrique, podia ter terminado como o Marques Mendes no outro dia. Estava ele a desfiar mais uma série de “sinais”, porque vivemos de sinais há três anos, e agora é que é, e mais isto, e mais aquilo, não sei quê, juros, coiso, vai e diz com ar grave “mas atenção, que nem tudo é bom na nossa economia, não nos iludamos”. Foi das coisas mais engraçadas que ouvi nos últimos tempos.

  9. henrique pereira dos santos diz:

    Digamos que este post caracteriza bem o que penso: http://quartarepublica.blogspot.pt/2013/07/sera-verdade-dizer-que-politica-de.html

    • caramelo diz:

      Esquecia-me do fetiche das exportações. Henrique, a redução do défice externo deve-se à forte redução das importações, isto é, menos consumo interno, e os sectores que mais contribuíram para o aumento das exportações foram o ouro e derivados de petróleo. Isto são coisas dignas de elogio no site oficial do Azerbaijão. Mas atenção que como não somos o Azerbaijão, o ouro tem tendência para acabar (os anéis não se reproduzem), para além da sua cotação estar em forte queda, e no petróleo temos forte concorrência, o que é agravado pelo facto de não o produzirmos. Os últimos relatórios do BP apontam para um abrandamento das exportações. Portanto, infelizmente nem sequer somos uma ex-república soviética, camarada.
      Como antítese às reportagens motivadoras na tv sobre empresas de sucesso na exportação , eu recomendava uma visita aos distritos tradicionalmente mais dinâmicos, como Aveiro, por exemplo (que conheço bem, até porque lá corri todos os bailaricos), e ver quantos desempregados lá sobrevivem com baixos subsídios e quantas empresas vão à falência por mês, grandes e familiares, aquelas que constituem a malha económica deste país. É outro mundo fora do site oficial de sua divindade o presidente do Azerbaijão e seus inúmeros links associados.

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