Falhar.

Desconheço se os jornalistas espanhóis se dedicam à nobre ambição de aplaudir missas e ornamentar gabinetes ministeriais, mas os ecos da sua actividade ressoam como latidos numa sala vazia em Portugal. O El País revela que teremos um segundo resgate.

Para o pequeno batalhão de repórteres, colunistas, analistas, assessores, comentadores e bloggers alinhados, eis uma breve conclusão que vale a pena repetir: o vosso Governo falhou. O vosso Governo falhou. Outra vez: falhou. Vá lá, não custa nada. É simples e libertador.

Luis M. Jorge

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12 thoughts on “Falhar.

  1. Carlos diz:

    Uma opinião sobre o El Pais destes dois ultimos anos: está uma merda. Inventam coisas para vender (o grupinho deles está tecnicamente falido), têm uma mania insuportável (pelo menos nos artigos de opinião sobre Portugal, Grecia, Irlanda, etc: parece que está um fildalgo rico a dar conselhos à criadagem – então antes de Espanha ser resgatada, aquilo parecia uma missa de um liberal jotinha a culpar os miseráveis por lavarem os dentes com água corrente). Ah, e claro, todas as noticias salpicadas com um cheirinho a imprensa cor-de-rosa que os media espanhois em geral fazem gala. Enfim, um bom jornal que agora está uma valente m…..
    PS: quanto ao segundo resgaste “brando” não sei onde está a notícia: há dois anos que se anda a dizer que Portugal e Irlanda, depois do fim dos seus programas ficam com a possibilidade de recorrer ao MEF ou ao FEEF (ou como se chama aquilo) ,mais uma linha de crédito de emergencia. Pelo menos é o que li nas notícias que têm saido; se lhe querem chamar um segundo resgaste, quem sou eu…

    • Claro, qualidade tem o DN e assim. E o Gaspar a escrever aquela carta sem razão.

      • Paulo Trigo Pereira: “a diferença entre isto e um resgate é semântica”.

      • Carlos diz:

        Não transforme uma crítica minha a um jornal num elogio a outro jornal, por comparação. Se quer comparações aqui as tem: O El Pais nunca será o NYTimes que sonhou em ser quando fosse grande (isto não soa bem mas não tenho para emendar ehhe…). Era esse o meu ponto e, desde há dois anos, está mais longe de o ser.
        Gaspar: como menino bonito que é encontrou o pais sem dinheiro para pagar salários e deixou-o com 12 meses de tesouraria; encontrou o pais com um saldo deficit e deixou-o com um saldo primário positivo, na adminitração Publica e na balança comercial. E segundo os indicadores da OCDE (que tentam antecipar estas coisas) é bem possível que o PIB de Março a Junho tenha sido positivo (nem que seja uma micro-decima) fazendo com que Portugal saia da chamada «recessão técnica». Estas são as grandes vitórias para as pesssoas que pensam como Gaspar, sem olhar para o desemprego, para as miserias que vão para esse pais: conseguir ter numeros direitinhos…
        Finalmente, sobre a questão de semantica: a diferença entre isto e eurobonds é semantica”

      • Objectivo do défice para 2014: 4%. Situação actual, tal como foi deixada pelo ministro Gaspar: 10%. Mas pronto, se ele reconhece que falhou e você diz que não, quem é ele para se pôr com merdas.

  2. henrique pereira dos santos diz:

    nem pense nisso. Quem falhou é o próximo governo, tal como agora o responsável é o governo que geriu o primeiro resgate e não quem conduziu ao resgate.

    • Ah, que maravilha. Dois anos de ópera bufa e nenhuma responsabilidade.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Só comentei a responsabilidde no segundo resgate com base no modelo de análise dominante em relação ao primeiro resgate.

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Luís, «A Oeste nada de novo»: se o Dr. José Sócras nos pôs à beira do abismo, com o Eng.º Vítor Raspar demos corajosamente um valente passo em frente.
        Só acredita na remodelação que há-de vir gente como o Prof. João César das Neves pois, como todos nós sabemos, desta vez é que é «irrevogável»…

      • Claro. Desta vez é que vai ser.

  3. Pedro diz:

    Para muitos desses não falhou ou falhou apenas em questões de pormenor. Se calhar andava distraído mas não me consigo lembrar em que momento exacto é que apareceu esta gente toda. Ainda me lembro de rir com os textos do Prof. Arroja sobre a privatização da polícia, das águas e, enfim, de tudo. Agora ele passa por moderado, quase (ok, é uma figura de estilo mas acho que se percebe a ideia).

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