Calor sólido (VI)

O bebé tomou posse e foi logo posto na cadeirinha. Passearam-no pela avenida adjacente ao palácio, onde  povo se deslocava para lado nenhum. “Quem chão?“, perguntou o bebé. A presidenta  sorriu,  abanou a roca e respondeu: É o teu povinho, meu bebé, já dijia o  Kanti.

O bebé recostou-se na cadeirinha, ajeitou  a franjinha e suspirou. Apetecia-lhe uma cadeirinha mais alta, por cima do povo.

FNV

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2 thoughts on “Calor sólido (VI)

  1. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, apesar da minha sinusite, cheira-me a «O outono do patriarca» em versão infanto-juvenil (com direito a missa solene de entronização e devidos aplausos).

  2. floribundus diz:

    o bébé mudou de cadeirinha e fralda, devido ao cheiro pestilento da mesma, e gritou abram as portas que está um calor alentejano.
    hesitaram entre a ‘meia-porta’ das tias e a porta das traseiras. o bébé ajeitou-se no assento e exclamou rebolando-se ‘desculpe estar de costas’, mas gosto de virar as costas ao que dizem ser importante

    ‘em mar de piranhas, jacaré nada de costas’

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