Calor Sólido ( VII)

Algures na Mongólia Exterior, o argali  desafiador esfregava os enormes cornos doridos. O rival já se reunia ao grupo de fêmeas, impante e imaculado, depois da marrada certeira ferrada no pretendente.

O argali  vencido aproximou-se do grupo e pediu um segundo de atenção ao rival vitorioso. Deixa-me ficar aqui. Doravante serei uma delas. O rival , atónito, exigiu explicações. O vencido anuiu: Prefiro pagar pela reputação do que perder os cornos.

FNV

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5 thoughts on “Calor Sólido ( VII)

  1. XisPto diz:

    A propósito de metáforas, ramo em expansão no D&Q com grande qualidade, as de extração bíblica ou esta, uma inesperada comparação digna de antena islâmica, suponho eu :

    http://comress.org/2013/07/10/los-limites-de-la-testosterona-y-la-justificacion-del-acoso/

    JE

  2. floribundus diz:

    pensei que a história decorria ao lado do acampamento dos ratos mongolóides.
    os cornos são um peso extra para a manada;
    o aleijado fica a colocar pomada no ass hole

  3. floribundus diz:

    estive a ler Séneca sobre a tranquilidade da alma e o vocábulo
    eutimia remeteu-me para Demócrito de Abdera, que felizmente era pré-socrático,
    o homem do átomo.
    o Amigo, melhor que eu, sabe em que esquema da psiquiatria se colocam os transtornos
    dos politicos portugueses, porque não consigo ir além da condição humana

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