A batata quente

De volta. Isto é suficiente para  ouvir  o povo, ou não?

FNV

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6 thoughts on “A batata quente

  1. henrique pereira dos santos diz:

    Mas ouvir o povo sobre quê? Deixe-me citar o PEC IV:
    “com o objectivo de mostrar total determinação para tomar todas as medidas que forem necessárias para o alcance da meta de 4,6% para o défice, e tendo em conta que existem riscos significativos relativos às perspectivas macroeconómicas, o que poderá ter consequências sobre as variáveis orçamentais, o Governo decidiu adoptar medidas adicionais, que garantem que, mesmo no quadro da materialização desses riscos, a meta é alcançada. É de sublinhar que estas medidas adicionais terão, para além do défice de 2011, consequências positivas em termos dos esforços de consolidação orçamental a realizar em 2012 e 2013.

    Em 2012 e 2013 o esforço de consolidação orçamental tem de prosseguir de forma a assegurar o ajustamento preconizado nas metas de défice exigentes de 3% do PIB em 2012 e 2% em 2013.
    Para atingir estas metas, é necessário promover uma redução estrutural do défice de cerca de 3,7 p.p. do PIB, acautelando dessa forma, também, os riscos associados à evolução da actividade económica mundial e portuguesa. O principal esforço de consolidação continuará a ser feito do lado da despesa, assumindo-se medidas que representam cerca de 2,4 p.p. do PIB, no conjunto dos dois anos, enquanto as medidas de aumento da receita representarão cerca de 1,3 p.p.”

    Para o caso de haver dúvidas eu explico: esses 2,4% do PIB que era preciso cortar na despesa são equivalentes a 3 850 milhões de euros, ou seja, aos 4 mil milhões de euros de que agora se fala.
    O divertido é ver quem assinou o documento onde está isto escrito, a explicar que o PEC IV (de onde são retirados estes extractos) era a solução para a evitar a austeridade, dizendo que a ideia de cortar 4 mil milhões de euros (grosso modo o previsto no PEC IV) é completamente absurdo.
    As voltas que o mundo dá.
    Ou seja, ouvindo o povo ou não (e o povo será sempre cortes destes) a verdade é que seja quem for que seja Goverrno vai mesmo ter de tirar a batata quente do lume.
    henrique pereira dos santos

    • Bone diz:

      Acho que esqueceu aí pelo meu um tal de memorando de entendimento e suas sucessivas avaliações… os 4 mil e milhões surgem, salvo erro, na 5ª avaliação e parece que foi um rebuçado do governo à troika para fazer esquecer os maus resultados da governação. É evidente que a necessidade de cortar mais decorre da política do governo: + desemprego = – impostos arrecadados e + prestações sociais pagas… se o PEC IV foi chumbado e houve na sequência do chumbo eleições porque, e cito Passos Coelho de memória, “o povo não aguenta mais impostos” e que não era preciso aumentar impostos, que ía cortar gorduras e tal… ao fim de dois anos de aumento de impostos e cortes nas prestações sociais, com o país em frangalhos, sem governo.. .o próprio ex-ministro das finanças já não concorda consigo… ouvir o povo sobre quê?

      • henrique pereira dos santos diz:

        É extraordinário. Cito directamente o PEC IV, demonstro que já no PEC IV está previsto um corte na despesa de cerca de 4 mil milhões, pois mesmo assim, mesmo com os factos indesmentíveis, ainda tenho de ouvir estas “narrativas” a quem os factos evidentemente não perturbam.
        By the way, ao contrário da mentira mil vezes repetida de que Vítor Gaspar reconheceu o falhanço das suas políticas na carta de demissão, Vítor Gaspar refere o conjunto de objectivos atingidos (não referindo sequer o mais importante deles todos, suponho que porque ele não decorre directamente das políticas do Governo, mas do contexto económico, o equilíbrio das contas externas, embora as políticas deste e do anterior governo, na sua parte final, contribuam para esse resultado) e apenas refere o seu desvio de previsões, nada mais (desvio esse que evidentemente não é exclusivo de Gaspar, mas admito que lhe mine a credibilidade, sobretudo num país com a enorme incapacidade de discutir racionalmente políticas públicas).
        henrique pereira dos santos

      • Bone diz:

        Vou repetir, parece que não se ouviu bem: MEMORANDO DE ENTENDIMENTO.

  2. floribundus diz:

    é como ‘fazer amor’ aos 80
    o problema não é o empenho, mas o desempenho

  3. A.Lobo diz:

    Ao que parece não é verdade a intransigência do PSD; a haver intransigência é a do PS Socrático mais o do Galamba, mais o do Ferro Rodrigues (coitado, que foi injustamente ligado à pedofilia da Casa Pia), ao PS do Lelo e de tantos outros que deram cabo desta País e se entretêm a dar cabo do Seguro e de Portugal.
    Esses são, verdadeiramente, os carrascos que querem a perda da nossa soberania.

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