25ºderivado do ácido lisérgico

Enquanto não leio a tradução  ( excelente, de certeza) que o Miguel Serras Pereira fez do livro do Oliver Sacks, continuo na trip.

Era capaz de jurar que Cavaco tinha dito que havia eleições  em Junho de 2014 se não houvesse acordo,  mas ontem ouvi-o dizer que o governo cumprirá o mandato.

FNV

 

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12 thoughts on “25ºderivado do ácido lisérgico

  1. henrique pereira dos santos diz:

    Independentemente de se discutir se cavaco agiu bem ou mal, penso que não tem a menor razão nessa interpretação do que ele disse. Ele falou nessas eleições sempre no quadro de um acordo. Nisso ele foi sempre claro.

    • fnvv diz:

      bem, eu percebi que governo que não servia e que tinha causado a comunicação ao país estava a prazo tanto quanto o de salvação nacional…

      • henrique pereira dos santos diz:

        Essa é uma interpretação possível. A outra, à luz do que entretanto se passou, é que Cavaco achou que faltava clarificação ao ambiente político. E forçou-a. Forçou o PS a decidir entre estar com o memorando (“estou no euro com as regras que existem, independentemente se procurar mudá-las”) ou estar com o Syriza (“estou no euro mas nas condições que eu defino, e não nas condições que resultarem de um processo de negociação entre todos os que lá estão”). Forçou o CDS a definir-se, obrigando-o a alinhar com os cortes que decorrem do processo negocial com os parceiros do Euro. E forçou a troica a lidar com a ruptura do apoio ao memorando e com a fadiga da austeridade, em vez de fingir quie há um amplo consenso de apoio ao memorando. As eleições eram uma peça do puzzle, se houvesse acordo (permitindo escolher qual dos manageiros tomava conta da empreitada no fim da campanha deste ano, desde que todos os manageiros potenciais se comprometessem que cuidavam a seara com os mesmos objectivos). Não havendo acordo, Cavaco opta pelo solução mais estável, sabendo que eleições nestas circunstâncias não resolveriam o problema: ganhasse o PS ou o PSD, nenhum teria a maioria absoluta e seria obrigado a executar o programa do memorando. Sendo que a legitimidade do PS para executar o programa do memorando sairia muito camuscada depois da syrização. Não me lembro de ele ter dito que o governo que estava não prestava, lembro-me sim de ele ter dito que havia uma solução melhor porque acautelava o pós-troica, a verdadeira preocupação de Cavaco (e nisso concordo com ele, tremo só de pensar o que fará esta maioria se ficar livre do freio da troica).

      • fnvv diz:

        “Não me lembro de ele ter dito que o governo que estava não prestava,”
        nem era preciso: aceitou a remodelação como aceitaria em condições normais?
        Pois é.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Estou de acordo que Cavaco não gosta desta solução. Tentou uma melhor (do ponto de vista dele) e inventou um processo que forçou alguma clarificação. A solução que queria não funcionou, voltou à solução que tinha, sendo claro a dizer que não é a sua solução, é, das soluções que o país tem, a solução que lhe pareceu menos má (e que até ficou um bocadinho melhor depois desta semana). Mas tudo isto não corrobora a ideia de que cavaco falou em eleições em 2014 fora do quadro do acordo. Não é linear que achando que este governo não presta tenha de achar que as eleições mais temporãs sejam melhores que eleições mais serôdias.

      • Miguel diz:

        Resta entender por que razão a solução preferível (para Cavaco) teria um prazo de validade mais pequeno que a pior. Enfim, porque Cavaco e/ou Groucho dixit.

  2. winston smith diz:

    2014?

    eu ainda aposto em 2013.

    não se esqueça do que causou tudo isto: os 4.7 mil milhões que ninguém quer cortar. o ps não quer nada com isso, paulo portas muito menos, e passos diz que sim mas delega sempre a outros. gaspar percebeu que era uma loucura e foi-se, em busca de lugares mais confortáveis em bruxelas. provavelmente a troika já percebeu que não dá para fazer. mas continuam todos a falar em ajustamento, credibilidade externa, etc.

    este “governo” durará até à próxima crise, que poderá acontecer daqui por 5 minutos.

    o segundo resgate não tem nada a ver com as eleições, qualquer pessoa percebe isso. o que assistimos nas últimas 3 semanas foi um espectáculo de desinformação e baixa política nunca antes visto.

    sobre o presidente… nada a dizer. ontem deixamos de ter presidente.

  3. XisPto diz:

    Alinho na sua interpretação. Só não ganhou a aposta porque ninguém contava com o intermezo da proposta de acordo, e aparentemente só Cavaco pensava em algo do género. Mas nada impedirá a convocatória num cenário muito mais degradado, penso eu de que.

  4. beirão diz:

    Percebeu mal. Cavaco Silva defendeu que eleições, nessa data, só no caso do PS aceitar de boa fé o acordo de salvação nacional, o que, é sabido, o rapaz Seguro, coitado, a mando do chefe, o ‘impatriota’ Soares – sobrepôs o partido aos interesses do país – a meio das conversações acabou por roer a corda e, numa atitude pouco ética e muito rasteira, atirar para os outros dois partidos a culpa do fracasso que foi unicamente do PS.

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