Que marca é essa no teu pescoço?

Sobre  Maria Luís Albuquerque  escrevi isto  no início do mês.  Como não tenho trela nem coleira, à medida que  os factos se foram apurando,  conclui que ela mentiu. Todos os homens  mentem, os políticos mentem mais por dever de ofício. Nada há de extraordinário nisto.

É tão simples e faz tão bem ao pelo.

FNV

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15 thoughts on “Que marca é essa no teu pescoço?

  1. Jorg diz:

    Desatrelado e “des-colarado” nunca foi questão no seu caso. A questão é que se pode enganar, – e neste caso, está enganado, até pela recitada “narrativa” do apurar de ‘factos’.

    E não é por isso que se apouca consideração, pelo menos da minha parte. Como diz L. Cohen “There is a crack in everything/That’s how the light gets in”

    • fnvv diz:

      Claro que posso estar enganado. É um dos últimos direitos de cidadania.
      Ou podem estar a enganar-me, a mim e a dez milhões. Proporções…

  2. henrique pereira dos santos diz:

    9 999 999, se não se importa. Eu estou fora. E, já agora, 9 999 998 porque parece que o presidente do tribunal de contas resolveu falar a dizer que também não quer ser incluído no rol dos que foram enganados. E o que diz é mesmo muito interessante, apesar de curto.
    Mas numa coisa estamos mesmo de acordo: os dois podemos estar enganados, que em nenhum caso isso beliscará a sua, e a minha, independência.

    • fnvv diz:

      repete-se as vezes que for preciso:
      1)Não tive info
      2)Tive mas foi de boca
      3) Afinal há Há documentos mas não prestam.

      Tal como nos lamentáveis casos Relvas, o que se passa é que é impensável a saída da ministra ainda por cima com menos de uma semana de cargo.
      Por isso a barragem anti-aérea, por isso aos costumes dizem nada.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Filipe, a uma pergunta sobre o que lhe foi transmitido pelo governo anterior ela responde que nas pastas de transição não estava nada. É muito diferente dela ter dito que não sabia nada. A parte de ser de boca não sei de onde vem, nunca ouvi dizer isso, a não ser da boca de uma pessoa que diz que lho disse a sós e sem testemunhas, não vi isso dito por ela. Os documentos são posteriores (e efectivamente é precisa muito boa vontade para os achar consistentes). Se quiser dizer que ela poderia ter sido mais clara estamos de acordo. Mas de facto não se pode dizer que mentiu. Não foi mais clara por cálculo político (errado, como se vê agora) ou porque é da sua natureza dizer estritamente o que lhe perguntam, não sei. Eu teria procedido de maneira diferente? Sim, sem a menor dúvida, mas por isso ela é Ministra e os vários membros do governo com que trabalhei mais directamente (fui muitos anos dirigente na adminsitração pública) chatearam-se quase sempre comigo, com a minha frontalidade e com a minha liberdade. Mas isso não quer dizer que ela tenha mentido, nem literalmente, nem em substância.

  3. caramelo diz:

    A ministra não mentiu. O que ela disse na primeira audiência na comissão parlamentar, e cito, foi “não estava na pasta de transição” e se continuar a dizer “não estava na pasta de transição”, venha lá o mais pintado desmenti-la. É verdade que o ministro Teixeira dos Santos informou disso o Gaspar na transição, e que a Maria Luísa recebeu emails sobre o assunto, um mês após a transição. Mas não estava na pasta de transição, a pasta que é entregue no momento da transição., a pasta, a pasta, da transição. Emails enviados por um subalterno vão para a pasta do trash ou do spam. Já dá agora para perceber porque é que a ministra não se demite, nem vai ser demitida? Temos um primeiro ministro frio e duro como o mármore, sem tempo e paciência para interpretações esdrúxulas e uma legião que zela pela interpretação cristalina das coisas, para que não haja distrações.

    • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

      Caro Caramelo, MLA não se demite nem será demitida porque ela bem sabe como o nosso Láparo Primeiro-Sinistro foi um excelente aluno da licenciatura em Economia da Univ. Lusíada de Lisboa, estabelecimento mundialmente conhecido pela superior “cólidade” dos seus ensinamentos em (quase) todas as matérias… e reconhecida delegação da Univ. de Georgetown cá no burgo.
      É, portanto, uma questão de «eu sei que V. sabe que eu sei que V. sabe que eu sei…».

      • caramelo diz:

        Também é verdade, Fernando, lá isso…. Mas lembre-se que não havia neste pais casal mais tradicional do que Passos e Relvas, partilhando uma vida comum, após longo namoro desde tenra idade, segredos, um puxando pelo outro, e um deles acabou por ir de vela. Andará agora pelas ruas da amargura, mas os segredos, se os há, ficarão para sempre escondidos no fundo do seu coração. Portanto, não se desgrace a Maria Luísa, não se ponha a cantar em falsete em público, expondo-se à vizinhança de forma ridicula, e vai correr tudo bem.

    • Jorg diz:

      Então o Teixeira dos Santos, o Sr. Pina & Co. mais a jacobinada na prensa – a mesma, lesta a, por exemplo, só relevara posterior gestão do Sr. Bandeira e companhia bela como penas herdadas das criminosas práticas dos PSDs no BPN – disseram a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade, transmitindo e relevando toda a informação pertinente atempadamente?
      Ou seja, chapam-se tabelas com “analises de risco” calibradas com mirar de polegares, e a senhora devia logo fazer o que as alminhas responsáveis até essa data olímpicamente se demitiram de valorar e, possivelmente de decidir, antes ignorando e, digo eu, deliberadamente ocultando?

      Fino piar, foi o que foi, a cobrir e desinfectar lombos das cosméticas que eram regra até então! Crónico “Embezzlement” tem bem dois pesos e duas medidas”….

      • João. diz:

        “Na pasta de transição entre mim e o anterior secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, não constava nada sobre as swaps. Mantenho o que disse na audição parlamentar”,

        http://expresso.sapo.pt/maria-luis-albuquerque-reafirma-que-nao-sabia-dos-swap=f817404#ixzz2aAJKTGmA

        “De acordo com os documentos a que Agência Lusa teve acesso, Pedro Felício enviou vários emails com anexos, entre eles uma folha Excel com 145 contratos ‘swap’ contratados pela TAP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Águas de Portugal, CP, Refer, STCP, ANA, Transtejo, e ainda da Parpública.

        Nos dados incluídos nesta listagem estão ainda os bancos que fizeram estes ‘swap’, o valor de mercado dos instrumentos e consequentes variações, tipos de ‘swap’, testes de sensibilidade e resumo de risco financeiro.

        Esta informação tem data de 18 de julho de 2011, um mês após a tomada de posse da governante, e é enviada num email por Pedro Felício a 19 de julho à então secretária de Estado do Tesouro e Finanças.”

        http://expresso.sapo.pt/maria-luis-recebeu-lista-de-145-swap=f822810#ixzz2aAJYpRhH

        “O ex-presidente do IGCP, Alberto Soares, disse nesta quinta-feira no Parlamento que até Março de 2012 não recebeu orientações das Finanças para recolher informação sobre contratos swaps problemáticos, nem qualquer informação nesse sentido da DGTF ou da IGF.

        “Não há nenhum despacho, documento, onde essa orientação esteja traduzida até ao momento em que saí”, disse Alberto Soares, que foi presidente do instituto que gere a dívida pública entre Fevereiro 2006 e Março de 2012.”

        http://www.publico.pt/economia/noticia/igcp-nao-recebeu-orientacoes-sobre-swaps-ate-marco-de-2012-1601320

        O que temos aqui não é complicado. O Parlamento quis saber dos Swap, quis saber porque razão se demorou tanto tempo até que viessem a lume, porque se demorou tanto tempo a fazer alguma coisa.

        Maria Luis disse que na pasta de transição não constava nada. Mas isso é cagativo. O facto é que ela sabia dos Swap e pelo menos durante um ano não fez nada. É daqui que se pergunta de novo à ministra o que é que ela queria dizer com a coisa das “pastas de transição”? Pois que ou ela sabia dos Swap ou não sabia. Ao fim de contas tudo indica que sabia e que, portanto, durante um ano nada fez, nada perguntou, nada aprofundou levando, assim é dito, ao agravamento dos prejuizos para o Estado. Se você quiser pode chamar o PS à baila por causa dos contratos, apor mim tudo bem – pode discutir-se as duas coisas, porque razão no governo PS se permitiram tantos destes contratos e porque razão no governo PSD se permitiu que as suas consequências se agravassem.

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Jorg, uma vez que os “socrateiros” foram gestores criminosos da “coisa púb(l)ica”, por que motivo os actuais gerentes/feitores da dita não trataram de pôr tudo em pratos limpos logo em 2011, em especial remetendo os comprovativos documentais para a PGR?
        A título pessoal, propus aos dirigentes máximos do organismo estatal onde então exercia funções (logo no final de 2011) a efectiva responsabilização criminal dos anteriores dirigentes que o deixaram recheado de facturas por pagar; tal não aconteceu porque “ambos os dois” governantes tutelares o não quiseram fazer.

      • Jorg diz:

        Deixe lá o PS de fora – como partido, a sua responsabilidade foi a mansidão com que lidava com a chusma e de ter neutralizado os poderes outros que o governo nas suas funções de escrutínio.

        O que teve foi um governo que, no seu estender de pata por tudo o que era Estado e condiciomnamento da Economia, se demitiu de supervisionar e decidir sobre empresas públicas cujos encargos tinham era de ir sendo mascarados. Os “swaps” foram expedientes, também alarvemente aproveitados pela Banca, mas favorecidos pela falta de “accountability” e, do ponto de vista politico, um maná porque – como se foi constantando á medida que se identificavam uma série de encargos “off-the-book” – nada daquilo aparecia nas contas públicas como ‘liability’ para o contribuinte que na verdade eram. A canhestra tactica foi sendo a de, em regime “on-off” ir fazendo umas transferências “on-off”, sem grande previsão analítica. O que se vai aprendendo nesta história é que, sob Teixeira dos Santos, a monitorização mais global não existia – era assim “A La Carte”, segundo solicitações das empresas. Com a aurora das crises soberanas- no segundo semestre de 2010, o que temos é os agentes financeiros ou os “mercados” a quererem saber a dimensão de todos esses encargos. Quando perguntados sobre isso, das Finanças, Tesouro, ninguém sabia ou parecia saber muito. Com a iminência da falência, e posterior chegada da Troika, continuava a pouco saber-se. Os senhores da Troika lá puseram no caderno de encargos a avaliação também dessas responsabilidades. O que é que o Governo até Junho ia respondendo – ” tá-se a fazer”. Quando o novo governo toma posse, a resposta ´€ a mesma, e supostamente o Sr. Pina terá dito a nova secretária de Estado para falar com o director geral da coisa.
        Uma pausa – neste rodopio, ou seja até ao Verão de 2011 – as démarches de supervisão produzem no mãximo umas tabelas que mais não são que ‘patchworks’ avulsos de cada “swap” – os únicos dados globais são referências a ‘liabilities’ de 1.5 mil MEuros calculadas com os ditos valores “markt-to-Market” [note que esse método, podendo ser usado para estimativas canhestras, raramente encontra correspondência com quantificações rigorosas – é como pensar que andamos a comprar petróleo ao preço do Brent ou WTI – pois cada contrato é boleado por clausulas que nunca mais acabam e que podem afectar de sobremaneira as responsabilidade de pagamentos ]. Isto é a parte inacreditável – um esquema usado á anos, e depois de todo o descalabro ‘amaricano’ com produtos complexos, o Estado Português não tem um esboço de ‘reporting’ e análise – tem um ‘novo capitulo’ com ‘tabelas’.
        A info do DGT – e acredito genuinamente que tal fosse o melhor que ele pode compilar pois o relatório a sério, segundo o Sr. Pina, “ainda se estava a fazer” e não havia sequer um histórico consolidado nestas matérias – é pois um empilhar de ‘raw data’, e a secretaria de estado, perante aquilo, teria de concluir que tais informações sem mais analise e avaliação não acrescentavam nada a conhecimentos para poder decidir como gerir a coisa. As etapas seguintes sâo igualmente divertidas – descobre-se que no Estado não se sabe quem pode fazer tais avaliações, e uma vez escolhido uma entidade, só em 2012 esta podia ‘formalmente’ passar a pente fino todas as responsabilidades de cada contrato.
        Ou seja, e voltando a 2011, na pratica ninguém no governo anterior sabia, quis saber ou tinha produzido informação estruturada que permitisse á então secretária de estado, de forma rigorosa pensar na premência de gerir os riscos daquele aglomerado de “swaps”.
        Neste cenário, como podiamTeixeira dos Santos ou o Sr. Pina, ou mesmo alguém no Tesouro recomendar a premência de “swaps”, de modo atempado e sério, e assim afirmar que a actual ministra anda a mentir…..

  4. caramelo diz:

    Jorg, esse é um dos mais fantásticos exercícios de smokescreen a que tenho assistido. Back to basics, recordo o que ela disse, que é o que o João acima transcreve:“Na pasta de transição entre mim e o anterior secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, não constava nada sobre as swaps. Mantenho o que disse na audição parlamentar”, É isto. Não vale a pena mais exercícios. Foi uma mentira pueril, talvez receio de que achassem que ela percebia de swaps, que alguma vez tivesse sujado as mãos com tal coisa, e que só se mantém por arrogância e teimosia. Isto que está a acontecer não justifica, só por si, a sua demissão. Fazer de nós parvos, ainda não é motivo suficiente. Poderá lixar-se de outra forma, eventualmente, por causa do mesmo assunto. Este evento em particular não vale esse seu esforço de pirotecnia, poupe-se, que o tema ainda não esgotou. Outros, menos ambiciosos, apenas acorrem a dizer que ela disse que “não sabia tudo”. Se têm mesmo de nos foder, que o façam devagarinho e com vaselina.

    • Jorg diz:

      Olha se os “buracos” do BPN fossem assim “analisados”,
      ter-se-ia o Costa, o Loureiro, se calhar o Duarte Lima. o Cavaco,
      o Machete, o Catroga a dizer que o problema a serio é que todos
      os que se seguiram mentiram.

      Eles até davam muita “informação”, mas os “outros”, que vieram depois
      é que andaram a fabricar ricochetes. a tropeçar em inépcias, assim
      a amplificar a coisa para níveis inqualificáveis, e assim a tomar-nos todos por
      parvos. Felizmente, o sr. Costa, o Sr. Loureiro e sabe Deus que mais membros
      da quadrilha ‘testemunharam’, produziram umas folhas A4 e mandaram contactar um funcionário que compila umas tabelas & listas, … Já me sinto pois menos parvo, pois afinal os Srs. BPN foram, não o Sr. Costa, o sr. Loureiro, se calhar o Sr. Lima ou o Sr. Machete, mas sim o Sr. Teixeira, o sr. Pina e, o meu preferido, o postço engenheiro domingueiro…..

  5. Jorg diz:

    Mais “smokescreen” fantásticos e fabulásticos….com datas e tudo….

    http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/439657.html

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