Com a irreverência típica dos países livres.

Há uns bons anos atrás um cómico na televisão de um dos países nórdicos que não me fica bem nomear, escandalizava o país. A propósito da barba do príncipe real comentava com a irreverência típica dos países livres que, com aquela barba mal semeada (…) «dava a impressão de ter arrastado à nascença (dratt med seg) os pêlos da cona da mãe» – da rainha, óbviamente.
Ao ler por aí que o Governo retoma briefings diários quarta-feira, e olhando para a barba dos briefingantes…

Daqui.

Luis M Jorge

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3 thoughts on “Com a irreverência típica dos países livres.

  1. Jorg diz:

    É pois uma “maneira” de dissipar a irreverência consentida pela “liberdade”… É daquelas coisas que ficam pois muito bem com quem o diz, com muito de pesar pela pobre mãezinha deles…

    Conta-se uma anedota sobre o Bocaje, já conhecido poeta em Setúbal, que é abordado por uma ufana mãezinha com o seu rebento apeso.
    “Sr. Bocaje, o senhor é grande poeta, por isso gostava que ouvisse aqui o Tonecas Zézinho, que também é já muito precoce nos alinhavares liricos”
    Bocaje resiste quando pode, mas a mãezinha leva a melhor. Então o Tonecas Zézinho, declama
    “Vede as estrelas do céu
    como são belas!
    como são belas!
    como são belas!”
    A mãezinha: ” Então sr. Bocaje, não é admirável, especialmente nesta era onde ainda não temos ‘copy/paste’?
    Bocaje tenta safar-se com uns elogios de circunstância para escapar. Mas a mãezinha acrescenta um reivindicar quase raivoso que consiste no pedido de um poema declamado pelo poeta ‘lui-même’, em homenagem ao pimpolho e suas artes. Vencido, Bocaje aquiesce e tocando a pancinha da mãezinha seguido de um movimento para o rebento recita
    “Deste ventre nasceu este fruto
    Como ele é bruto!
    Com ele é bruto!
    Como ele é bruto!”

  2. António diz:

    Eu não sou nada destas paneleirices (eu sei, eu sei, este é um termo nada politicamente correto, próprio de uma mente demasiado irreverente e excessivamente livre) mas o que me toca mais no trecho citado é o óbviamente com acento. É o que dá deixarem de dar reguadas às criancinhas na escola a troco da liberdade de pensamento e do incentivo à irreverência.

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