A vida é bela.

ΘΕΣΣΑΛΟΝΙΚΗ - ΑΝΑΓΟΡΕΥΣΗ ΤΟΥ ΙΤΑΛΟΥ ΗΘΟΠΟΙΟΥ ΚΑΙ ΣΚΗΝΟΘΕΤΗ, ΡΟΜΠΕΡΤΟ ΜΠΕΝΙΝΙ, ΣΕ ΕΠΙΤΙΜΟ ΔΙΔΑΚΤΟΡΑ ΑΠΟ ΤΟ Α.Π.Θ./(PHASMA/Α.ΜΙΧΑΗΛΙΔΗΣ)

Há vários anos que admiro à distância o percurso de António Quina, fundador da empresa de vouchers “A vida é bela”. Trabalhei brevemente com ele, quando não era ainda o portento de empreendedorismo e criatividade em que se transformou. Antes de vender “experiências”, deixou atrás de si um rasto de projectos falidos e sócios defraudados, que pagavam as dívidas quando desaparecia. Mais tarde alcançou o triunfo: entrevistas, conferências, convites para orgias liberais, um esplendor de reportagens em semanários del corazon. Assisti a tudo com um sorriso nos lábios, por saber como acabaria. Acabou assim. Imagino-o numa praia de Fernando Noronha, sentado em quarenta milhões de euros, com duas mulatas e um rancho de pequenos índios, a contemplar o oceano. Pois, nunca esqueçam, a vida é bela.

Luis M. Jorge

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13 thoughts on “A vida é bela.

  1. Espero que as férias, se foi o caso, tenham sido boas, Luís M. Jorge.
    E esse seu sorriso, enquanto assistia ao previsível, era triste, penso eu de que…
    E já agora: português com mulatas “dá” pequenos índios? 🙂
    Cumprimentos

  2. floribundus diz:

    Coimbra anos 50 dizia-se dum Macaista meu colega
    ‘a vida é bela, e a do H. é pequena e amarela’

  3. soliplass diz:

    Bem regressado seja caro Luís.

    Com um curriculado destes ainda o vão buscar para consultor de privatizações ou para o “emagrecimento do Estado”. Parece ter jeito para emagrecer o património alheio. Isto seria menino para dissertar sobre a criação empresarial de riqueza ali prós lados do Blasfémias.

    É como diz, a vida é bela. Isto é, não sendo a gente piegas. Um mar de oportunidades…Mais uma coligação ou duas e ainda o temos ministro.

  4. caramelo diz:

    Ocorreu-me agora que, pela descrição, o artista dos vouchers estará como o Gauguim nas Marquesas, com a vantagem de ter mais dinheiro para as tintas. Na ilustração, o Luís Jorge é soberano, mas eu teria colocado aí a fotografia do grande Totó, o que vendia o Coliseu de Roma aos turistas americanos.

  5. Antes de mais: bons olhos te leiam.

    «Nunca vejo uma dificuldade sem ver uma oportunidade» [http://www1.ionline.pt/conteudo/52868-ser-despedido-foi-melhor-coisa-que-me-aconteceu]

    E, acrescento eu, nem que seja uma oportunidade de ir para o bem bom. Lá se foi mais um icone do neoliberalismo.

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