Invejosos

Por este andar, a legislatura não acaba sem vermos uma mostra de Joana Vasconcelos no aterro do Flamengo. O ominoso SNI não faria melhor”.

Eu e o Eduardo.  Cá na terrinha é assim: se  não gostas de um artista popular, és invejoso.

FNV

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27 thoughts on “Invejosos

  1. Jorg diz:

    Porém, porque é que se fala da cachopa? Anda ela a ordenhar os tostões que sobram na SEC? A financiar-se com o dinheiro dos Casinos da Capital para dar conferências para os ‘chaps’ em edificios do património nacional restaurados com dinheiros municipais?
    As ‘instalações’ são-me indiferentes, a “arte” associada ou sintetizada não convoca mais emoções que as noticias de concertos do Tony Carreira no Pavilhão Atlântico ou as noticias das trombetas lampiónicas a reportar mais uma “confissão” de um sérvio confidenciada em 3/4 da 1a página das trombetas da capital que era adepto de um clube português desde pequenino e até antes disso – profissionais a lutar pela vida, vendendo-se em veiculos de mundanidade e publicidade para a promoção para venderem tralha, cançonetas e bilhetes de entrada, mais um ou outro pechibeque de ‘merchandising’.

    A ‘cultura’ nâo tem dinheiro, e/ou as politicas associadas são iniquas, incapazes ou incompetentes? Claro que são e, com a mingua de guito, é tudo mais lastimável , mas será com preocupações de voos transantlânticos em 1a. classe para uns poucos que se começa a resolver o problema, ou mesmo a esboçar o minimo de discussão?

    • fnvv diz:

      não, porque o ex-SEC já veio declarar que quem não gosta dela ( dos folhos e das panelas etc) é bertoldo ( termo que aprendeu comigo, se bem me lembro) e invejoso .

  2. Bone diz:

    Espezinhados sob um sapato de tacho alto montado por 200 mil lilliputianos

    • fnvv diz:

      A primeira vez que vi um, enorme e prateado ( devem ser feitos em série) foi num hotel de luxo ( enfim…)de Tróia, o de 5 estrelas, já há 4ou 5 anos, e só porque foi lá que o Luis Januário me alojou para eu ir falar aos pediatras. Uma bodega decorativa.

  3. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, devemos todos posternarmo-nos diante da genialidade rubicunda da nossa muito singular “imperatriz do barroco-kitsch”: a sua exposição no Palácio Nacional da Ajuda serviu para lembrar ao populacho menos desatento a degradação em que lentamente soçobra aquela inacabada real residência alfacinha.

  4. caramelo diz:

    Cada regime tem o seu artista popular. A revolução francesa e o Napoleão tiveram o Jean-Lous David, Roma e Florença tiveram o Miguel Angelo e nós temos a Joana Vasconcelos. A nossa é mais alegre.

    • fnvv diz:

      Como? Essa equivalência do Miguel Angelo, por cá, seria qq coisa entre o Siza e o Pomar.

      • XisPto diz:

        Há que manter o nível! Uma pitada de Cardoso Pires, se me permite.

      • fnvv diz:

        dinossauro excelentíssimo…

      • caramelo diz:

        Siza e Pomar? Mas que multidões é que ficam de boca aberta e a ter visões do paraíso a olhar para quatro paredes brancas ou pinturas mal desenhadas de tigres? É castigo. Coisa bem feita, exaltante, tem que ter o impacto de uma exposição colonial, como o padrão dos descobrimentos e nativas a dançar todas nuas. Mas com açúcar, para ser exportável, como os pastéis de nata.

      • fnvv diz:

        “Mas que multidões é que ficam de boca aberta e a ter visões do paraíso ?”
        As mesmas que não ficavam, se leres o Burkhardt, que conheces de certeza.

      • caramelo diz:

        É muita gentileza tua presumires que sei o que disse o Burkhadrt sobre tal coisa. Fazes muito bem. Refresca-me só a memória.
        Já agora, o Siza não está mal escolhido, mas arquiteto do regime era o Fernando Távora. O que esse venerável da escola calvinista de arquitetura do Porto espalhou pelo país não é brincadeira. Deixam-nos manter a exuberância na decoração dos interiores, encher a salinha de crochets e bonecas, mas as fachadas e os espaços públicos têm que ter a serenidade depurada das planicies do Alentejo.

      • fnvv diz:

        Tinha ideia de já teres trocado aqui umas charlas comigo sobre o Burkhardt ( perigoso elitista especialista no renascença italiana).

      • XisPto diz:

        Caramelo: adoro a sua ironia, mas não envolva os pelos dos bigodes dos tigres do Pomar por favor, tenho uma fixação nisso e nas orelhas dos cavalos de corrida, do melhor que os nossos plásticos já produziram. Como alentejano que imagino ser, fico surpreso por não apreciar o pouco ascetismo nas artes que a nossa propensão para o pieguismo normalmente afoga. E Cutileiro, pode ser?

      • caramelo diz:

        O Cutileiro, pode. Mas o do Dom Sebastião de Lagos. Mas estou curioso: o que é que descobriu em mim de alentejano?

      • XisPto diz:

        Declaração de interesses: eu sou meio alentejano e amo a maneira der ser nobre, seca, telúrica quando necessário. E a ironia, parece que estiveram desde que nasceram a pensar na frase perfeita. É isso que por vezes vejo nos seus comentários, ou deve dizer “textos”…, nada mais, é um elogio, se me faço entender. Quanto ao Cutileiro, é todo bom, muito bom, e nunca seria um artista de regime.

      • caramelo diz:

        Eu cá não, amigo, eu sou gandarês. Quem nos topa bem é o Raul Brandão. Andamos o dia inteiro como bois mansos a dar ao remo em ondas gigantescas no mar revolto, a lavrar o mar, gente sesuda, pouco dado a piadolas, mas generosa, de porta aberta. Os ribatejanos têm muita farronca por causa dos toiros, mas eu queria-os ver aqui. Esta é do Garret. Mas vai daqui muita gente trabalhar para os porcos latifundiários do Alentejo e o mê pai aprendeu lá em pequenino a fazer açorda. E eu só podia tomar ser alentejano como elogio.

    • Bone diz:

      Diria até que se inscreve na nobre tradição popular dos cabeçudos.

    • caramelo diz:

      Foste então tu que o chamaste cá e eu devo ter comentado algo que ele disse. Devo ter batido no morto. Sempre tive apenas uma vaga ideia de que ele era historiador de arte. Vou à net ver as frases famosas dele, que a vida é curta. Já agora, e eu sei que isto pode parecer uma estranha associação de ideias, tenho estado para vos perguntar se a inspiração para o “Declinio e Queda” é o Gibbons ou o Evelyn Waugh.

  5. henedina diz:

    De nada.
    (este é comentário)

  6. Hã? diz:

    Miguel Ângelo com Joana Vasconcelos????
    Morte vem depressa.

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