Sim, mas nomes sff

“E quando não é assim, é pior. Nos processos de privatização cuidadosamente entregues à partida às mãos seguras dos “amigos”, consultoras financeiras, escritórios de advogados, “comissões de acompanhamento”, num terreno fechado em que ninguém de fora entra, Onde há dinheiro para ganhar, todo o terreno está marcado  com antecedência, para “sempre os mesmos”, alguns dos quais são dos mais activos defensores do governo na televisão. Pode haver concursos, pode haver consultas, pode haver tudo. Nos “meios”, todos sabem com antecedência para onde vão as coisas. A isso se chama, em doubletalk, “transparência”.

( JPP)

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15 thoughts on “Sim, mas nomes sff

  1. IsabelPS diz:

    Ah, isso de nomes é mais difícil no país dos brandos costumes…

  2. Também me parece preferível manter o discurso ao nível dos plantéis e das contratações, que para mim é puro crioulo haitiano.

  3. Jorg diz:

    Nomes? O País é bem pequeno – e produzir esses nomes reinvoca estórias como aquela de Alcofra – com bimbos de tunning em contramão, GNR, fogos ateados em diversos locais, apenas os idiotas presos e nós a ter de dar atenção à saude dos detidos… Com o mais insuportável, a profusão de lalangues foucaultianas ou – talvez mais suportaveis, porque dá azo a sorrisos – daquelas da cachopa do BE, que andava a trabalhar num teatro….

  4. Lembrei-me de Cícero, Filipe: “Pano para mangas”. Aguardemos, então 🙂

  5. O Paulo de Morais, no livro que publicou este ano («Da corrupção à crise: Que fazer?», Gradiva, 2013), indica nomes. Alguém quis saber?

    • fnvv diz:

      Bem, o livro não li, mas li várias entrevistas: é tudo por alto. Por ex com o Adolfo Mesquita Nunes, que na altura até me respondeu,e acrescentei ao post, era ah e tal ele está ligado a um big law office e está na comissão X. E depois? Como? Quando? Quanto? etc?
      Convém recordar a rábula de JPP no affair Sócrates /Tvi:er ao fim do mundo etc e depois no fim: zero.
      Até acerdito, mas se estão na Tv não é segredo de justiça: por que raio não põe o preto no branco?

      • Filipe, o livro vai suficientemente longe para que alguém, se houvesse vontade política, pudesse desencadear um processo de investigação; por muito menos a PGR abre inquéritos. O Paulo de Morais, como o Saldanha Sanches fez e outros fazem, vai até onde pode, e faz mais do que faz quem tem obrigação de fazer (porque, no limite, há quem seja pago com o dinheiro dos contribuintes para o fazer). Creio que, de modo geral, somos muito complacentes com quem nada faz e muito exigentes com quem faz alguma coisa.

      • fnvv diz:

        Carlos, tive o cuidado de dizer que não li o livro.Há coisas do PM que gosto, outras que não.Por ex, por que motivo a associação dele, digamos assim, não se constitui parte? Por que motivo, se sabe tanto, não acusou em tribunal?
        Somos exigentes com os bons? Devíamos ser exigentes com quem?

      • Filipe, eu desconheço se a associação dele efectuou alguma denúncia (podem existir processos ainda em fase de investigação, sujeitos a segredo de justiça e coisa e tal, mas, evidentemente, nada sei). Independentemente disso, certamente terá reparado que a PGR é muito célere a tomar a iniciativa em certos casos, quase sempre em defesa de actores políticos. Quanto à exigência, leu-me mal: eu efectuei uma comparação entre a exigência com uns e a complacência com outros; nada contra a exigência em si mesma.

      • Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

        Caro Filipe, se quiser nomes é só ler «Os privilegiados» de Gustavo Sampaio que foi editado pela Esfera dos Livros há poucos meses…

  6. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, aguardo mais desenvolvimentos do chamado «escândalo Gürtel-Bárcenas», relativo ao financiamento ilegal do PP de Rajoy, quando o homólogo PSD do nosso Láparo ainda não Primeiro-Sinistro tinia ao som do cofre vazio…

  7. Fernando Cardoso Virgílio Ferreira diz:

    Caro Filipe, permita-me enunciar dois “piquenos” dados sobre processos judiciais que talvez sirvam de exemplo para a protecção institucional implícita aos poderes fácticos:
    1 – O Regulamento das Custas Processuais em vigor (aprovado pelo (Des)Governo de Sócrates e mantido em vigor pelo (Des)Governo de Passos Kandimba) aumentou de modo astronómico o montante das custas judiciais que se tem de pagar para obter um vaguíssimo simulacro de justiça pública, pelo que não me admiro que seja mais interessante escrever um livro a denunciar comportamentos menos transparentes do que processar alguém…;
    2 – Eu também já fiz a experiência em 2009, depois de ter sido acusado pelo (Des)Governo de Sócrates de ter divulgado uma lista de dirigentes do então SIED; quando no âmbito do processo de inquérito criminal, requeri ao hoje famoso juiz de instrução Carlos Alexandre a minha constituição como assistente no processo, não só levei com uma valente “nega” do dito magistrado, como tive de pagar as custas pelo decaímento na diligência requeridaq, o que considerei muito curioso, uma vez que tinha sido arrolado no dito processo como testemunha…
    Need I say more?

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