A conspiração dos pategos (4).

O que me espanta em Portugal não é a falta de participação, mas o excesso de participação. Como se nos confins da Ibéria cada chefe de família guardasse na alma um Catão, o Velho, pronto a desancar nos Selêucidas, a corrigir o luxo e o despautério ou a escrever rimas pobres em louvor da agricultura. Quando a esta pulsão conservadora se unem as doçuras do analfabetismo despontam oportunidades maravilhosas para o comediógrafo: o parolo que invectiva a balbúrdia dos costumes quer meter a filha na Junta de Freguesia.

Luis M. Jorge

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2 thoughts on “A conspiração dos pategos (4).

  1. Jorg diz:

    Ora faça lá essa medida de ‘densidade’ de pategos e parolos nos ecossistemas da capital, especialmente aquelas nos topos das colinas, e nas respectivas ‘embaixadas’ de provincia? Como dizia a outra, ver quem acede á ‘gamela’ do Estado, não com as mãos, mas com aspiração…. Desde clubes da bola e Estadios por pagar até aos comediógrafos com gente de

    Chama-lhe ‘pulsão conservadora’, para usar e enfiar barrete que depois pode ser mirado pela malta ‘progresseira’ que anda a séculos – desde D. Miguel p’ra ai… – a tentar ensinar ‘boas maneiras’. Olhe, eu chamo-lhe o perene ‘tratar da vidinha’, muito despojada de ideologias mais estruturadas que miram devires positivistas antes caucionada pelas invectivas epidermicas de cada ecossistema…..

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